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Governador Antonio Anastasia . Solenidade de posse janeiro de 2011

Descrição

Discurso de posse . 01/01/2011

Legitimado pela dignificante e insubstituível delegação do voto direto dos nossos cidadãos, tenho orgulho em assumir, com este ato, um novo mandato de governador do Estado de Minas Gerais. Reitero, nesta hora solene, o compromisso de honrar cada página de nossa história. E de governar com os valores que dão dimensão tão ampla e singular e sustentam no alto do concerto da federação a nossa bandeira. Os levarei comigo todos os dias dessa jornada que se reinicia hoje, como salvaguarda dos princípios de mineiridade, tão caros a cada um de nós. Eles nos moverão como energia alimentadora das nossas forças para a superação dos grandes desafios de Minas. E serão, uma vez mais, o esteio fundamental sobre o qual estaremos construindo o presente e preparando o futuro.

Mineiros, quando se inicia novo mandato no Governo de Minas, reafirma-se o empenho de nosso povo com a fé, o trabalho e a justiça. Esta é a natureza moral de Minas, que se integra em sua peculiar paisagem, feita de cimos agudos, vastas chapadas e campos gerais. Se ouvirmos a brisa, ainda que chuvosa, desta tarde, ela nos trará os mesmos sussurros que ouviram, em seu deslumbramento, Francisco Espinosa e seus companheiros, vindos do mar, antes que os ouvissem os bandeirantes chegados do sul. São murmúrios de advertência: esses vales e penedos guardam a alegria para os que os honrarem com o trabalho e o amor à vida. Somos, os mineiros, de índole pacífica, de rosto salgado pelo suor, de pele encardida de sol e marcada das rugas do brio, com a mesa posta e o aposento limpo, a fim de receber os que chegarem com a paz nos olhos. Mas somos, quando necessário, ferozes defensores de nossa fé e da incolumidade de nossa casa familiar, erguida em três séculos de áspera e gloriosa história.

Não nos constrange o amor que temos para com a nossa terra, nem sempre suave, castigada em trechos de caatingas, carrascais, serras lúgubres e brejos sombrios, mas é nossa. O destino nos trouxe, em nossos pais e avós, para ocupá-la, abrir seus veios, sulcá-la em eiras, plantar, colher e dela viver. Mas, assim como lavrá-la nos trouxe a alegria e o sustento da prosperidade, a comunhão nos esforços e na resistência contra os opressores nos deu a safra de caráter, de dignidade e de esperança. As gerações passam, mas o sentimento de Minas se transmite, de coração a coração, de inteligência a inteligência.

Mineiros, volto a agradecer-lhes a confiança que destinaram a este servidor público, ao elegê-lo seu governador. Desde que deixei os bancos universitários tenho dedicado a vida ao nosso povo, em funções executivas no Estado e na União. A alta administração pública não impediu que continuasse minha contribuição acadêmica, como professor, que tanto gosto, de direito administrativo, disciplina a que dedico interesse particular, por entender que o estado, como principal instituição dos homens, tem que ser o primeiro e mais atento seguidor da lei.

Sou também grato a todos os que me ajudaram a construir esse destino, com a sua confiança em meus esforços e em meu aprendizado. Sem esquecer todos eles, quero citar dois nomes de grandes mineiros, os governadores Hélio Garcia, que me chamou para o grupo de seus auxiliares mais próximos, e Aécio Neves, que me convocou para retornar ao nosso Estado e a quem devo a honra de suceder na chefia do Governo de Minas.

Governar Minas tem sido o mais elevado destino dos aqui nascidos. Desde que se instituiu o sistema republicano, ocuparam o Palácio da Liberdade estadistas que honrariam qualquer povo do mundo, se os governassem. De João Pinheiro e Afonso Pena a Tancredo, Itamar, Aécio e Eduardo, a liderança de nosso povo esteve entregue a homens que defenderam, acima de tudo, a alma imperecível de nossa gente. Suplico a Deus que me faça merecedor, com meus atos, desse privilégio inexcedível.

Diretriz indesviável de nosso espírito é a do compromisso para com a grande pátria brasileira. Brasileiros de todas as regiões escalaram as montanhas e vadearam os rios, para chegar a esta região mediterrânea, à época reclusa e habitada de esparsas tribos indígenas. Feitos de todos esses sangues, aos quais não faltou a linfa dos imigrantes africanos e europeus, os mineiros fomos, desde o início, entranhadamente brasileiros. Ao Brasil temos servido, nas horas de paz e nos sacrifícios da guerra. Nas batalhas do sul, no conflito do Paraguai e nos campos da Itália, os mineiros sempre se destacaram pela bravura, como narram os diários de guerra.

