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Lilinho do Cine Glória . Paixão e idealismo reconhecidos

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Wellerson Itaborahy - Lilinho
Por História do Cinema Brasileiro . 29 de novembro de 2010Publicado em: Empresários, Enciclopédia
Cine Glória
Entrevista com Lilinho na TV Del-Rei, por João Paulo Guimarães.

 

Wellerson Itaborahy (conhecido por todos pelo pseudônimo Lilinho) nasceu em Juiz de Fora, no dia 07 de maio de 1944.
Filho de família humilde, Lilinho começou a trabalhar muito jovem, já no ramo cinematográfico. Com apenas 14 anos ele já era faturista da distribuidora de filmes Continental em Juiz de Fora, que fornecia filmes para a região da Zona da Mata mineira. Com 18 anos, Lilinho foi promovido a programador, passando a exercer um cargo de maior responsabilidade na distribuidora.
Após dois anos afastado do ramo cinematográfico, quando então serviu o Exército, Lilinho voltou a trabalhar para a Continental, desta vez como sócio-gerente. Foi nesta época que ele começou a adquirir pequenos cinemas nos bairros periféricos de Juiz de Fora. Vendia um cinema e comprava outro, e aos poucos foi comprando cinemas nas cidades da região da Zona da Mata: Astolfo Dutra, Rio Novo, Piraúba, Mercês de Água Limpa, Ritápolis, Prados.
Lilinho conta que veio para São João del-Rei, no ano de 1978. Nesta época ele trabalhava para uma distribuidora em Belo Horizonte chamada MG Cordeiro. Neste ano, Breno Lombardi, filho do então proprietário do Cine Glória João Lombardi Filho, ofereceu a Lilinho o arrendamento de seu cinema, que na época estava enfrentando uma séria crise. Aos poucos, Lilinho conseguiu reerguer o Cine Glória, e em 31 de dezembro de 1979, ele adquiriu definitivamente a propriedade da sala de Cinema.
Com a administração de Lilinho o Cine Glória evoluiu e teve muitos sucessos de bilheteria. Filmes de fama internacional como “Titanic”, “O Rei Leão”, “A Paixão de Cristo”, entre outros, fizeram muito sucesso em São João del Rei, porém pertence a um filme nacional a marca de maior bilheteria da história do Cine Glória. “O maior público que já entrou no meu cinema, foi num filme dos Trapalhões que se chamou O Trapalhão no planalto dos macacos. Você não vai nem acreditar, eu botei pra dentro 3.900 pessoas num domingo. Fiz cinco sessões neste dia. Na época cabiam 800 pessoas por sessão. Nas sessões que lotavam, tinha gente que não se importava de sentar no chão, só pra não ficar sem ver o filme.”
Nesta época, o cinema nacional encontrava-se em sua melhor fase, recebendo apoio do governo, através da EMBRAFILME (Empresa Brasileira de Filmes S.A), que além de investir na produção dos filmes, forçava as salas, através do CONCINE (Conselho Nacional de Cinema) que era seu órgão fiscalizador, a exibirem títulos nacionais durante um terço do ano. Justamente esta obrigatoriedade da lei levou muitos cinemas a fecharem na década de 1980, pois o cinema nacional possuía altos e baixos nesta época. Filmes como as comédias de Mazzaropi e do grupo Os Trapalhões levavam milhares de brasileiros às salas de cinema, porém, as pornochanchadas afastavam muito o público (principalmente em cidades pequenas como São João del-Rei).
No final da década de 1980, o Cine Glória acabou tornando-se a única sala de cinema em toda a região. Ele conseguiu sobreviver com a ajuda de uma vídeo-locadora que Lilinho abriu na cidade com o nome de Cine Glória Vídeo, mas, foi principalmente com o esforço de Lilinho, que sempre amou o cinema e a cidade de São João del-Rei, que o Cine Glória manteve e mantém suas atividades até os dias atuais.
Os cinemas das cidades vizinhas, como Barbacena, Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Lavras, Varginha, Pouso Alegre, Santos Dummont, entre outras cidades, foram sumindo aos poucos, perdendo a batalha para a falta de incentivo do governo e o advento da televisão e do vídeo cassete.

