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Curiosidades de São João del-Rei por Museu Regional de São João del-Rei

Descrição

Curiosidades de São João del-Rei
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/308-anos-de-sao-joao-del-rei-5-curiosidades-que-voce-precisa-saber/

No mês de aniversário dos 308 anos de São João del-Rei elevada à categoria de vila, selecionamos 5 curiosidades que você precisa saber sobre a terra onde os sinos falam! Queremos saber quais destas informações você já sabia e quais mais chamou sua atenção:

Bolinho de feijão

É uma das iguarias mais tradicionais da Cidade dos Sinos, preparada e frita artesanalmente. Possui uma massa encorpada, branca por dentro e douradinha por fora depois de pronta. Se um dia, andando pelas ruas, ver um homem carregando um balaio, não perca tempo em perguntar pois tem grandes chances de estar cheio de bolinhos de feijão prontos para serem devorados. Ou pode ser que você encontre a massa sendo comercializada para fritura. Por aqui, costuma-se comer pão de queijo recheado com o bolinho de feijão, também conhecido como “Tejucano” ou “Tijucano”. A produção é passada de geração em geração e consiste em deixar os grãos de feijão de molho para soltarem as casquinhas. Em seguida, são limpos e triturados. No passado, utilizavam mecanismos em pedra para triturar manualmente, hoje em dia o liquidificador já facilita o processo. Procure por bares e “botecos” tradicionais, se não encontrar é porque já comeram tudo!

Sino causou homicídio e tem até nome próprio

É isso mesmo. Há décadas uma lenda percorre a cidade e fala sobre um dos sinos da Igreja de São Francisco de Assis, supostamente responsável pela morte do sineiro João Pilão, no fim da década de 1930. Dizem que durante a procissão de Domingo de Ramos, o sineiro foi encontrado morto em uma das torres, provavelmente atingido na cabeça durante o movimento de dobra do sino que tem até nome próprio: Jerônimo. Dizem que foi preso e até “condenado à morte” ou seja, foi derretido. Você deve estar se perguntando o porquê do nome… É que aqui existe o ritual de batizar e nomear os sinos com nomes católicos. Uma cerimônia religiosa acontece antes dos sinos serem “inaugurados” e tocarem para a cidade.

Cidade subterrânea

Que São João del-Rei é uma cidade histórica mineira conhecida por seus roteiros turísticos muita gente já sabe. O que poucos sabem é que, além disso, caminhos secretos e subterrâneos estão interligados bem abaixo dos nossos pés. São as betas, antigas minas de extração de ouro no período do século XVIII. O mapeamento inclui 20 betas, a maioria em terreno particular, compondo uma galeria subterrânea e profunda que, infelizmente, até o momento não está aberta à visitação. Nas imediações do centro histórico ainda era possível visitar uma delas, onde inclusive existe um projeto buscando viabilizar a criação do Museu da Mineração. Até o momento o projeto não foi adiante e todos esperam que seja adequado e viabilizado para visitação turística.

Agroturismo italiano

Parece óbvio mas é importante ressaltar: São João del-Rei não se resume ao Centro Histórico. Já pensou na infinidade de possibilidades presente em um roteiro que passa pelas propriedades rurais dos descendentes de italianos? A cidade é berço das primeiras famílias italianas, que chegaram aqui no dia 3 de dezembro de 1888. Eles desembarcaram na Estação Ferroviária Oeste de Minas e se estabeleceram no Giarola. As tradições passadas de geração em geração motivam o roteiro do projeto “Colônia Viva”, onde você pode conhecer, experimentar e comprar itens da produção
de legumes, hortaliças, flores e frutas, além da deliciosa fabricação de massas caseiras. Inclusive, a equipe do Museu Regional já promoveu uma expedição para o circuito, relembre aqui.

Torresmo tradicional e barato

Quer algo mais mineiro que um torresminho? São João del-Rei oferece uma infinita variedade da iguaria mais requisitada pelos paladares que por aqui passam. O torresmo geralmente é servido acompanhado por couve, angu ou o que a criatividade mandar. Pode ser encontrado em basicamente qualquer esquina e é praticamente parada obrigatória. Ele está presente em cardápios sofisticados e modernos, mas a real essência é encontrada na simplicidade dos barzinhos. Não deixe de subir o Bonfim para conhecer o Pena’s Bar, experimentar o torresmo enrolado do Chumbinho’s bar, a Comida di Buteco do Bar do Agostinho ou o inigualável Bar do Zé Engenheiro, que tem um corte exclusivo que você só encontra lá.

Curtiu? A cidade de São João del-Rei tem uma infinidade de atributos legais que não cabem nesta publicação. Em breve, voltamos com mais curiosidades. Enquanto isso, aproveite para conferir as curiosidades sobre a Serra do Lenheiro.

Aproveite também para conhecer as publicações da série “5 em 1”, que aborda cinco curiosidades sobre locais e monumentos específicos na cidade.

FONTES:
São João del-Rei Transparente
Mais Vertentes
G1 Globo
Notícias Gerais
São João del-Rei Transparente
São João del-Rei Online

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Mercado Municipal
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/5-em-1-mercado-municipal-de-sao-joao-del-rei/

O Mercado Municipal é um importante ponto turístico e histórico de São João del-Rei. Diariamente, centenas de turistas visitam o local, em busca de iguarias regionais produzidas artesanalmente. Confira abaixo 5 informações que talvez você não saiba:

Feira ao ar livre no século 19

Apesar da ausência de registros oficiais, acredita-se que a origem do Mercado Municipal de São João del-Rei se dá
a partir do século XIX. Por volta de 1893, o local passou a reunir, em pequena escala, produtores agrícolas do núcleo colonial, imigrantes italianos e seus descendentes. A rua possuía bancadas de madeira para exposição de hortifruti, aves vivas, flores e bordados comercializados em pequena escala. As imediações também dispunham de carroças e cavalos, utilizados no transporte da época.

