Agenda Cultural - Evento

Fim de ano Cultural 2017 . MAS-Museu de Arte Sacra SESI DN

Data
22 Dez 2017  
Hora
19:30  
Cidade
SJDR  
Local
MAS  
Mais informações






Projeto MAS-Museu de Arte Sacra SESI DN: atividades culturais

RECITAL TRIO AUREA MÚSICA
Músicas do período Colonial Mineiro e Barroco Europeu. Salomé Viegas (Flauta), Maria Amélia Viegas (Espineta) e Elisabete Mendonça (Soprano) 
Recital com o Trio Áurea Música: voz, flauta e cravo, pelas instrumentistas, Elisabete Mendonça (soprano), Salomé Viegas(flauta) e Maria Amélia Viegas(cravo). Parceiras do nosso projeto em diversas apresentações, as musicistas possuem formação erudita, têm se dedicado ao estudo e interpretação de músicas do Período Colonial Mineiro e Barroco Europeu. Salomé Viegas  é mestre em performance musical pela Universidade Federal de Minas Gerais, professora de flauta do Conservatório Estadual de São João del Rei e Maria Amélia Viegas é mestre pela UNI-RIO e professora  do Curso Superior de Música da Universidade Federal  de São João del-Rei, Elisabete foi membro do Coral da OSESP, em São Paulo , atualmente professora do Conservatório Estadual de São João del Rei.

ver Salomé e Maria Amélia Viegas

EXPOSIÇÕES

•‘‘Projeto MAS SESI DN 2016/2017’’ Ações culturais / Exposição de fotos

• Material gráfico desenvolvido na Gráfica Escola MAS SESI DN
  Trabalho dos alunos do Curso de Arte Gráfica e entrega dos certificados
  Professor: Eurimar Ramalho Silva

• Apresentação do novo espaço e mobiliário do MAS-Museu de Arte Sacra, para exposição permanente do
  precioso acervo da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar na arte da ourivesaria de alfaias 
  religiosas em paramentos e objetos sagrados. 

• Exposição "Poéticas Urbanas: São João é o mundo"
  São João del Rei com poemas de Guimarães Rosa
  Projeto com os alunos da Escola SESI Dom Bosco de São João del-Rei

Ficha Técnica
Alunos do Segundo Ano do Ensino Médio Sesi Dom Bosco
Fotografia - Denny Almeida e Enói Maria
Curadoria / Orientação - Denny Almeida
Edição de Imagens/ Concepção estética
Guimarães Rosa - Texto / inspiração
Adriano Ferreira
Supervisão - Fernanda Rodrigues
Direção/Realização - SESI FIEMG - Parceria- MAS-SJDR

Breves lirismos (release)
por Denny Almeida
Cinquenta anos nos separam do último suspiro de João Guimarães Rosa, o médico que virou poeta.  Ao relembrar seus lirismos regionais, buscamos nosso tom e nos apropriamos antropofagicamente de sua poética para apresentar a vocês a exposição 

POÉTICAS URBANAS: São João é o mundo.
São olhares particulares de jovens, que constituem a imagem de São João del-Rei: uma cidade marcada pelo santo, sagrado, místico, profano e único. Ao perceber as dimensões da angústia, distância, desapego e solidão encenados à “Terceira Margem do Rio”, os alunos foram desafiados ao refinamento do olhar para captar a essência do intangível.

Capturar, em imagem, o seu sertão particular.

Os textos de Guimarães Rosa que compõem a lírica desta exposição fazem o universo árido do sertão também ser trilho do trem, igreja barroca, montanha, rio, luz do luar.
As poéticas urbanas são o seu momento para comungar da experiência de
... perceber a cidade como poesia;
...universalizar o íntimo, redimensionar o individual;
...sentir-se parte deste todo e se inteirar por qualquer parte.  
 