Coube-nos, aos mineiros, construir a ideologia da liberdade e a ela assegurar os fundamentos jurídicos do estado nacional, primeiro com os Emboabas e, em seguida, com a resistência ao despotismo de Assumar, os episódios de rebeldia do Tejuco, e em 1789, a revolução frustrada de Vila Rica. Esse empenho de Minas, na construção do Estado, continuou ao longo da história, nos atos políticos da independência, na luta pela federação, como garantia da integridade territorial, e, finalmente, na arquitetura política da República. A presença nuclear de Minas na formação do pensamento político, nas letras jurídicas e nos altos tribunais brasileiros é atestada pela intensa história de nosso país. Entre os conservadores e os progressistas, não faltaram os que soubessem defender os seus pontos de vista; redigissem as leis, como parlamentares, e, como seus intérpretes, ilustrassem a magistratura brasileira. E, em todos os momentos altos de nossa formação, em Minas e no Brasil, não faltaram bravas mulheres, como foram, em nosso caso, Maria da Cruz, Hipólita Jacinta de Melo, Bárbara Heliodora, Joaquina do Pompéu, Tiburtina Alves – e tantas outras, que, não obstante a sua grandeza, não tiveram o mesmo registro histórico de seus feitos.

Senhoras e senhores, a grande virtude de Minas, nascida de seu compromisso seminal com a liberdade, é a do nacionalismo. O nosso nacionalismo não é o da arrogância, da presunção de superioridade, da ânsia doentia dos conquistadores. Ainda que a nossa pátria brasileira não fosse a que é, com sua extensão territorial e seus imensos recursos naturais, nós a amaríamos e a defenderíamos com a mesma intensidade, a mesma disposição para os sacrifícios. Como lembrou Sêneca, não se ama uma pátria porque ela seja poderosa, mas porque ela é nossa.

O nacionalismo deve ser visto como o conceito do mútuo pertencimento: assim como pertencemos a uma nação, formada pela cultura de um povo no território que a abriga, ela também nos pertence. Temos o dever de defendê-la, por ser nossa, e defender os seus habitantes e suas fronteiras, como a nossa família e a nossa casa. Os bens de uma nação são obtidos com os esforços árduos de seu povo, transcendem à nossa geração. A solidariedade com que acolhemos os estrangeiros, que queiram construir conosco e aqui viver, exclui saudar, com mesuras, os que desejam somente explorar o trabalho e os recursos dos brasileiros. Não podíamos, nos setecentos, admitir que o ouro e os diamantes de Minas, arrancados da terra pelo trabalho dos mineradores, fossem saqueados para sustentar a opulência dos fidalgos da metrópole. Foi assim que nos organizamos contra a coroa, certos de que só poderíamos defender os nossos bens minerais, se nos uníssemos a fim de reunir as razões e sentimentos que nos moviam em uma associação política. Durante estes trezentos anos de história, entregamo-nos à realização desse projeto. É nas tarefas de cada dia que nos sentimos, ao mesmo tempo, vitoriosos e desafiados. As pátrias se fazem com a alegria do esforço, na vitória cotidiana contra as dificuldades naturais ou políticas, na árdua busca do entendimento, nos mutirões de solidariedade.

O nacionalismo não significa cavar trincheiras e refugiar-se no imobilismo. Ele exige, em primeiro lugar, o desenvolvimento econômico, a busca do conhecimento pelos próprios meios, a incessante pesquisa científica e a evolução dos instrumentos tecnológicos para a aplicação das invenções e descobertas. Foi assim que eminentes mineiros agiram, e se fizeram grandes. Refiro-me, por exemplo, a João Pinheiro, com os seus planos para a industrialização e o avanço das técnicas agrícolas, com a importação de máquinas e a criação da fazenda da Gameleira; registro a intransigente defesa das nossas jazidas ferríferas, iniciada por Júlio Bueno Brandão, quando presidente de Minas, entre 1910 e 1914, continuada por Artur Bernardes, no Governo de Minas, entre 1918 e 1922, e na Presidência da República, de 1922 a 1926. Na primeira mensagem que envia, Bernardes, ao Parlamento mineiro, em 1919, toca ele no problema do minério de ferro, com advertência ainda atual. Diz Bernardes: “a exportação do minério, para ser fundido no exterior, nenhum benefício trará ao estado, que deve exigir, pelo meios ao seu alcance, que aqui se façam as instalações capazes de fornecer ao menos, às nossas indústrias, o metal necessário ao consumo do país”.

Ao defender, intransigentemente, a criação de uma indústria siderúrgica nacional, e a exploração do minério de Minas pelos mineiros e brasileiros, Bernardes cunhou a frase forte, que ainda ecoa na alma montanhesa: o minério não dá duas safras.

Dentro dessa tradição nacionalista dos mineiros temos outros e importantes nomes a citar. Juscelino, que foi o primeiro presidente mineiro, trinta anos depois de Bernardes, exerceu o nacionalismo pragmático, continuando a ocupação do território, iniciada por Vargas, e promovendo a ampla industrialização do país. Com ele se iniciou a ação efetiva do estado nacional sobre a Amazônia. Brasília, mais do que a nova capital, significa a posse real do vasto território.