Construção do prédio e reformas

Com o passar das décadas, o Mercado Municipal passou a ser abrigado por uma edificação que, vista de cima, remete a um formato triangular. Inicialmente, possuía apenas o térreo. Em 1976, o local foi reformado pela primeira vez. Posteriormente, foi construído o segundo andar ‒ onde atualmente funciona um Restaurante Popular.

Tem nome próprio

Apesar de muita gente não saber disso, o local tem nome próprio: Mercado Municipal Dona Regina Detomi Cipriani. Esse título homenageia uma das produtoras locais que dedicou sua vida junto a seus familiares na venda em uma das bancas do mercado. Regina era filha de italianos e atuou por décadas junto a seus descendentes que até hoje lembram com carinho da época em que, juntos, andavam de madrugada pelas ruas da cidade rumo ao Mercado. A rotina diária incluía deslocar quilômetros a pé, carregando balaios com a “dela” ‒ uma espécie de toco cilíndrico com dois ferros nas pontas, onde era encaixado um balaio de cada lado para transporte nos ombros.

Praticamente autossuficiente

O que torna o Mercado Municipal de São João del-Rei tão especial é o fato de que quase tudo que é vendido lá vem de produções locais. Os comerciantes produzem laticínios, fumo, especiarias, derivados do mel, cachaças, doces, panelas de pedra, artesanato e ampla variedade de itens à granel, além da diversidade em hortaliças, verduras e algumas frutas. Lá você encontra produtos específicos industrializados como vitaminas e suplementos. Outras frutas vem da CEASA, a central de abastecimento de produtos da hortifruticultura a nível de atacado localizada na capital mineira.

Esqueça os cartões de débito e crédito

O local segue o costume tradicional de pagamento em dinheiro. A maioria dos estabelecimentos, senão todos, não está equipado com máquinas de cartão ou caixa eletrônico. Por isso, para visitar e adquirir produtos, opte por cédulas e moedas. Talvez, se der sorte, consiga fazer pagamentos via PIX, vai depender do vendedor.

Endereço: Encontro da Rua Frei Norberto com Rua João Mourão
Horários de funcionamento:
Segundas, quartas e quintas-feiras: das 06h30 às 17h45;
Terças e sextas-feiras: das 06h00 às 17h45;
Sábados: das 06h00 às 14h45;
Domingos e feriados: das 07h00 às 11h45.

Gostou de saber disso? Aproveite para conhecer mais sobre outros locais que já passaram pelo nosso #5em1:

Estação Chagas Dória | Estação Ferroviária | Igreja Nossa Senhora do Carmo | Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar | Biblioteca Municipal Baptista Caetano d’Almeida | Conservatório de Música Padre José Maria Xavier

FONTES:

Blog Gastando Sola Mundo Afora
#PartiuFeriado
Museu Regional de São João del-Rei
Curta-documental (André Neves Pinheiro de Azevedo)

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Estação Chagas Dória
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/5-em-1-estacao-chagas-doria/

A Estação Chagas Dória é um importante monumento de valor documental-histórico, tanto que é tombado em nível federal pelo IPHAN. Confira abaixo 5 informações que talvez você não saiba:

Iniciada em 1908

A linha primitiva entre São João del-Rei e Tiradentes passava pela rua Amaral Gurgel, que ainda mantém o traçado da ferrovia. O historiador Sebastião Cintra, em “Efemérides de São João Del Rei” relatou esse acontecimento: “24 de maio de 1908 – Inauguração festiva da Estação Ferroviária de Matosinhos, com a presença do Dr. Francisco Manoel de Chagas Dória, Diretor da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), do Major Antônio Gonçalves Coelho, vice-presidente da Câmara Municipal, Monsenhor Gustavo Coelho, jornalistas, autoridades e as bandas de música do 28º Batalhão de Caçadores e da Oeste de Minas. Na igreja de Matosinhos oficiou-se solene Te Deum.”

Ramal até as Águas Santas

Ainda em 1908, a Câmara Municipal de São João del-Rei solicitou a construção de um ramal que partisse de Matosinhos até ao balneário de Águas Santas. O pedido foi atendido, nomeando como Chagas Dória a parada em Matosinhos. A inauguração foi em 21 de março de 1910 e o local tinha cerca de 200m. Ali, os trens da EFOM (Estrada de Ferro Oeste de Minas) paravam para a subida rápida de passageiros e uma breve movimentação de cargas. Em 1911, a estação passou a estar na linha de centro e o trecho primitivo entre São João del-Rei e Sítio (Antônio Carlos) foi retificado.

“Parada do Matosinhos”

Algumas pessoas afirmam que o local não tinha cobertura para movimentação de passageiros e cargas na época. O ponto era mais conhecido como a “Parada do Matosinhos”. Pesquisas indicam que a cobertura surgiu posteriormente, foi feita em chapa de ferro curvo e arremates floreados, importados da Europa no início do século XX. Uma outra edificação com o mesmo nome da parada original estava em construção na linha nova rumo às Áuas Santas. O grande fluxo de passageiros e cargas tornou necessário tal melhoria, que foi inaugurada em 15 de abril de 1911. Atualmente, a construção ainda mantém o registro do ano 1911 em uma de suas paredes. .

Edificação em frente

Segundo o historiador Bruno Nascimento Campos (2007) a primitiva Estação Chagas Dória na verdade ficava localizada de frente para o local atual, afirmando que um pedaço da plataforma ainda existem, mesmo após a demolição. Segundo o jornal O Repórter, de 1907: “…Collocada a estação, como lembramos, em terreno da quinta do sr. Miguel Archanjo, em frente á esquina do Palacete occupado pelo Sanatório Militar. Não cogitamos atravessar o largo e nem ir atropellando o povo até a porta da egreja, que apontamos para determinar o centro da povoação. Da estação volveria o trem atrás, ao ponto de partida da linha principal.” Esta estação foi ponta do Ramal de Matosinhos até 1910 quando foi inaugurado o ramal das Águas Santas.