(Fonte: http://www.cinegloria.com/cinema)

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Cidade sem cinema
Sérgio Farnese

“Tiradentes nunca teve, não tem, e nunca terá um cinema! Essa projeção causa espanto a milhares de cinéfilos que a cidade acolhe”

Tiradentes nunca teve, não tem, e nunca terá um cinema! Essa projeção causa espanto a milhares de cinéfilos que a cidade acolhe sob as intensas chuvas de janeiro, numa infraestrutura descartável completa e cara, à prova dos temporais e minuanos que castigam o público do lado de fora. Em 13 prestações, algo permanente já poderia ter sido feito, e não é, e não será, ao que parece. Ao contrário dos moradores das vizinhas Barbacena e São João del-Rei, que contam há séculos com vários cinemas, os tiradentinos estão fora da fita, por assim dizer. Qual o preço que pagam por isso? Basta percorrer algumas ruas da cidade e ver dezenas de jovens bêbados ao longo da 13ª. Mostra, dando a mínima para o que corre nas telas, preferindo encher a cara. Afogados por uma avalanche celulóide, preferem a ressaca das outras 51 semanas do ano, entregando-se à carnavalização do evento.
Mas nem de longe podemos criticar esses jovens, ainda frágeis projeções do amanhã, como folículos de bambu que vão e voltam aonde o vento for, como podemos criticar os engessados mais velhos que os envolvem nesses lucrativos projetos de massa. Nesse aspecto, as cidades barrocas de Minas poderiam rever esse seu comportamento de cidades de aluguel, sendo tratadas como tratam, os marinheiros, as gentis donzelas do cais do porto. Se por um lado seu povo entra em contato com o resto do mundo, vendo-se obrigado a questionar seu provincianismo, a se modernizar, a respirar novos ares e tempos, como os que moram nas cidades portuárias, Rio, Santos, Recife e Salvador, a brevidade insana dessas tempestades gastro-moto-culturais se assemelha aos tornados que ausentam boas lembranças, se lhes for sonegada uma contrapartida. Voltando ao cinema, sétima arte que deixa em cento e dez anos de atraso 99% dos municípios brasileiros, há ou não diferença entre morar numa cidade que tem, e numa que não tem? Comentando a própria clausura artística, uma freira universitária dizia, após uma sessão da peça Entre Quatro Paredes, do filósofo Jean Paul Sartre, haver tentado e não conseguir entender a linguagem das películas. Vítimas do raciocínio fragmentário, do impressionismo do quadro a quadro, os excluídos do cinema parecem ter um parafuso a menos nessa já atrasada cachola do ser humano, incapaz de usar mais de 5% do que o cérebro pode oferecer.
E pior será se o cinema for a filosofia levada às massas, como dizia o pensador alemão dos anos 30, Walter Benjamin, enquanto na revolução de 1917, o russo Leon Trotsky preconizava a abertura de cinemas ao lado das igrejas, ao invés de persegui-las, coisa que as igrejas inverteram. Curiosamente, o Presidente Lula, em entrevista ao Pasquim, nos anos 70, atribuía sua admirável desenvoltura e cultura geral às idas quase diárias aos cinemas de S. Bernardo do Campo. Se for assim, viver em jejum cinematográfico é uma fria para quem nele está, cidade sem cinema é quase igual a cidade sem escola ou sem livraria. Voltando a Tiradentes, um alerta a possíveis patrocinadores, lá tem um espaço de exibição montado, mofando, com uma máquina 35mm enferrujando, no Centro Cultural. E tem um festival de cinema. Uma população sem cinema.