EXPOSIÇÃO DE PRESÉPIOS

• Presépio Monsenhor Paiva/Memorial Monsenhor Paiva/MAS

• Presépio de terra cota policromada do século XIX
  Restaurado pelo ‘‘Projeto  MAS SESI DN 2017'’. Joaquim Francisco de Assis Pereira (autoria parcial).
  Acervo: Família Assis Viegas

Pequeno histórico fornecido pela Família Viegas:
A origem do presépio de propriedade da Família Assis Viegas, remonta à primeira metade do século XIX. Nessa época, Joaquim Francisco de Assis Pereira recebeu em doação as figuras de um presépio que pertenceu ao Padre Francisco de Paula Machado, proprietário do local denominado Chácara do Padre Machado" (onde hoje é o populoso Bairro Dom Bosco e Alto de São Geraldo) onde existia uma grande casa rural e havia, em uma grande sala, um presépio fixo com grandes figuras e um outro com figuras pequenas, sendo este montado dentro de uma caixa pintada. Falecendo o Padre Machado, e não tendo herdeiros, os bens ficaram como herança jacente. A casa de morada, ficando vários anos fechada, entrou em ruínas e após um período de chuvas o telhado ruiu. Autoridades locais tomaram então a decisão de assumir a propriedade do imóvel. Sobre os presépios, foi feita doação para Joaquim Francisco de Assis Pereira (1813-1893), então em grande evidência pelo seu trabalho como Mestre das Obras da Igreja do Carmo, e também por seu trabalho como ourives com especialidade em prata (deixou notáveis obras como as coroas, diademas e mais objetos de prata da Confraria de Nossa Senhora da Boa Morte). Ele transferiu todas as figuras inteiras e quebradas para sua casa e assim como o presépio de pequenas figuras que estava intacto. Como também era escultor, Joaquim Francisco, não só restaurou as figuras grandes quebradas como ampliou o seu número fazendo cópia das figuras do presépio pequeno, porém em tamanho compatível com as figuras maiores e criando outras. Por morte de Joaquim Francisco de Assis Pereira em 15 de outubro de 1893, os presépios ficaram para José Augusto de Assis, "Tio Zeca", herdeiro natural, que manteve a tradição familiar de armar o presépio grande para visitaçáo pública, na Rua da Prata, onde residia.  Após sua morte, a seu sobrinho Henrique de Assis Viegas (1896-1982), foi legado o presépio grande e para seu outro sobrinho. Carmélio de Assis Pereira, o presépio de figuras menores.  Do presépio menor restou apenas a caixa onde era montado. O presépio maior foi conservado carinhosamente por Henrique de Assis Viegas e seus filhos, e integralmente armado na casa da família até o ano de 1947, depois por motivos vários sofreu uma interrupção de 20 anos. Em 1967, foi mostrado ao público no Salão Paroquial de Nossa Senhora do Pilar e novamente em 1969, na casa do proprietário. Depois, em 1983 a família Assis Viegas, associando-se às comemorações dos 170 anos de nascimento e 90 anos do falecimento de Joaquim Francisco de Assis Pereira, o presépio fo: armado no Museu Regional de São João del-Rei, possibilitando a muitos admirar esta singular obra de arte sacra mmeira. Com o falecimento de Henrique de Assis Viegas e depois de seu filho Pedro Paulo Viegas (1924-2001), os demais membros da Familia Assis Viegas, conscientes da importância histórica e artística deste presépio, decidiram entregá-lo, sob regime de comodato, para a Fundação Museu de Arte Sacra, onde permanecera devidamente armado em sala especialmente construída, para ser preservado e visto pelo público visitante, depois de ser restaurado.  As imagens de Nossa Senhora, São José e Menino Jesus que atualmente fazem parte do presépio, não são aquelas originalmente esculpidas por Joaquim Francisco de Assis Pereira, pois desapareceram após exposição no Museu Tomé Portes.


LANÇAMENTOS:

• Ações culturais do ‘‘Projeto MAS SESI DN 2016/2017’’ / Documentário

• Música Barroca e Colonial no Campo das Vertentes: arte que transpõem séculos / Documentário 
  A importância histórica musical do Campo das Vertentes, seus instrumentos e acervos. Gravado na Matriz 
  Santo Antônio de Tiradentes. Projeto Áurea Música de Salomé Viegas, Maria Amélia Viegas e Elisabete
  Mendonça 

• Irmandades, Confrarias e Ordens Terceiras de SJDR / Documentário
  2ª Edição/atualizada. Participação especial: Antônio Gaio Sobrinho
  Produção: Studio JPV / João Paulo Guimarães. Parceria: João Ramalho Neto

O Museu de Arte Sacra de São João del-Rei 

A Igreja Católica Apostólica Romana é possuidora de um acervo extraordinário de obras de arte. Em todos os lugares onde há uma comunidade católica e pelo menos uma igreja há, também, obras de arte sacra que são utilizadas nas cerimônias religiosas. As irmandades, confrarias e as ordens terceiras são as responsáveis pela manutenção desta tradição secular. São esculturas, pinturas, imagens, objetos litúrgicos, sinos, alfaias, paramentos, de rara beleza que, desde o surgimento destas entidades religiosas, tornaram-se um patrimônio de expressivo valor artístico e histórico.           