Sala do Artesão

Em junho de 2018, foi inaugurada a “Sala Mineira do Artesão”. O programa, lançado em dezembro de 2017, tinha como objetivo coordenar ações de incentivo à formalização e a organização da cadeia produtiva formada por artesãos e associações. A ação foi promovida pela Secretaria de Estado Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif). Na ocasião, estiveram presentes representantes políticos, inclusive a primeira dama do Estado de Minas Gerais, a Sra. Carolina Pimentel, além da Banda Municipal Santa Cecília. A proposta da Sala do Artesão é tornar a Estação Chagas Dória um ponto para profissionais obterem a Carteira Nacional do Artesão, documento físico que formaliza a atividade artesanal que antes era emitido em Belo Horizonte. A proposta também mencionava o empenho em tornar o local ponto de venda de artesanato na cidade. É a segunda Sala de Minas Gerais, a primeira fica em Ouro Preto.

Fontes:

https://ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/ppgeog/Ricardo_Couto.pdf
http://www.estacoesferroviarias.com.br/rmv_efom/chagas.htm
http://www.patriamineira.com.br/imagens/img_noticias/161811230710_Estacao_de_Chagas_Doria.pdf
http://static.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/segunda-sala-do-artesao-e-inaugurada-pelo-governo-de-minas-gerais-em-sao-joao-del-rei

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Santuário Bom Jesus de Matosinhos . Construída no Séc. 18
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/5-em-1-santuario-bom-jesus-de-matosinhos/

Muito diferente do atual edifício que hoje se ergue no Matosinhos, a igreja original dedicada ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos começou a ser construída em 1770 e foi inaugurada quatro anos depois. Seu propósito era a devoção ao padroeiro, que chegou na região por volta de 1750, trazida pelos portugueses. A construção barroca ficou quase 200 anos em pé e, nesse tempo, foi sede de festejos e jubileus que atraíram muitos devotos. Era o que ocorria com as Festas do Espírito Santo, que, algumas vezes, faziam ressurgir algumas tradições, como a cavalhada, os bailados e as corridas de touros. Foi ainda nessa edificação, que a igreja se tornou paróquia, em 1960.

Um Patrimônio Demolido

Assunto polêmico, a demolição da estrutura original de uma igreja centenária causou muita insatisfação. O motivo que levou a derrubarem a estrutura tombada foi o aumento do bairro e da população que frequentava a capela, assim como o precário estado de conservação da estrutura, na época o padre responsável foi contrário as diretrizes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) com o argumento de que o a igreja era para uso dos fiéis, e não para a contemplação da estrutura como obra de construção. O processo começou em 1970 e não durou muito, mesmo com a estrutura sendo tão sólida quanto a de outras igrejas da época. A última parte a cair foi o frontão, puxado por tratores e cabos de aço. Na época, o Instituto Histórico e Geográfico se colocou firmemente contra a demolição, mas nenhum dos protestos foi suficiente para salvar a antiga igreja.

Uma Nova igreja

No mesmo terreno antes ocupado por um edifício colonial, foi erguido um edifício mais amplo e mais moderno, com formato de cruz e a nova igreja foi inaugurada no primeiro dia do ano de 1980. Chamam atenção na fachada, os detalhes no topo de ambas as torres que se assemelham a sóis e o aspecto limpo e monocromático da pintura e da decoração. Foi nesse formato, que a igreja recebeu o título de Santuário Diocesano, em 2003. Após a mudança, também nasceu a Banda Sinfônica do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, fornecendo ensino gratuito de música.

Tesouros Seculares

Há e havia muitos detalhes na antiga e na nova igreja do Bom Jesus do Matosinhos que merecem destaque. Entre eles, a portada da edificação demolida e a imagem de Cristo crucificado. A fronte do prédio não mais existente, foi vendido para um empresário de São Paulo durante o processo de demolição, para ser usada como decoração em uma fazenda (apesar de ter sido a única parte da igreja com esse destino, outras também foram vendidas naquela época, como exemplos: madeiras, ornatos de pedra, arco do cruzeiro, retábulo), ela foi encontrada em 2003 e, quase uma década depois, voltou para São João del-Rei, ainda que sem destino definido. Foi necessária uma longa discussão judicial, até que a decisão foi tomada, tornando a portada parte do acervo do Museu de Arte Sacra do município.

A outra obra de arte da mesma data que a igreja original: a imagem de Nosso Senhor Crucificado, esculpida na cidade portuguesa, Matosinhos. Uma escultura realista de dois metros, detalhada com símbolos do sofrimento de Jesus. Atualmente, ela está no interior da igreja e é parte tradicional da procissão que ocorre durante o Jubileu.

A Origem da Devoção

A devoção associada a essa versão de Jesus Cristo, data do ano 124 d. C., quando foi encontrada na praia, em Matosinhos, Portugal, uma imagem de Jesus Crucificado. Segundo as histórias, houve a crença de que o escultor responsável pela obre pudesse ter sido Nicodemos, que, segundo a Bíblia, assistiu a crucificação e se inspirou por ela, tendo que jogar seu trabalho ao mar para escapar de uma perseguição religiosa. A escultura foi salva e levada para um mosteiro local, que se tornou o epicentro de uma devoção que se baseou nos eventos misteriosos por trás da existência da peça, que foram tidos como milagrosos. Com o passar do tempo, a crença cresceu, principalmente no norte de Portugal e veio para o Brasil com os colonizadores e, atualmente, 23 cidades brasileiras possuem uma igreja cujo patrono é o Senhor Bom Jesus do Matosinhos.