*professor de filosofia

Fonte: Gazeta de São João del-Rei . 06/02/2010
Sérgio Farnese é escritor, professor de filosofia e autor do livro Noturno para Tiradentes
Mais informações
Livros e Bibliotecas/Diversos artigos de Sérgio Farnese
Anuário Musical de São João del-Rei por Sérgio Farnese

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Com 23 anos dedicados ao cinema, o empresário Welerson Itaborahy, o Lilinho, 58, foi homenageado na quarta-feira, 24, pela organização do Inverno Cultural. Lilinho mantém o Cine Glória em funcionamento desde 1979, desafiando crises financeiras. “Só consegui manter o Cine Glória graças à paixão que tenho pelo cinema”, confessa.
A homenagem incluiu a exibição do vídeo “O vendedor de Sonhos” do sanjoanense Marco Camarano, que conta a trajetória do Lilinho, e do filme “Abril Despedaçado”, de Walter Salles.
Para Lilinho, ter bons filmes nacionais é uma conquista recente, depois da grande quantidade de filmes “apelativos” produzidos. O empresário diz que, nessa época de crise, recebeu várias propostas para vender o espaço para uma igreja evangélica. “Eu passava muita raiva, porque as pessoas me paravam na rua para perguntar se o cinema ia fechar”, lembra, pontuando as dificuldades que teve de superar para manter a casa aberta. “Muita gente critica o som, as poltronas antigas e a luminosidade da tela, mas poucos percebem a dificuldade que é manter este cinema”, avalia.

Diferencial

Apesar dos transtornos, Lilinho se orgulha de garantir aos sanjoanenses a possibilidade de ter uma sala de cinema diferente das modernas. Trata-se de uma sala com 800 cadeiras e uma tela de 14 metros de largura por seis de altura, instalada em um prédio com 54 anos, pertencente à Prefeitura Municipal.
Para o empresário, que aos 14 anos já trabalhava em uma distribuidora de filmes de Juiz de Fora, o trabalho com o cinema é fascinante por ser imprevisível e não se render à rotina. “Cada filme que você apresenta é um desafio, porque você não sabe como será aceito pelo público e isso faz com que você nunca se acomode”, afirma.
Com 23 anos de experiência no ramo de cinema, Lilinho já conhece as preferências do público sanjoanense. “Os filmes que atraem mais público são os que têm romance na trama e envolvem uma mulher”, garante, acrescentando que o campeão de bilheteria no Cine Glória foi “Titanic”, que teve um público de quase quatro mil pessoas.
Para Lilinho, filmes como esses são os principais responsáveis pela arrecadação do Cine Glória, mas não necessariamente os que mais gratificam. “Eu me sinto gratificado quando vejo as pessoas saindo do cinema satisfeitas de terem vindo. É que, na verdade, a gente se sente um pouco ‘dono’ do filme”, comenta.

Gazeta de São João del-Rei - 2002

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Em busca do tempo perdido

Douglas Resende
O TEMPO | MAGAZINE . ANCINE | AGÊNCIA NACIONAL DE CINEMA

No ano de 1976, o cinema brasileiro viveu um momento sublime - uma produção nacional, "Dona Flor e seus Dois Maridos", alcançou a espetacular soma de 12 milhões de espectadores. Esse número nunca mais foi repetido por um filme brasileiro, e o sonho dos produtores e exibidores foi ficando cada vez mais distante. O Brasil tinha começado aquele ano de 1976 com 3.273 salas de cinema - 80% delas no interior - e um retrospecto de 275 milhões de ingressos vendidos no ano anterior, segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Em 1997, chegamos à medíocre marca de pouco mais de mil salas. E agora, com a expansão dos shopping centers, o mercado de exibição se reorganizou, e o país conta 2.096 salas, que venderam, no ano passado, 113 milhões de ingressos - menos da metade de 30 anos atrás.
Com a concentração das salas nos shoppings, no entanto, o país continua com dois grandes problemas - a falta de espaço de exibição no interior, assim como em regiões urbanas periféricas, e o alto custo dos ingressos para cobrir o alto custo das salas. Custos estes, aliás, pagos sobretudo com a venda da pipoca, do refrigerante e afins.
Por isso, quando a Ancine divulgou na última quarta-feira o programa Cinema Perto de Você, que vai destinar R$ 500 milhões para a criação de novas salas de cinema, especialmente no interior do país, o maior questionamento levantado ficou acerca da dúvida em relação à presença do público nas salas.
"Quando eu era jovem, no fim da guerra, em 1945, como o Brasil estava proibido de comprar - pois os submarinos alemães não deixavam passar nada do meio do Atlântico -, nossa moeda ficou forte. Em 1945, eu ia todas as noites ao cinema, de segunda a segunda, sendo que sábado eu ia à tarde e à noite. Eu era mecânico - e você vê que nunca me faltou dinheiro para outra coisa", conta Máximo Barro, montador e professor da Faap. "Hoje, o ingresso é de tal ordem que a classe B e C foram expulsas do cinema. Antes, era a classe C que financiava o cinema".
No Cine Glória, que funciona há 60 anos em São João del Rei, o preço do ingresso é R$ 10, a inteira - bem abaixo das salas dos shoppings das capitais, mas, ainda assim, caro, na opinião do dono, Lilinho Itaborahy. "Cinema é caríssimo. Aqui em São João tinha que ser R$ 3, o preço da cerveja. Cinema sempre foi o preço da cerveja", diz Lilinho.
O problema não é apenas o preço do ingresso. As hipóteses para a diminuição dos espaços de exibição e da venda de ingressos ao longo dos anos são muitas - mais opções de entretenimento, onipresença da televisão nos lares, empobrecimento da população nos anos 1980 e 1990. Mas a questão, claro, gira sempre em torno do público.
Lilinho diz sofrer de um problema que é a baixa média de público nas sessões da maioria dos filmes nacionais. ""Se eu Fosse Você", "Chico Xavier", "Os Normais", esses filmes batem com o cinema estrangeiro. Mas sou contra obrigar a passar coisa ruim", diz, em referência à regulamentação que protege uma exibição mínima de produções brasileiras. "Tem que melhorar o cinema nacional".