E tivemos Tancredo Neves. Seu firme nacionalismo o levou a apoiar, com firmeza e envolvimento político e ideológico, o Governo Vargas, e a resistir, durante mais de duas décadas, ao regime militar. Tancredo sabia que a soberania nacional só será efetiva se ao povo couber o domínio político e direto sobre o estado. Ressalto, ainda, o honrado presidente Itamar Franco, cuja defesa das riquezas de Minas é motivo de orgulho para todos nós. Tendo participado do Governo de Aécio Neves, sou testemunha de que ele honrou a grande tradição de patriotismo de seus antecessores. Nele se reuniram as virtudes dos excepcionais homens de estado que lideraram a nossa província e governaram o Brasil. Essa tradição não nos permite perturbar a estabilidade republicana, em nome de interesses menores, mas nos obriga a defendê-la, em harmonia com os outros estados e com o governo da União, na construção de uma sociedade em que todos tenham a mesma oportunidade de realizarem integralmente como seres humanos e livres.

Mineiros, assumo o governo de todos os mineiros. Sei que devo servir mais aos que trabalham na terra e nas fábricas, aos que estudam com dificuldades, às mulheres, que se sacrificam na administração dos lares e nos empregos fora de casa. Aos nossos cidadãos mais vividos, que transferem a seus descendentes as nossas razões antigas, a todos o meu reconhecimento. É essa maioria de mineiros que constituem o sumo de nossa província. É para que lhes seja garantida a justiça e o direito à saúde, à segurança, ao conhecimento e à busca da felicidade que deve existir e agir o estado. E é com esse compromisso que governarei.

Um novo ciclo de governança se reinicia hoje. Trago comigo a densa experiência dos últimos anos em que tive a honra de estar no centro desse grande projeto de transformação.

Continuaremos a governar como sempre governamos, com responsabilidade, mas sem perder o compromisso com o novo, com a busca obsessiva por inovações que signifiquem novas saídas para antigos e renitentes problemas.

Governaremos tendo como base a qualidade, a eficiência, o cuidado extremo, zeloso, com os gastos públicos. Vamos combater, com todas as nossas forças, as mazelas da corrupção, instituindo um regime que privilegie, sempre, austeridade e a transparência sobre os negócios de estado. Não teremos, nesse tempo, como jamais tivemos, nenhuma complacência com desvios e o compadrio. Adensaremos cada vez mais os instrumentos capazes de disseminar pelo corpo do Estado um código de conduta exemplar, como demandam as gestões modernas e exigem os cidadãos. Nossas prioridades estão claras e bem definidas. Vamos dar máxima atenção à evolução do nosso modelo de desenvolvimento, que busca o crescimento progressivo do Estado como força motriz insubstituível à conquista de mais equidade e qualidade de vida. A geração de empregos – e principalmente de empregos de qualidade – será, sempre, o grande objetivo de chegada de nossa gestão.

Aprofundamos nossas crenças na idéia de que, se os esforços no campo assistencial são extremamente necessários em um país injusto e desigual como o nosso, a redução da pobreza e dessa desigualdade dependem fundamentalmente de esforços continuados e duradouros em programas habilitadores da cidadania. Programas capazes de gerar a justa distribuição de oportunidades e a conquista da autonomia, livrando especialmente os mais pobres da tutela permanente do estado. Este, a nosso ver, é o pleno desenvolvimento. O verdadeiro desenvolvimento. Para dar a ele concretude e realismo, faremos o que for necessário para aproximar o estado das pessoas, de seus problemas e também de seus sonhos. Cuidaremos das grandes políticas públicas de forma especialmente corajosa e inovadora. A saúde e a segurança serão tratadas com urgência e o sentido de prioridade que demandam e merecem, porque são áreas fundamentais à garantia da vida das pessoas, no tempo presente. A educação é o caminho para a construção e a conquista do futuro e esse viés dá a ela uma essencialidade incomparável. Temos consciência de que estaremos mais ou menos preparados para liderar na medida em que soubermos dar relevância à formação do nosso capital humano. Continuaremos a construir e modernizar nossa infraestrutura. Se levamos asfalto a todas as cidades antes apenas ligadas por estradas de terra, agora vamos avançar mais interligando nossas grandes regiões.

Senhoras e senhores, mineiros, todos os compromissos assumidos com a nossa gente e as novas idéias que professamos para levar adiante os ideais sobre o desenvolvimento de Minas não diminuem as nossas grandes responsabilidades para com o Brasil. Se soubemos – com os esforços partilhados por todos – fazer o país avançar como nunca na última década e meia, temos pela frente um horizonte ainda mais desafiador. Os ventos que sustentaram o formidável crescimento internacional nos últimos anos cessaram, projetando à frente uma nova era marcada por grandes incertezas. É bem provável que tenhamos que conviver com um crescimento muito menor das maiores economias do mundo. Isso significa menos investimento produtivo e mais concorrência nos mercados, com reflexos importantes no equilíbrio da nossa balança comercial. Essa nova realidade também nos obrigará a todos – e não apenas ao governo central – a governar com mais austeridade e com foco preciso nas grandes tarefas que precisamos cumprir. A densa experiência de Minas nesses últimos oito anos de transformações nos obriga a recolocar o tema, como uma das mais importantes reformas que se impõem neste novo ciclo de governança que se inicia em todo o país: a reforma da gestão pública brasileira.