Fontes:

Paróquia do Senhor Bom Jesus de Matosinhos (SJDR) (Diocese de São João del-Rei)
Paróquia do Senhor Bom Jesus de Matosinhos celebra tradicional Jubileu em setembro (Jornal das Lajes)
Banda Sinfônica do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos (São João del-Rei Transparente)
São João del-Rei: Reformada, igreja Senhor Bom Jesus de Matozinhos prepara jubileu (Mais Vertentes)
Demolição da Igreja de Matosinhos (foto de Afonso Nogueira) (Pátria Mineira)
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Wikipedia)
Reunião pública em São João del-Rei/MG vai decidir destino de portada de igreja Monumento foi vendido a um empresário paulista na década de 70, tendo sido recuperado há cerca de dois anos (JusBrasil)

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Estrada de Ferro Oeste de Minas
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/5-em-1-estacao-ferroviaria-de-sao-joao-del-rei/

Objetivo e história por trás dela

Parte da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, a estação ferroviária de São João del-Rei contribuiu para a conexão entre o Cerrado e a Mata Atlântica, desde sua inauguração, em 1881, em um grande evento que contou com a presença de Dom Pedro II. Idealizada como um prolongamento da linha que ligava Sitio (Antonio Carlos) e Barroso, a ferrovia chegou a possuir 602 km e pode ser considerada parte do inicial do que viria a ser a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). O complexo ferroviário do município foi tombado como patrimônio histórico em 1989.

Uma exclusividade das Vertentes

O passeio turístico de 12km realizado na Maria Fumaça é o mais antigo operando no país. Ele é um atrativo turístico nacional, tanto pelo cenário, que possui uma flora diversificada e é historicamente rico, quanto pelo exemplar único que é o conjunto ferroviário que transporta os turistas entre São João del-Rei e Tiradentes. A locomotiva é uma das poucas no mundo que continua a rodar sobre trilhos de bitola de 76cm.

Um correio na estação

Criada em 1882, um ano após a inauguração da estação, começou a funcionar a agência postal, seguindo um padrão comum a época em que os trens eram a forma mais eficiente de transportar encomendas pelo Brasil. A ideia era uma agência de correios que funcionava dentro das ferrovias, com direito a carimbos próprios, para economizar tempo.

Um passeio na história

Inaugurado no mesmo ano em que a Estrada de Ferro Oeste de Minascompletou cem anos, o Museu Ferroviário expõe uma parte da história ferroviária da região e do país através de um rico acervo. As peças em exposição variam de objetos antigos, como balanças, relógios, telefones, registradoras, sinos e ferramentas, até partes de três antigos, como a locomotiva EFOM 1, primeira da ferrovia, e um vagão de luxo que, quando em uso, foi ocupado por grandes personalidades da época.

A primeira do estado

Considerada a ferrovia mais “mineira” do Brasil ou, ainda, a única ferrovia de Minas Gerais, a EFOM foi a primeira estrada de ferro com sede dentro do estado, no caso, em São João del-Rei. Inaugurada em fevereiro de 1878, seu propósito era à construção de uma linha férrea ligando a cidade são-joanense a Sítio, atual município de Antônio Carlos, fazendo conexão com a Central do Brasil. Nos primeiros anos, um trecho de 100 km de estrada de ferro foi montada com a utilização de bitola de 76 cm. No início dos anos 1900 a companhia que, originalmente, administrava a ferrovia, faliu e foi liquidada, se tornando posse do governo federal. Entre 1983 e 1984, a linha construída por essa estrada de ferro foi abandonada e desmontada até sobrar apenas o caminho turístico entre São João del-Rei e Tiradentes.

Referências:

Complexo ferroviário de São João del Rei (São João Del Rei e Tiradentes, MG) (IPHAN)
Estação de São João del-Rei (Wikipedia)
Trem Turístico (VLI)
Estrada de Ferro do Oeste de Minas – São João del-Rei (Estações Ferroviárias do Brasil)
Estrada de Ferro Oeste de Minas (ferrovia turística) (Wikipedia)
Estrada de Ferro Oeste de Minas (Wikipedia)
Estação Ferroviária (Governo do Estado de Minas)
O Museu Ferroviário de São João del Rei (Minas na Estrada)
Maria Fumaça (Tiradentes.Net)
São João del-Rei e a Filatelia Registros Históricos sobre os Correios (Academia das Letras de São João del-Rei)

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Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/5-em-1-igreja-de-nossa-senhora-do-carmo/

Construção

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo começou a ser construída em 1787 e passou o século seguinte sendo erguida e/ou reformada, até que, em 1879, a obra foi concluída. A autorização para a existência do templo foi dada por Dom Antônio de Guadalupe, bispo do Rio de Janeiro, o diretor das obras e, também, o artesão, foi ninguém menos que o mestre português, Francisco de Lima, que, no mesmo período, também trabalhou na construção da Igreja de São Francisco de Assis.

Estrutura

A arquitetura da igreja guarda algumas curiosidades, a começar pelas torres gêmeas. Desde as bases até as cúpulas, elas possuem um aspecto que as difere do tradicional na arquitetura colonial: foram construídas em formato octogonal. Outro ponto é a talha, a madeira foi esculpida e pintada de branco, mas o processo de douramento e pintura colorida nunca pode ser concluído.

Obras de artes famosas

A portada da Igreja do Carmo é muito conhecida e chamativa. A iconografia carmelita foi esculpida com delicadeza em pedra sabão e traz trabalhos de três artistas. O mais famoso, Aleijadinho esculpiu os anjos sob as pilastras, que seguram as tarjas e os escapulários. O querubim junto a porta e o medalhão, por sua vez, foram trabalho de outros dois artistas. E, no interior da igreja, também há obras de arte dignas de atenção, como a misteriosa imagem inacabada de Cristo, cujo encerramento ou, melhor, sua ausência, já criou lendas.