O cinema em números
91.355 é a média de habitantes por sala de cinema no Brasil. Esse número faz com que o país ocupe a 60º posição mundial no quesito. A média de público por sala foi de 53.799 em 2009
Fonte: Filme B

Ingresso
O preço médio do ingresso inteiro no país está em R$ 8,61. A relação ingressos per capta ficou, no ano passado, em 0,6 (ou seja, menos de um ingresso comprado por habitante durante todo o ano)
Fonte: Filme B

Diagnóstico
Setor carece de uma política de distribuição

A atividade do cinema já possui uma continuada série de políticas públicas de incentivo para a produção. Mas carece ainda de esforços para a distribuição, exibição e também para a formação de público - esta última, provavelmente, o que faz Lilinho Itaborahy querer rejeitar o filme brasileiro, pois, em geral, não há público para ele.
A produtora Raquel Hallack, da Universo Produções, que organiza as mostras de Tiradentes, Ouro Preto e a Cine BH, acredita que deve haver investimento na formação de público para o cinema brasileiro, "porque não tem como concorrer com os multiplex e seus blockbusters".
"Temos que olhar todo o processo da cadeia de produção. Temos política de produção, mas não de distribuição e exibição. É necessária uma política para a difusão do cinema brasileiro, como se fosse um casamento de mão dada", diz. "Acabamos de ver o fechamento do Usina", continua, "porque os espaços não se sustentam mais só com os filmes". (DR)

Resistente. O são-joanense Cine Glória, fundado há 60 anos e que exibe hoje filmes do circuito comercial

FOTO: leonardo lara/25.07.2002
Resistente. O são-joanense Cine Glória, fundado há 60 anos e que exibe hoje filmes do circuito comercial
 