Com o objetivo de preservar tão importante acervo, foi criado o Museu de Arte Sacra de São João del-Rei - MAS -, seguindo orientação do Vaticano. Na década de 1970, durante a epicospado de D. Delfim Ribeiro Guedes, Monsenhor Sebastião Raimundo de Paiva, com o auxílio do professor da PUC-RJ, Elmer Cypriano Corrêa Barbosa e com o apoio do Dr. Tancredo de Almeida Neves, deram os primeiros passos para a realização desse projeto, elaborando um estatuto que efetivava definitivamente o Museu. 

Durante o mandato de governador de Minas Gerais, Dr. Tancredo de Almeida Neves, com o apoio da empresa Souza Cruz, conseguiu concretizar o projeto do museu com a aquisição de um imóvel histórico no centro da cidade (local que havia abrigado a primeira cadeia pública da cidade), que foi totalmente reformado e adequado para preservar e abrigar com segurança a vasta obra de artes sacras da diocese. Por algum período, a Souza Cruz e o estado de Minas Gerais deram apoio financeiro que permitiu a manutenção do museu com especialistas em restauração e conservação do acervo e museóloga, que tornaram o museu muito bem estruturado e organizado.
O Museu de Arte Sacra de São João del-Rei, desde a sua criação em 1985, tem passado por diversas intervenções que sempre tornaram o espaço cada vez mais bem estruturado para a realização de seu propósito maior, manter a arte sacra da diocese de São João del-Rei organizada, preservada, segura e exposta a todos que desejem conhecer a beleza desse tão importante patrimônio da Igreja. 

No período em que Dom Waldemar Chaves de Araújo esteve à frente da diocese, atendendo às recomendações do Monsenhor Paiva, criou-se efetivamente o arquivo eclesiástico que seria também uma das incumbências do museu. No museu também foi criada uma Gráfica Escola com o intuito de oferecer formação profissionalizante aos jovens e adultos.       
Hoje o museu abriga cerca de 340 obras sacras, integralmente documentadas e catalogadas, que ficam expostas para apreciação da comunidade local, dos visitantes e pesquisadores  de várias partes do Brasil e do mundo. Obras de importantes artistas mineiros, encontram-se sob a guarda do MAS: Valentim Correa Paes, Joaquim Francisco de Assis Pereira, Mestre do Cajuru e Antônio Francisco Lisboa (o Aleijadinho), são alguns destes artífices.

O museu também pode ser visitado através do passeio virtual encontrado no site www.museudeartesacradesaojoaodelrei.com.br , produzido pela EraVirtual, onde é possível ver as obras sob vários ângulos e obter informações precisas sobre a história de cada uma.

 

Cumprindo sua missão de guardar, preservar, restaurar e divulgar a arte sacra da diocese de São João del-Rei, o Museu de Arte Sacra ainda tem muito a fazer e estará sempre buscando evoluir para que a história seja contada e preservada para o futuro.

ENTREGA OFICIAL:

• Foto de São João del-Rei panorâmica de André Bello no início do Séc. XX / emoldurada
  Doação para bibliotecas e instituições culturais de SJDR . Parceria Atitude Cultural e MAS SESI DN

• Folder: MAS-Museu de Arte Sacra - visite e encante-se

• Jogos pedagógicos: MAS SESI DN

• MAS-Museu de Arte Sacra de São João del-Rei
  Instalação da energia fotovoltaica, pintura interna, externa e melhorias do imóvel

contato: 3371 7005/3371 1208

PARCEIROS
Paróquia da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar
Banda de Música Theodoro de Faria

PATROCÍNIO
SESI DN . Sistema Fiemg

REALIZAÇÃO
MAS-Museu de Arte Sacra
Atitude Cultural 
Associação Amigos de São João del-Rei  

 

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