Museu do Sino

Inaugurado em 2018, em comemoração ao 305º aniversário de São João del-Rei, o “Sentinelas Sonoras”, é o primeiro museu de sinos do Brasil. O projeto foi pensado por André D’ângelo, arquiteto são-joanense que estudou o toque dos sinos em Minas Gerais. Quem visitar o espaço, vai encontrar: a história dos sinos no mundo ocidental, a fabricação dos sinos e sua condição de instrumento musical, os sineiros de São João del-Rei e a linguagem dos sinos. O museu está posicionado dentro da ala esquerda da Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

Ordem Carmelita

A Ordem Carmelita (ou Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo) surgiu no final do século 12, na região do Monte Carmelo, no atual Estado de Israel. No século 13, a Virgem Maria atendeu a uma oração de um irmão carmelita e lhe presenteou com um escapulário, o milagre lhe concedeu o título de Nossa Senhora do Carmo. A tradição carmelita chegou a São João del-Rei em 1727, ainda na Igreja Matriz do Pilar. Sessenta anos depois, deu-se início à construção da atual Igreja do Carmo. Atualmente, a santa é celebrada em julho, em uma festa que move as pessoas para o Largo do Carmo.

Referências:

Primeiro Museu dos Sinos do Brasil é inaugurado (TV Sul – YOUTUBE)
Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Wikipédia)
Igreja de Nossa Senhora do Carmo (SENAC Minas Gerais – Descubra Minas)
São João del Rei – Igreja Nossa Senhora do Carmo (IPatrimônio)

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Biblioteca Municipal Baptista Caetano d’Almeida
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/5-em-1-biblioteca-municipal/

A primeira de Minas Gerais

As primeiras iniciativas para a inauguração de uma Biblioteca Pública em Minas Gerais aconteceram em 1824.Toda a ideia era um investimento não governamental. Todo o dinheiro e mesmo os livros e planejamento viriam de Baptista Caetano d’Almeida e o estado se negou oferecer qualquer incentivo financeiro, mas deu aval para a existência do espaço. Três anos depois, era inaugurada a primeira livraria publica de Minas Gerais e ela ficava na Santa Casa de Misericórdia, mas só ficou lá por um ano. Foi transferida para a Câmara e lá ficou até 1915, quando foi transferida para o prédio onde funcionava a prefeitura. Enquanto estava nesta locação, seu maior bem feitor faleceu e o município ficou responsável por administrar o que veio a se tornar a Biblioteca Municipal Baptista Caetano d’Almeida, 54 anos antes de ser transferida para um prédio próprio, onde está até hoje.

Possui acervo raro

Inicialmente, o acervo da, então, Biblioteca Pública de São João del-Rei, contava com 800 volumes, todos da coleção particular de Baptista Caetano. Entre os quais obras completas como Condillac, Mably, Raynal, Diderot, Buffon, Voltaire e pela Enciclopédia Methódica. Atualmente, o acervo conta com mais de 28 mil volumes, entre materiais didáticos, literários e jornais raros. Além disso, cerca de 3000 obras raras que foram publicadas entre os séculos XVI e XIX, então em regime de comodato na FUNREI.

Os furtos e a campanha de recuperação

Em 2016 foram registradas a ausência física de alguns livros que constavam como presentes nos sistemas da Biblioteca. Uma pesquisa revelou que entre 2014 e 2016, cerca de dez obras foram roubadas da instituição. Menos pelo valor dos livros e mais pelo patrimônio como um todo, a administração entrou como uma campanha que mobilizou a cidade. Com o tempo, alguns dos livros desaparecidos foram encontrados em sebos da cidade com o selo da biblioteca e devolvidos a instituição.

Atividades culturais

Além do acervo, a Biblioteca Municipal Baptista Caetano d’Almeida também oferece alguns projetos culturais, como leitura de histórias, onde contadores visitam escolas do município e desenvolvem brincadeiras com os alunos. Há também os saraus que acontecem em todos os últimos domingos de cada mês e os Cine Clubes. Nesse período de pandemia, a instituição criou um horário especial para atendimento ao público: terças e quintas-feiras, das 9h as 14h.

Quem foi Baptista Caetano?

Baptista Caetano foi o idealizador e o principal financiador por trás da Biblioteca, mas, além disso, também foi um grande político em São João del-Rei, ele ocupou o cargo de Deputado da Assembleia Legislativa pelo Partido Liberal, entre 1830-1838. Também adquiriu a primeira tipografia da Vila de São João del-Rei e foi o dono do jornal “O Astro de Minas”. Foi ele quem adquiriu e doou o terreno onde foi construído o Paço Municipal.

Fontes:

Todos pela preservação do acervo literário de São João del-Rei (Conselho Regional de Biblioteconomia Região da 6ª Região)
História da Biblioteca (Biblioteca Municipal Baptista Caetano d’Almeida)
Biblioteca Municipal Baptista Caetano d’Almeida (Página da Biblioteca no Facebook)
Biblioteca Municipal Baptista Caetano d’Almeida (UFSJ)
Biblioteca Municipal Baptista Caetano d’Almeida (São João Transparente)
Batista Caetano de Almeida (Pátria Mineira)
Biblioteca Pública faz apelo nas redes sociais contra furto de livros em MG (G1)
Baptista Caetano d’Almeida (Wikipédia)

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Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/5-em-1-conservatorio-de-musica-padre-jose-maria-xavier/

O conservatório e a Rádio São João

O Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier foi fundado em 1953, mesmo ano em que iniciou suas atividades, através da Lei Governador Juscelino Kubitschek. No início, a instituição estava sediada no auditório da Rádio São João, era conhecida como Conservatório Mineiro de Música de São João del-Rei e tinha como objetivo dar suporte ás orquestras bicentenárias: Lira Sanjoanense (1776) e Ribeiro Bastos (1790).

60 anos do atual Conservatório

Desde 1960, o conservatório está localizado na construção da Rua Padre José Maria Xavier. Além de seguir com o objetivo inicial, oferecer suporte para as grandes orquestras da cidade, hoje, a instituição segue os planos originais de JK, formando músicos de todas as idades, gratuitamente, através de 21 cursos e da biblioteca de partituras e CD’s aberta a qualquer um que tenha interesse de pesquisa.