Não seremos capazes de atingir o pleno desenvolvimento sem desonerar a produção e os cidadãos, para assim elevar a produtividade e o consumo e domar aquela que é uma das maiores cargas tributárias do planeta. Não seremos capazes de fazer a travessia para o pleno desenvolvimento sem ajustar com coragem os gastos com a máquina pública, reorientando sempre os recursos para os investimentos. É nosso dever governar cada vez mais compartilhando responsabilidades, o que nos obriga fortalecer o pacto federativo, redimensionando direitos e deveres de forma justa e republicana. Somos, afinal, em essência, uma federação. Tendo essa natureza, sabemos que cada passo que os estados puderem dar na direção do efetivo desenvolvimento, significa que o país inteiro estará também mais próximo dele. Não o alcançaremos diferenciando cidades, estados e extensas regiões. Só o alcançaremos juntos, fazendo o Brasil avançar como um todo.

Minas, meus amigos, não fugirá às suas responsabilidades e nem tampouco ignorará o seu papel central no processo de desenvolvimento nacional. Estamos hoje e estaremos amanhã onde sempre estivemos: ao lado do país e solidários com as causas e lutas dos brasileiros do nosso tempo.

Senhoras e senhores, desculpem-me se me alongo demasiadamente. Peço licença para finalizar minhas palavras com alguns agradecimentos. Primeiro, abraço o companheiro leal, o amigo, o líder inspirador e o homem de Minas,nosso grande e querido Aécio Neves. Devo-lhe não apenas o respeito e a admiração natural que todos devemos aos homens de estado. Devo-lhe, para sempre, a amizade fraterna que molda e dá dimensão às nossas relações de afeto e lealdade construídas nesse tempo. Uma palavra, igualmente, de plena amizade ao vice-governador, Alberto Pinto Coelho, que presidiu esta Casa pelos últimos quatro anos, com denodo, responsabilidade e elevado espírito público. Agora, meu companheiro nesta caminhada pelo progresso de Minas.

Agradeço, também, a todos que, ao meu lado, cada qual de sua forma e sob um estilo, dentro de suas circunstâncias, me concederam seu fundamental apoio e trabalho para hoje estarmos aqui, nesta cerimônia. A cada um o meu abraço comovido e agradecido, em especial àqueles que, desde sempre, participam de minha pessoal trajetória. Permito-me, aqui, uma homenagem a memória daqueles que nos antecederam, de modo especial, meu pai, meus avós e amigos e mestres queridos.

Dirijo-me agora aos mineiros, de todas as nossas grandes regiões. Gostaria de sinceramente agradecê-los. Agradecê-los, um a um, pelo voto de confiança e de esperança que se permitiram renovar no projeto de transformações que estamos conduzindo. Quero dizer-lhes que o nosso governo será, todos os dias – e cada vez mais – um governo de todos os mineiros. Governarei sem ressalvas e preconceitos. Estarei atento e vigilante ao pleno exercício dos princípios republicanos, fundamentais à justa ótica do governo e à legitimidade dos seus mandatários. Guardarei as razões de estado sob a segurança da ética e a claridade da transparência. Buscarei a equidade, a igualdade, e a justiça como pontos de chegada desta nova caminhada que reiniciamos agora.

Convido-os – a cada um dos mineiros – a seguirem ao nosso lado. Juntos. Unidos pelos sonhos que sonhamos um dia e que hoje podemos transformar em realidade. Realidade viva. Trabalharei incessantemente para honrar e estar à altura desses sonhos e dessas esperanças. Elas serão a matéria-prima fundamental e a alma do nosso governo. Muito obrigado.