Cinemas .Distribuidores não ajudam

O Cine Teatro Santo Antônio possui a única sala de cinema de Paracatu, município do Noroeste de Minas com pouco mais de 80 mil habitantes. O cinema mais próximo não está em outras cidades de mesmo porte naquela região, como Unaí, mas a mais de 200 quilômetros dali, em Patos de Minas, já no Triângulo Mineiro. Isso é o bastante para denunciar a baixíssima densidade de salas de cinema no Brasil, o que só vai piorando à medida que vamos em direção ao Norte do país.
Rafael Carvalho, que administra o Cine Teatro Santo Antônio, estava presente ao lançamento do programa Cinema Perto de Você em Luziânia, Goiás, na última quarta-feira. Ele diz que, embora Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine, tenha afirmado que o programa havia sido elaborado depois de um debate com o setor, uma parte desse setor não foi ouvida - justamente os exibidores do interior.
Seu principal problema, afirma, é na relação com o distribuidor. "Eles dão privilégio para quem tem três, quatro salas", diz. "A distribuidora do ‘Eclipse’ (a Paris Filmes) cobrou R$ 12 mil adiantado. Deixamos de lado e optamos pelo ‘Shrek 4’ cuja distribuidora, a Paramount, pedia 50% de bilheteria, dando mais margem de lucro. Tem outras que fico anos sem entrar em contato. Podemos conseguir o investimento (do programa da Ancine), mas depois não temos a matéria-prima, que é o filme!".
Lilinho Itaborahy, do Cine Glória de São João del Rei, também sofre com o fato de as distribuidoras não quererem assumir o risco com os exibidores. "Hoje você vê as companhias exigirem essa garantia mínima para você ter o filme. ‘Eclipse’: muito bonito, vou passar junto com o mundo inteiro. Mas eu tive que pagar antes", comenta, acrescentando que isso não é um comportamento apenas das empresas norte-americanas. "Tive que dar uma garantia para ‘Chico Xavier’ também", diz, sobre o filme da Globo Filmes.
Rafael Carvalho estabeleceu recentemente os ingressos do Cine Santo Antônio a R$ 7 às segundas, terças e quartas, e R$ 8 nos demais dias. Ele mantém a sala, segundo ele, graças a um projeto da Secretaria de Educação de Paracatu, que realiza sessões e atividades com alunos no seu espaço.
No caso de Lilinho, as coisas parecem estar caminhando bem, apesar das dificuldades inerentes. Ele até construiu uma sala no shopping da cidade. Investiu R$ 600 mil na reforma do Cine Glória e na criação da nova sala. Dinheiro, segundo ele, vindo da receita de alguns filmes de grande bilheteria, como "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson. "Quando um filme dá dinheiro, você junta", ensina. "Não toco cinema por esporte, eu toco por profissão".
Outro ensinamento de Lilinho é que não se deve esperar das distribuidoras ajuda na divulgação - mais uma demanda reclamada pelos exibidores. "Eu invisto em divulgação. ‘Menino da Porteira’: coloco um menino em cima dum cavalo, com uma foto do Daniel na bunda do cavalo, e ele vai pela rua", ensina.

Política. Juca Ferreira (esq.) e Lula no lançamento do programa

FOTO: Ricardo Stuckert/PR/divulgação
Política. Juca Ferreira (esq.) e Lula no lançamento do programa
 
Incentivo . Governo desonera tributos

O problema da sustentabilidade das salas do cinema foi respondido pelo diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, durante apresentação do programa Cinema Perto de Você, que garante alguns incentivos para os novos investimentos. Um deles é a desoneração tributária, que beneficiará, por exemplo, a aquisição de novos equipamentos, pensando já na atualização tecnológica que está diante dos espaços de exibição.
Além disso, as salas construídas dentro das áreas foco do programa serão desoneradas também do PIS/Cofins por cinco anos. Durante a apresentação do programa, à qual compareceu o ministro da cultura, Juca Ferreira, o presidente Lula cobrou também dos municípios e dos Estados o incentivo fiscal. "O prefeito tem que liberar o ISS e o governador, o ICMS", disse o presidente.
Segundo a assessoria de comunicação da Ancine, o governador Sérgio Cabral já determinou a liberação do ICMS no Rio de Janeiro. (DR)

CIDADES DO ESTADO DE MINAS GERAIS QUE SE ENQUADRAM NO PROGRAMA CINEMA PERTO DE VOCÊ

GRUPO UM – CINEMA DA CIDADE Municípios mais de 20.000 e menos de 100.000 habitantes

GRUPO DOIS
Municípios com mais de 100 mil habitantes sem salas de cinema

GRUPO TRÊS
Municípios com mais de 100 mil e menos de 500 mil habitantes com salas de cinema

GRUPO QUATRO
Municípios com mais de 500 mil habitantes com salas de cinema

Nessas cidades, estão excluídas as zonas urbanas com predominância de setores censitários em que a renda média dos chefes de família é muito baixa ou muito alta. Ou seja: podem participar as zonas com predominância de classe C. Também foram excluídas as zonas com baixa densidade demográfica.

Publicado em: 27/06/2010

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