Mais um plano de JK: os Conservatórios de Minas

O primeiro entre 12, o conservatório de São João del-Rei contribui para o atual status de Minas como único estado brasileiro com estudo público de música. Quando projetadas pelo, então Governador do estado de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek, essas instituições tinham o objetivo central de formar profissionais de música (compositores, cantores e instrumentistas), ampliando a cultura musical mineira.

Aprendizado musical gratuito

O conservatório de São João del-Rei, assim como todas as 12 instituições do gênero espalhadas por Minas Gerais, é uma organização estadual, ou seja, é mantida pelo estado e, portanto, é pública. Todos os cursos estão disponíveis de forma gratuita para qualquer um com mais de 6 anos.

Padre José Maria Xavier: o patrono

O nome do conservatório faz homenagem a José Maria Xavier, são-joanense que ficou conhecido por seu trabalho como compositor de música sacra e como Padre católico. Sua obra chegou a ser reconhecida por Pedro II, que a citou em seus diários como a melhor obra mineira que ouviu. Ele é o patrono da cadeira n° 12 da Academia Brasileira de Música e do Conservatório de São João del-Rei.

Fontes:
Conservatório de Música Padre José Maria Xavier
São João Transparente

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Teatro Municipal de São João del-Rei
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/5-em-1-teatro-municipal-de-sao-joao-del-rei/
Nascido da Destruição

Entre 1782 e 1884, São João del-Rei teve muitos teatros, casas de ópera e outros ambientes que foram sedes para espetáculos teatrais e musicais. Entre eles, o Teatro São-Joanense, inaugurado em 1839 na Rua da Prata. Esse, por sua vez, desabou exatamente meio século após ser aberto, no dia 7 de dezembro de 1889. Dos destroços surgiu a necessidade de um novo teatro, que apresentasse a mesma grandeza e conforto do anterior. Com isso, em agosto de 1890 um terreno em frente ao Córrego do Lenheiro foi comprado da Santa Casa da Misericórdia e, nesse espaço, em 02 de fevereiro de 1893, foi inaugurado o Teatro Municipal de São João del-Rei.

Uma mudança de estilo?

A construção que, hoje, vemos no centro de São João del-Rei não é o projeto original do edifício, construído em 1890. Em 1913, uma grande reforma fechou o teatro. O novo projeto, feito por Gabriel Galante, pelo Engenheiro Dr. Haroldo Paranhos e modificada pelo Engenheiro Dr. Archimedes Memória, transformaria a construção no que ela é hoje. Trazendo o estilo greco-romano, com portas grandiosas, as colunas gregas, as estátuas, decorações e alegorias que remetem ao teatro, a música e a arte como um todo. Quase irreconhecível quando comparada a fachada original, que possuía uma enorme escada externa que levava ao segundo andar, grandes janelas, sacadas e grades de metal. A nova versão foi inaugurada em 13 de janeiro de 1925.

Uma casa de exibições

Desde o nome até o motivo de sua criação, o Teatro Municipal de São João del-Rei não deixa dúvida sobre o que acontece entre suas paredes. De qual tipo de espetáculo toma o palco em modelo italiano durante as apresentações artística. No entanto, no dia 12 de setembro de 1907 um filme foi exibido no estabelecimento. O primeiro passo, que viria a transformar o prédio do teatro em, também, um cinema. Em 1908, o prédio foi comprado pela Firma Faleiro e Cia., e se tornou oficialmente uma sede para exibições cinematográficas. Foi sobre essa administração que, em 1909, o edifício passou por melhorias que o adequaram ao mundo dos filmes. É importante ressaltar que na história da cidade, aquele espaço foi o primeiro a ser uma construção fixa destinada a exibição de longas. O Teatro apresentou filmes até a década de 1960.

Um patrimônio abandonado

Infelizmente, o edifício do Teatro Municipal, mesmo tombado como patrimônio municipal, chegou à década de 1990 em estado de abandono, sem a mínima infraestrutura para receber qualquer público ou espetáculo. Foi em 1998 que o descaso com o prédio mobilizou a população. A campanha “Acorda São João del-Rei, salve o Teatro Municipal!”, que tinha o objetivo de revitalizar o local, foi iniciada por Adenor Luiz Simões Coelho e a aderência foi em nível nacional, com apoio de iniciativas privadas e do Instituto Histórico e Geográfico. O resultado do esforço foi positivo. Naquele mesmo ano, após união entre o Ministério da Cultura e a Prefeitura de São João, os serviços de reforma e restauração começaram e, em 2003, o Teatro estava mais uma vez em funcionamento, agora modernizado e mais estruturado.

Por toda parte: homenagens

Todo o prédio que sedia o Teatro Municipal de São João del-Rei, é uma homenagem a arte. Não apenas ao teatro, mas também à música e à poesia. As estátuas que chamam atenção, olhando a cidade do topo do edifício, são representações do deus Apolo – patrono grego das artes, da música e da poesia – e de duas musas da arte. Mas não para por aí. Além da alegorias mitológicas, há também, gravados nas paredes da fachada, nomes de artistas conceituados que fizeram parte da história deste teatro, como: Said Halle Najm, Alvarenga Peixoto, Severiano de Resende, Rodrigues de Melo, Ribeiro Bastos e Cláudio Manoel. Por último, mas não menos importante, há uma homenagem à própria São João del-Rei, na forma do brasão da cidade que decora a fronte do prédio.