Pronunciamento no Palácio da Liberdade

Mineiros,

Tomado pela emoção desta hora, em que ouço a voz viva da história impregnando, uma vez mais, este Palácio da Liberdade, dirijo-me a cada um dos nossos para reafirmar, publicamente, o meu compromisso com Minas e com a vida de cada um dos seus cidadãos.
Falo desta que é a verdadeira causa que tem nos movido pelo curso dos anos, por entre essas montanhas e vales;
Pelas ruas das nossas pequenas cidades;
Pelos  Geraes que florescem dos campos secos e renovam a vida no Norte e nos Vales.
Pelos confins mais longínquos, tantos deles subjugados e esquecidos, onde finalmente chegamos pela primeira vez, oferecendo a insubstituível  presença do Estado;
Refiro-me ao compromisso com aquela Minas que viceja na colheita dos verdadeiros oceanos de café ao sul;
Da que se estende pelas vastas planícies de grãos do Triângulo, que os olhos dos homens já não conseguem alcançar...
Da que labuta no chão das fábricas da Minas Central e Metropolitana.
Da que tange os rebanhos que se adensam pela Mata Mineira e suas Vertentes.
Falo da Minas que escorre pelo leito do Rio Doce e aflora nos vales do Aço.
Da Minas moderna e pujante das grandes cidades, que se ergue em meio aos complexos desafios da contemporaneidade.
De todas as Minas que convergem para a Minas fundamental, a qual  diferentes gerações de homens e mulheres têm reverenciado e ajudado a construir.
Nossos compromissos – mineiros –  estão, todos, voltados para ela e inflexionados no  tempo presente, porque Minas é a nossa causa e ele é a nossa matéria.
Ainda assim – e de forma irreversível e irremediável –  são compromissos lastreados nos princípios, nos valores e no legado daqueles que nos antecederam e souberam edificar sobre esta terra uma sociedade plural e única no País.
Honraremos um a um esses valores atemporais de Minas, fazendo-os autênticos faróis inclinados adiante, clareando o porvir.
As razões que nos tornaram os primeiros a sonhar com a liberdade e com a construção de uma Pátria em toda sua integridade e dimensão, aqui estão, mineiros, ainda hoje, entre nós, intactas e vivas.
São elas que nos inspiram a continuidade de um governo autônomo e libertador.
São elas que nos exigem mais que o pleno respeito aos deveres impostos a todos os que se submetem à vontade popular, como o pleno exercício da ética, o apreço à transparência e a observância dos valores republicanos no trato da coisa pública.
Elas nos demandam mais.
Nos exigem coragem no enfrentamento dos grandiosos problemas estruturais – quase todos nacionais – que aqui se adensam naturalmente, parte fundamental que somos da nossa própria continentalidade.
As razões de Minas nos cobram mais inconformismo, mais inquietação e ousadia, para continuarmos buscando saídas novas capazes de responder aos desafios que  praticamente se eternizaram sob as expensas de um estado gigantesco, disforme e incapaz, tantas vezes leniente, desrespeitoso e distante da realidade dos cidadãos, o qual estamos reformando e transformamos nos últimos anos.
As razões de Minas não nos permitem descanso e trégua ou qualquer conivência com a imensa dívida social que se acumula à nossa porta e que nos imputa responsabilidade compartilhada para extirpar a miséria, a fome, a ignorância; o desemprego, a exploração e o crime; a injustiça e a desigualdade que nos submetem como organização social e amesquinham as prerrogativas do próprio estado.
Queremos governar com o espírito da libertação e da autonomia, considerando-os bens indissociáveis à verdadeira cidadania.
Porque em Minas, liberdade e autonomia não se constroem apenas com palavras.
Liberdade e autonomia são conquistas do trabalho que distribui as riquezas e democratiza os frutos do desenvolvimento.
A liberdade e a autonomia em Minas são as forças que alimentam a nossa crença inarredável na disseminação do conhecimento – tarefa que se espalha pelos novos centros de tecnologia e aprendizado, até às escolas mais modestas e simples do nosso imenso interior.
Liberdade e autonomia se traduzem de forma efetiva nos nossos compromissos com a garantia da vida, cujos fundamentos essenciais passam pelo direito ao digno atendimento à saúde e à segurança dos cidadãos.
Liberdade e autonomia são as nossas grandes bandeiras fincadas no topo dos nossos justos anseios por igualdade, que torna coletivo e solidário o combate permanente que travamos contra as desigualdades que ainda diferenciam os nossos irmãos e distanciam as nossas grandes regiões.
Acredito que não há, mineiros, tarefa maior que esta.
Nenhuma mais honrosa.
E sequer uma mais habilitadora dos ideais de futuro que sonhamos juntos um dia.
Por isso mesmo, ela é o nosso vértice, o nosso rumo, o nosso porto de chegada, para onde vamos convergir munidos das nossas melhores esperanças e nossa intensa vontade de servir e construir.
Os emblemáticos saldos de governo, deste longo período de transformações , não só referenciam os paradigmas da nova gestão pública brasileira, mas nos desafiam e desafiam Minas ainda mais a continuar avançando.
Porque assim são os governos: a cada grande passivo superado, outros, tantos ainda mais complexos, se colocam, demandando-nos ainda mais trabalho duro e determinado.
Sabemos que é impossível vencer em poucos anos, os mais de cinco séculos de haveres e distorções sobrepostos e incrustados na realidade, como nuances do nosso próprio processo civilizatório.
Não há outro caminho a ser seguindo senão o que escolhemos: o do trabalho.
Temos consciência de que, nesses anos, não fizemos tudo o que era preciso ser feito. Porque nenhum governo faz.
Fomos, no entanto, muito além das nossas próprias expectativas e aprendemos a fazer mais, fazendo juntos.
E tenho convicção que esta é, com certeza, a nossa mais preciosa lição e o principal legado do líder Aécio Neves.
E não tenho nenhuma dúvida: esta será a boa nova que ele levará consigo pelos novos caminhos que se abrem e responsabilidades que se adensam, agora no plano nacional.
Tenho consciência, mineiros, das minhas enormes responsabilidades.
As exercitarei, em plenitude, movido pelo grandioso aprendizado a mim imposto pelas diferentes gestões que tive a honra de participar e servir, muito especialmente esta, na qual fui honrado com importantes delegações e densas responsabilidades.
As exercitarei sem perder como referência a inovação e as exemplares experiências de sucesso que nos orgulham e que hoje se espalham por dezenas de outras gestões públicas no País, e motivam um emblemático reconhecimento internacional a Minas.
Exercitarei cada uma das minhas responsabilidades com os princípios éticos e os valores do servidor público que sou há quase 30 anos.
Neste já longo tempo, pude compreender e vivenciar,  em toda sua dimensão e amplitude, os processos de governança, seus erros e acertos, seus problemas e seus desafios, mas também – e muito especialmente – os seus valorosos méritos, quando se tornam instrumentos de transformação da realidade e da vida das pessoas.
Consolidamos nossas crenças de que o alcance do desenvolvimento não é uma dádiva, mas luta incessante que nos reúne todos os dias.
Por isso, mais que nunca, seremos o Estado que ouve e dialoga;
O Estado que empreende e compartilha;
O Estado que educa , estimula e apóia;
O Estado que protege, mas não se submete, cioso de sua autonomia.
O Estado que assiste, mas também habilita;
O Estado onde direitos e deveres são os paradigmas da verdadeira democracia.
Esta é a arquitetura e a construção que estamos colocando de pé, ano após ano, incansavelmente, na trajetória que nos impusemos em busca do pleno desenvolvimento.
Não se trata apenas de uma nova gestão.
Mas de um novo modelo de Estado.
Um estado que não foge às suas responsabilidades;
Não se omite, na hora em que é convocado a enfrentar os problemas;
Não titubeia, na busca da equidade e da justiça;
Não se tergiversa, quando está em jogo o interesse público, coletivo.
E estas são as novas razões de Minas que acrescentamos ao precioso acervo de valores que mantém vivas as nossas crenças
E que nos guiam em direção ao nosso destino.
Mineiros,
Devo-lhes, falando agora com o coração e a alma, um sincero e emocionado agradecimento pelo voto de confiança que generosamente me deram, tendo o Vice-Governador Alberto Pinto Coelho ao meu lado, renovando um mandato que, honrado, recebo agora, como a mais importante tarefa de toda a minha vida pública.

