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Antônio Emilio da Costa

A existência
nada mais é
do que a primavera,
amarela,
de um ipê.
 
Passa depressa
mas fica,
eterna,
na lembrança
de quem a vê.

O poeta Antônio Emílio da Costa é um fervoroso são-joanense e jornalista que mora em Brasília
Criador dos Blogs Blog Tencões e Terentenas e São João del-Rei 300 anos

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As cidades históricas são templos do tempo, são arcas da memória, são vertentes dos sonhos. Lugares sagrados, são testemunhas vivas de feitos e fatos, são o território da história, ou melhor são territórios onde a história habita.
Quem vive em uma cidade histórica precisa ter consciência do privilégio que é viver em terras que por si só são espaços de memória, lembranças e recordações, constituídos por suas ruas e avenidas, seus becos, seus largos e suas praças. Neles, igrejas, casarões e monumentos estão o tempo todo a silenciosamente contar o que viram ao longo de tantos séculos.

Quem administra uma cidade histórica precisa ter compromissos verdadeiros com a cultura e com a memória local, pois a saúde destes patrimônios depende muito de atitudes e decisões que só do poder público podem emanar. Principalmente os homens públicos têm na história a vitrine e o porta retrato de sua competência, de seu comprometimento, de seus valores, da sua trajetória, do seu fazer.

Quem visita uma cidade histórica precisa ter consciência de que está transitando em um santuário do tempo e da delicadeza, onde o ontem, ainda vivo, clama por respeito e aspira chegar à eternidade. Onde o ontem, ainda vivo e materializado, depende da sabedoria, da sensibilidade e das atitudes do homem de hoje para manter acesa sua memória, sempre pronta para resgatar personagens e revelar fatos do passado.

O trânsito urbano é hoje um problema que incomoda e preocupa cidadãos de vários países e a questão dos estacionamentos, então, é tão grave que chega a ser considerada alarmante. Mas esta é uma situação que não pode ser realidade nas cidades históricas, sob pena de danificar seus monumentos e quebrar toda a auréola de encanto que o tempo lhes coroou.

Mesmo nos tempos modernos, as cidades históricas continuam tendo vielas do paraíso, nas quais o bom senso pede não se transitar de carro, com pressa, mecanicamente. Estas vias foram feitas para se atravessar a pé, com a alma e o coração de mãos dadas com a bondade e com a lembrança de que os sonhos devem ser todos de felicidade.

As cidades históricas são lugares raros, não são lugares comuns. E precisam de amor, compromisso, responsabilidade, competência, racionalidade, zelo e soluções eficazes para continuarem sendo lugares raros. Inclusive, e principalmente, quando a ameaça é o trânsito…

* jornalista, pós-gradudado em Gestão da Comunicação Organizacional (USP) e especializando-se como Professor de Turismo pela Universidade de Brasília


***

A sabedoria dos sinos e dos sineiros de São João del-Rei Salomão

Bons ventos sopram sobre São João del-Rei. Por mais que o amor são-joanense chore pelos pedaços da paisagem que se perdeu, clame com bravura pelo que corre risco e vigie, com apaixonado olhar, o tanto de memória que nosso tempo herdou dos séculos passados - e até exatamente como efeito destas três coisas - a cidade vê, a cada instante, seu passado reluzir.
Não o passado que passou, levado pelo tempo, e que agora é só lembrança. Quem reluz é o passado que eternizado ficou e brota a cada geração na alma do povo deste lugar. Se nossa paisagem urbana mostra antigas e recentes cicatrizes inapagáveis que exibem  insensibilidades e ignorâncias, nossas tradições a cada dia se tornam mais fortes, mais ricas, mais singulares e envolventes. Basta assistir a uma das muitas procissões que acontecem o ano inteiro no centro histórico para dissipar qualquer dúvida sobre esta verdade.
Muito ainda há por fazer e por certo muito ainda sempre haverá. Afinal, todos sabemos, o fazer cultural é um movimento que nunca se completa. Verdadeira sina, é um ofício e uma luta que não tem fim. Só acaba quando a cultura, cristalizada, não tiver mais vida nem significado. Daí a paixão que sempre envolve e impulsiona esta causa muitas vezes ferir e maltratar o próprio objeto de amor. Paixão cega desagrega, "descongrega", esquarteja esforços. Tão nefasta é, faz lembrar a falsa mãe que em tempos bíblicos, na disputa de uma criança diante do Rei Salomão, não hesitou em aceitar que a inocente, viva, fosse cortada ao meio, para que ela recebesse a metade.
Enquanto se faz, desfaz ou não se faz, a cultura verdadeira faz-se por si mesma. Senhora de si, segue sábia, livre, autônoma e desimpedida, o seu caminho, resplandecendo majestade. Os sineiros são-joanenses, do alto das torres, dobrando e repicando seus sinos, que o digam...

08/2014 Fonte: Direto de São João del-Rei


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