Fontes:

Instituto Histórico e Geográfico
Sjdr.com.br
Wikipedia
Pátria Mineira
Fernandes, Marcos Antônio. A Modernidade e os Cinemas na Cidade de São João del-Rei (1905 – 1961): Registros Arquitetônicos do Teatro Municipal, Cine Glória e Clube Teatral Arthur Azevedo. São João del-Rei, 2019

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Igreja de Nossa Senhora do Pilar
Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/5-em-1-pilar/

Construída no século 18

Em 12 de setembro de 1721, a Irmandade do Santíssimo Sacramento deu os primeiros passos para a edificação da Igreja de Nossa Senhora do Pilar. Por meio de uma licença, a organização tinha o propósito de reconstruir uma nova igreja. Visto que antes se tinha apenas uma simples capela e que ela se encontrava fora do centro da vila, construída no Morro da Forca. Além isso, essa capela tinha sido destruída em um incêndio durante a Guerra dos Emboabas alguns anos antes. Devido a todos esses fatores, a Irmandade iniciou as ações para a realização do que viria a ser a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar.

Peças vindas de Portugal

Com mais de uma década desde o início da construção da nova Igreja, a futura Catedral Basílica recebeu da Corte de Portugal alguns materiais e objetos para a ornamentação da capela-mor. Para a composição do espaço, os responsáveis pelas obras receberam tintas, óleos, gessos e ouro em fora de folhas. Além disso, eles ainda receberam dois painéis que representam “O Senhor na Casa do Fariseu” e a “Mesa do Senhor”. Ambos os quadros se encontram ainda na Igreja.

Catedral e Basílica

No ano de 1960, foi instalada a Diocese em São João del-Rei e com a chegada da instituição, a Igreja passou a ter o título de Catedral. Cinco anos após essa primeira elevação, ela recebeu mais uma nomeação: ela passou a ser considerada também uma Basílica. Após 55 anos, a Igreja de Nossa Senhora do Pilar continua sendo a única Catedral Basílica da cidade.

Influências Neoclássicas

Em toda a construção foram utilizados materiais de alvenaria e pedra. Nota-se que a edificação teve como influência a arquitetura neoclássica, pois nesse tipo de estrutura existe a predominância de formas regulares e simétricas. Além disso, entre as torres existe um frontão triangular e na parte de dentro da Igreja construiu-se uma abóboda, um tipo de teto arqueado. Essas duas características ajudam a identificar um espaço construído nas vertentes do estilo neoclássico.

Uma honra à padroeira

Em 1954, o Papa Pio XII coroou a Imagem de Nossa Senhora do Pilar. O pontífice também escolheu Nossa Senhora do Pilar como padroeira da cidade. Já em 1961, o Papa João XXIII elegeu a Santa como padroeira da Diocese de São João del-Rei. A festa em honra a Nossa Senhora do Pilar acontece no mês de outubro e o dia 12 é considerado o dia maior da festividade.

Fontes:

Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar
IPHAN
Devoção a Nossa Senhora do Pilar
Padroeira
Padroeira da Diocese recebe homenagens em São João del-Rei

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15 curtas-metragens de São João del-Rei e região

Fonte: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/15-curtas-metragens-de-sao-joao-del-rei-e-regiao/
No Dia do Cinema Brasileiro, selecionamentos 15 filmes produzidos por cineastas locais e de cidades próximas.

publicado: 04/06/2020 15h51, última modificação: 13/07/2021 15h40

Desde o período da Retomada do Cinema Nacional, o Brasil aumentou de forma gradual a quantidade de filmes produzidos anualmente. A partir de 2018, foram lançados mais de 150 longas-metragens por ano. No entanto, não há estimativas para o número de curtas-metragens produzidos no país.

Com duração máxima de 30 ou 40 minutos, os curtas raramente ganham as salas comerciais e ficam restritos aos festivais e mostras cinematográficas. Em comemoração ao Dia do Cinema Brasileiro, fizemos uma seleção de 15 filmes produzidos na região de São João del-Rei ou por cineastas locais e de cidades próximas. São obras selecionadas para mostras e festivais, algumas delas premiadas. Entretanto, selecionamos também alguns filmes amadores, porém de grande qualidade e relevância no cenário local.

Dia do Cinema Brasileiro

Em se tratando de sétima arte, o Brasil sempre foi um país adiantado. Em julho de 1896, o Rio de Janeiro teve sua primeira sessão de cinema, apenas sete meses depois dos irmãos Lumière terem inventado o cinematógrafo em Paris. No ano seguinte já existia uma sala de cinema na capital fluminense e, em 19 de junho de 1898, o italiano Afonso Segreto gravou as primeiras imagens em movimento em território nacional.

O pequeno documentário com imagens da Baía de Guanabara foi o primeiro filme brasileiro da história e, em homenagem ao feito, foi instituído o Dia do Cinema Brasileiro – uma data para exaltar a importância da produção cinematográfica e chamar a atenção para nossos produtores, diretores, técnicos e artistas que atuam na sétima arte.

Confira abaixo nossa seleção de 15 filmes regionais (em ordem alfabética de títulos):

Além de Preto, Viado (2017)

Produzido como trabalho de conclusão do curso de jornalismo da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), o documentário aborda a solidão, o racismo e a homofobia sofridos pelos homens gays negros. Dirigido pelo jornalista Lucas Porfírio, e contando com personagens de São João del-Rei, Lavras e Belo Horizonte, o curta foi exibido na 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes e em outros festivais, como o Cine Diversidade, na capital mineira.

Barbante (2016)

Dirigido por Daniel Couto, este filme conta a aventura de Zeca, um garoto de 13 anos, para encontrar Barbante, seu cachorro perdido. O garoto percorre as ruas de Juiz de Fora em busca do animal de estimação, enquanto o enredo tece quase uma homenagem ao estilo ainda interiorano de uma das maiores cidades de Minas Gerais. O curta-metragem foi selecionado no 9th CMS International Children’s Film Festival, na Índia, além de ser exibido em outras nove mostras nacionais, em Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Pernambuco, Amazonas, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

A Dor Fica (2014)

Nas beiras das estradas do país existem diversas cruzes. Esses marcos são a lembrança de que ali, em um acidente de trânsito, alguém veio a falecer. Este curta-metragem, do são-joanense Thiago Morandi e de Daniel Gouvêa, relembra as histórias de algumas dessas cruzes às margens das rodovias próximas de São João del-Rei. Com depoimentos emocionantes e desabafos de parentes que perderam pessoas queridas, o filme serve como aviso aos usuários das pistas e como cobrança aos órgãos responsáveis.