É neste alto patamar que procurarei honrá-lo e dignificá-lo todos os dias.
Quero que saibam que levo comigo, bem guardados, como força inspiradora do processo de governança, cada um dos sonhos e anseios dos milhares de mineiros que tive o privilégio de encontrar, ao percorrer nossas cidades, debater nossos problemas e renovar nossos compromissos.
Eles serão, para mim, autênticos marcos a serem alcançados no curso do tempo.
Vamos buscá-los com todas as nossas forças e as nossas melhores esperanças.
Mineiros,
Hoje, nesta Praça da Liberdade, Minas está mais viva do que nunca.
Podemos senti-la muitas vezes multiplicada, através da unidade perfeita que se dá entre passado, presente e futuro.
O futuro nos toca, simbolizado por estas crianças que estão ao nosso lado e que mais à frente nos sucederão com os seus sonhos e continuarão esta nossa mágica trajetória no tempo....
O passado se fez ouvir na voz forte e profunda de Tancredo, como aquele que, vigilante, guarda o nosso valor mais denso, a liberdade, e sempre nos sinaliza o caminho.
E o presente está aqui, representado por todos nós, e pela nossa disposição de honrar Minas. Permitam-me saudar este sentimento de cada um dos mineiros, prestando nossa justa homenagem àquele que melhor corporifica hoje esta Minas atemporal e substantiva, sustentada pelos princípios que forjaram nosso caráter e nos fizeram assim, centro e síntese da nacionalidade - o ex-governador e líder dos mineiros, Aécio Neves.
Sabe ele que – seja onde estiver e a que missões for convocado - poderá contar, sempre, com a solidariedade de Minas e com o verdadeiro e entusiasmado apoio de sua gente, à sua pessoa e à sua trajetória.
Minhas últimas palavras neste ato solene, mineiros,  pretendem traduzir o amplo sentido de entrega e dedicação que me toma nesta hora.
Entrego-lhes o meu amor por Minas.
E a ela e a suas causas estou pronto a dedicar o que há de melhor em mim.
E convoco-lhes:
É hora de seguir em frente!
Vamos escrever, juntos, as próximas páginas da nossa história.
Obrigado, Minas, muito obrigado!

***

Em seu pronunciamento, na Assembleia Legislativa, Anastasia propõe uma reforma da gestão pública brasileira 

O governador Antonio Anastasia tomou posse, neste sábado (1º/01), na Assembeia Legislativa de Minas Gerais, para seu segundo mandato como Chefe do Executivo do Estado, tendo como vice-governador Alberto Pinto Coelho, também empossado. Em seu pronunciamento, Antonio Anastasia fez um chamamento para que se inicie no País um novo ciclo de governança a partir de uma reforma da gestão pública brasileira.

“É bem provável que tenhamos que conviver com um crescimento muito menor das maiores economias do mundo. Isso significa menos investimento produtivo e mais concorrência nos mercados, com reflexos importantes no equilíbrio da nossa balança comercial. Essa nova realidade também obrigará a todos, e não apenas ao governo central, a governar com mais austeridade e com foco preciso nas grandes tarefas que precisamos cumprir. A densa experiência de Minas nesses últimos oito anos de transformações nos obriga a recolocar o tema, como uma das mais importantes reformas que se impõem neste novo ciclo de governança que se inicia em todo o país: a reforma da gestão pública brasileira”, afirmou Antonio Anastasia. 

Pacto federativo

O governador também cobrou a urgência de um fortalecimento do pacto federativo para que, aliado a uma gestão de qualidade dos recursos públicos, o País possa reduzir suas desigualdades. Ele lembrou que a carga tributária no Brasil é uma das mais altas do mundo.

“Não seremos capazes de atingir o pleno desenvolvimento sem desonerar a produção e os cidadãos, para assim elevar a produtividade e o consumo e domar aquela que é uma das maiores cargas tributárias do planeta. Não seremos capazes sem ajustar com coragem os gastos com a máquina pública, reorientando sempre os recursos para os investimentos. É nosso dever governar cada vez mais compartilhando responsabilidades, o que nos obriga fortalecer o pacto federativo, redimensionando direitos e deveres de forma justa e republicana. Somos, em essência, uma federação. Tendo essa natureza, sabemos que cada passo que os estados puderem dar na direção do efetivo desenvolvimento, significa que o país inteiro estará também mais próximo dele. Não o alcançaremos diferenciando cidades, estados e extensas regiões. Só o alcançaremos juntos, fazendo o Brasil avançar como um todo”, destacou o Anastasia.

Ele também afirmou que Minas Gerais não fugirá sua responsabilidade frente a agenda nacional. “Minas não fugirá às suas responsabilidades e nem tampouco ignorará o seu papel central no processo de desenvolvimento nacional. Estamos hoje e estaremos amanhã onde sempre estivemos: ao lado do país e solidários com as causas e lutas dos brasileiros do nosso tempo”, afirmou. 

Compromisso com os mineiros

Após a cerimônia da Assembleia Legislativa, o governador seguiu para a Praça da Liberdade, onde aconteceu a solenidade comemorativa à sua posse. Ele foi recebido na Alameda da Travessia por 300 crianças da rede e 250 jovens do programa Valores de Minas, que o conduziram até o Palácio da Liberdade. 

Ao lado do vice-governador Alberto Pinto Coelho e do senador Aécio Neves, nas sacadas do Palácio da Liberdade, o governador saudou as 5.000 pessoas presentes à solenidade. Em um pronunciamento emocionado, Antonio Anastasia defendendo a ética e a transparência na gestão pública. Ele também reafirmou seu compromisso com o trabalho sem trégua para garantir condições de vida dignas a todos os mineiros.

“As razões de Minas não nos permitem descanso e trégua ou qualquer conivência com a imensa dívida social que se acumula à nossa porta e que nos imputa responsabilidade compartilhada para extirpar a miséria, a fome, a ignorância; o desemprego, a exploração e o crime; a injustiça e a desigualdade que nos submetem como organização social e amesquinham as prerrogativas do próprio Estado”, disse o governador.

 

Combate às desigualdades

Antonio Anastasia destacou que liberdade e autonomia são as grandes bandeiras de Minas Gerais. Ele e afirmou que o combate às desigualdades regionais seguirá sendo o principal objetivo de seu governo.

“Liberdade e autonomia são as nossas grandes bandeiras fincadas no topo dos nossos justos anseios por igualdade, que torna coletivo e solidário o combate permanente que travamos contra as desigualdades que ainda diferenciam os nossos irmãos e distanciam as nossas grandes regiões. Não há tarefa maior que esta. Nenhuma mais honrosa”, destacou.

O governador encerrou seu pronunciamento agradecendo a confiança dos mineiros ao reelegê-lo para um segundo mandato.

“Minhas últimas palavras neste ato solene, mineiros, pretendem traduzir o amplo sentido de entrega e dedicação que me toma nesta hora. Entrego-lhes o meu amor por Minas. E a ela e a suas causas, estou pronto a dedicar o que há de melhor em mim. E convoco-lhes: é hora de seguir em frente. Vamos escrever, juntos, as próximas páginas da nossa história”, disse Anastasia. 

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Fotos:
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Local: Assembleia Legislativa de Minas Gerais Data: 1º/01
Fonte: Minas on line
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Governador convoca novos auxiliares para enfrentar desafios com ética, responsabilidade e ousadia em favor de Minas e dos mineiros

O governador Antonio Anastasia deu posse, nesta segunda-feira (03/01), aos novos secretários de Estado, comandantes e chefes das forças de segurança e assessores diretos do Governo de Minas Gerais afirmando que ética e responsabilidade deverão ser os valores que nortearão o trabalho da equipe nos próximos quatro anos. Segundo o governador, o compromisso da equipe deve ser com a inovação e a meta principal será distribuir os frutos do desenvolvimento entre todos os mineiros, buscando sempre a redução das diferenças regionais.

“Ética e responsabilidade são pressupostos fundamentais para qualquer equipe de governo no Brasil e no mundo. Em primeiro lugar, a ética que é o compromisso com a nossa sociedade, trabalharmos bem de maneira inovadora. E a responsabilidade, naturalmente, percebendo que é para fazer o melhor para Minas Gerais e para o Brasil. Temos uma equipe consolidada, muito experiente, com diversos perfis profissionais e estamos certos de que vamos fazer um belo governo e dar continuidade ao que aconteceu em Minas nos últimos oito anos. E, o mais importante, honrando a confiança dos mineiros que nos deram o seu apoio nas eleições passadas”, afirmou o governador, em entrevista.