Em Nome da Razão (1979)

Dirigido pelo cineasta mineiro Helvécio Ratton durante o auge da ditadura militar, este documentário mostra o cotidiano dos pacientes internados no Hospital Colônia de Barbacena, que foi chamado de holocausto brasileiro. O filme se tornou um marco na luta antimanicomial no país e ainda hoje tem muito a dizer sobre o tema. O curta ganhou três prêmios em festivais do Brasil e da França.

(En) Cantos do Congado (2018)

O mais longo dessa lista, com 44 minutos de duração, este documentário traz as memórias de diversos grupos de congado de São João del-Rei, Tiradentes e algumas outras cidades do Campo das Vertentes. Produzido pelo Programa de Pós-Gradução em História da UFSJ, o filme presenta, em diversas entrevistas e debates, os reflexos da escravidão, das influências das religiões africanas e das relações da cultura negra com a reinvenção do catolicismo influenciado por eles.

Lonely (2017)

Após a morte dos pais em um acidente de trem, uma garota tenta se livrar de sua vida solitária e angustiante. Produzido e dirigido por um aluno da Universidade Federal Juiz de Fora (UFJF), esse curta-metragem foi selecionado para nove festivais internacionais, incluindo mostras dos Estados Unidos e Reino Unido.

Lux et Tenebrae – A Luz no Ofício de Trevas (2020)

Lançado este ano, o curta conta um pouco do funcionamento desta tradição católica quase extinta em todo mundo, porém ainda celebrada em São João del-Rei. Produzido e dirigido pelo jornalista e assessor de comunicação Lucas Silveira, o filme traz entrevistas com as pessoas diretamente ligadas à cerimônia.

Móbile Haikai (2017)

Produzida com recursos da Lei Municipal de Incentivo a Cultura de Juiz de Fora, este curta de ficção conta a história de amor entre personagens deficientes: uma cega e outra surda. A paixão das protagonistas vai além das demonstrações comuns e extrapolam os cinco sentidos para poderem expor uma a outra os seus desejos e sentimentos. Dirigido por Lilian Werneck, o filme estreou no Festival Primeiro Plano e foi o primeiro filme da cidade a contar com audio-descrição para deficientes visuais.

Regeneração de um Devasso (1968)

Ambientado nos bordeis da icônica Rua da Cachaça, no centro de São João del-Rei, esse curta dirigido por Sérgio Ratton conta sobre a… bom, o nome já diz: a regeneração de um devasso. Com elementos de histórias fantásticas, o protagonista, que passa os dias na boemia, resolve mudar sua vida após ter visões míticas de anjos e demônios. O curta apresenta a velha disputa entre o sagrado e o profano, que em São João del-Rei sempre caminharam muito próximos um do outro.

São João del-Rei (1958)

Dirigido pelo cineasta Humberto Mauro, esse é um dos históricos filmes produzidos pelo Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE) que, entre 1936 e 1964, realizou mais de 300 documentários sobre história, localidades e ciência. O curta apresenta São João del-Rei, tendo a cidade como protagonista, mostrando seus monumentos, costumes e contando parte de sua história. Além do precioso registro imagético, o filme também expõe a visão da época, ainda enraizada nos ideais getulistas.

Os Segredos do Rio Grande (2017)

Produzido por alunos de escolas municipais de Lavras, este curta-metragem de animação ganhou o primeiro lugar no festival internacional The Voice Of Citizens, promovido pelo Festival Internacional do Audiovisual Ambiental e exibido durante o Forum Mundial da Água em 2018. Feito com técnicas de stop motion, o filme conta a história de dois peixinhos que precisam da ajuda de humanos para limpar e salvar o Rio Grande, principal rio do Sul de Minas.

Senhora do Monte Carmelo (2015)

Selecionado para a 19ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, este curta-metragem documental é um registro de uma das mais belas festas da tradição religiosa de São João del-Rei. O diretor são-joanense Thiago Morandi apresenta os festejos do Carmo, acompanhando a imagem da Virgem Maria pelas ruas da cidade.

Será que Tem Indígena Aqui? (2019)

“Prata da casa”, esse pequeno documentário foi produzido pela equipe de Assessoria de Comunicação do Museu Regional de São João del-Rei e exibido durante a 17ª Semana Nacional de Museus. Parte de um projeto que também deu origem a um livro homônimo, o documentário Será que Tem Indígena Aqui? apresenta entrevistas com os moradores da aldeia Pataxó Muã Mimatxi, no município de Itapecerica-MG, contando um pouco de seus costumes, sua história e seu processo de educação.

Tião Paineira (2012)

Dirigido pelo cineasta Thomaz Pedro, professor do curso de Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, este curta conta a história do tiradentino Tião Paineira. Oleiro desde criança, Tião preserva uma profissão que poucos conhecem e memórias de tempos muito distantes: uma época em que ainda não existiam turistas, asfalto e nem mesmo bicicletas na cidade de Tiradentes. Em 2016, o fotógrafo e cineasta Thiago Morandi também produziu um curta-metragem com o mesmo personagem, chamado Tião Paineira: 86 janeiros.

Tiradentes Sob Óticas

O processo de transformação da cidade de Tiradentes, de um vilarejo histórico, tradicional e familiar em uma cidade turística e empresarial, que atrai visitantes e empreendedores de todo o país. Assim pode ser descrito o conteúdo desse documentário produzido por alunos do curso de História da UFSJ. Através das entrevistas e imagens da cidade, os alunos trouxeram uma visão completa e complexa das transformações sociais e econômicas do município tiradentino.

Texto: João Victor Vilas Boas Militani
Curadoria: João Victor Vilas Boas Militani e Isabela Castro

Mais informações: https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/?s=5+em+1

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