Ousadia e eficiência

Na solenidade, no Palácio Tiradentes, o governador convocou os novos auxiliares para enfrentar com ousadia os desafios impostos à administração pública. Ele disse que é preciso trabalhar pelo interesse de Minas e do serviço público, mantendo o mesmo patamar de qualidade da gestão alcançado nos últimos oito anos, reconhecido dentro e fora do país.

“Estamos muito tranqüilos porque já temos hoje em Minas Gerais uma metodologia de gestão pública que é considerada referencial no Brasil e até exemplo no mundo, como tive os relatos do Banco Mundial e do Banco Interamericano. Então, já temos a forma de fazê-lo e o conteúdo é aquele apresentado. Aos programas que já tínhamos, vão ser dada continuidade, e novos programas serão introduzidos”, disse ele.

Durante a solenidade, foram empossados os 19 secretários e os três secretários extraordinários. De acordo com Anastasia, a nova estrutura administrativa reflete as prioridades do Governo de Minas.

“Minas Gerais é o estado do Brasil que tem o menor número de secretarias de Estado e continua a ser assim. Tínhamos 19 secretários e temos agora 22. Desdobramos algumas subsecretarias. É importante lembrar que o Estado, nos últimos anos, avançou muito em diversas áreas. Na realidade, a estrutura administrativa reflete as prioridades e os projetos apresentados durante a nossa campanha”, afirmou o governador.

Qualidade de vida

O secretário de Estado de Governo, Danilo de Castro, falando em nome da nova equipe, disse que a motivação principal nos próximos quatro anos será trabalhar para garantir mais qualidade de vida aos mineiros.

“Trabalhar com governador Anastasia é conviver com a honradez. Nossa prioridade absoluta será a austeridade, a preocupação em gastar menos com a máquina para gastar mais com o cidadão. Vamos buscar novas saídas para os grandes problemas do Estado, tendo sempre como meta a redução da pobreza e da desigualdade, o equilíbrio entre as regiões, a geração de mais empregos, a consolidação de uma Minas mais justa e mais igual”, afirmou.

A ex-secretária extraordinária de Desenvolvimento dos Vales dos Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Elbe Brandão, falou em nome dos secretários que estão deixando o governo. Ela ressaltou os resultados positivos alcançados pelo Governo de Minas a partir da implantação do Choque de Gestão.

“Vimos as contas públicas saírem do déficit para o superávit e o Choque de Gestão chegar a toda estrutura do Estado, possibilitando alcançar resultados claros em todas as áreas. Fizemos parte desse tempo, ciente que demos o melhor de nós mesmos e cumprimos, com dignidade, a missão que nos foi delegada”, disse ela.

Nova equipe

A equipe de governo passa a contar com três novas secretarias que nos governos anteriores atuaram como subsecretaria. São elas: Secretaria de Trabalho e Emprego, comandada por Carlos Pimenta; da Casa Civil e Relações Institucionais, que terá à frente Maria Coeli Simões, que respondia pela extinta Secretaria Extraordinária de Relações Institucionais. A Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas deixa de ser “extraordinária” e se torna efetiva, tendo Gil Pereira à sua frente.

Outras 11 secretarias já existentes foram mantidas e serão comandadas por novos secretários no próximo mandato do governador Antonio Anastasia. São elas: Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Elmiro Nascimento), Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Nárcio Rodrigues), Cultura (Eliane Parreiras), Defesa Social (Lafayete Andrada), Desenvolvimento Econômico (Dorothea Werneck), Desenvolvimento Social (Wander Borges), Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Bilac Pinto), Esporte e da Juventude (Bráulio Braz), Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Adriano Magalhães), Transportes e Obras Públicas (Carlos Melles) e Turismo (Agostinho Patrus Filho).

Quatro secretários serão mantidos nas suas respectivas pastas. São eles: Antônio Jorge Souza Marques (Saúde), Danilo de Castro (Governo), Leonardo Colombini (Fazenda) e Renata Vilhena (Planejamento e Gestão). Já Ana Lúcia Gazzola deixará a Secretaria de Desenvolvimento Social e assumirá a Secretaria de Educação.

Também tomaram posse os três secretários extraordinários: da Regularização Fundiária, Manoel Costa, que respondia pela extinta Secretaria Extraordinária de Reforma Agrária; da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, que deixa a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira.

Além dos secretários, também tomaram posse o advogado geral do Estado, Marco Antônio Romanelli, o controlador geral do Estado, Moacyr Lobato, o chefe do Escritório de Prioridades Estratégicas, Tadeu Barreto, o comandante da Polícia Militar, coronel Renato Vieira de Souza, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sílvio Antônio Melo, o chefe da Polícia Civil, Jairo Léllis, o chefe do Gabinete Militar do Governador, coronel Luís Carlos Martins e o secretário geral, Gustavo Magalhães.

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