Pesquisas

Arquivo, biblioteca-referência e laboratório de restauração documental do IPHAN de São João del-Rei

Arquivo do IPHAN será totalmente restaurado

As visitas ao acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em São João del-Rei estão temporariamente interrompidas. Isso porque dentro do prédio do órgão, no Centro, especialistas em higienização e restauração trabalham a todo vapor desde a última sexta-feira, 23. Os técnicos contratados na capital mineira permanecerão na cidade por pelo menos seis meses. Durante esse tempo, vão trabalhar sobre mais de 50 mil documentos arquivados. O número corresponde a quase 400 metros de papel organizado em linha reta e vai demandar investimentos de R$400 mil através de verba federal.
Instituto inaugurou anexo para abrigar acervo no início deste ano. Agora parte do material passará por tratamento ao longo de seis meses.
A injeção financeira não foi isolada. Em fevereiro deste ano o Iphan em São João inaugurou um prédio anexo onde passou a funcionar o arquivo da instituição, uma biblioteca-referência e um laboratório de restauração documental. A obra foi orçada em R$2 milhões. “Quando oferecemos maior qualidade ao público, estamos trabalhando com cidadania. História, memória e acesso à informação também são direitos básicos como saúde, educação e transporte. Estamos prezando por isso”, comentou o historiador responsável pelo arquivo do instituto, Jairo Braga Machado.

O projeto
De acordo com Machado, cinco pessoas foram escaladas para atuarem no trabalho com os documentos. “Era um compromisso nosso. Mais do que entregar um prédio novo, queríamos que nosso acervo também fosse melhorado. É uma forma, inclusive, de garantir a perpetuação do acesso, visitas futuras em longo prazo”, explicou.
O primeiro passo no processo será a desinfestação do material, retirando bactérias do papel. Para isso, as folhas são colocadas em câmaras onde é injetado nitrogênio, que retira todo o oxigênio do espaço. “Com isso, é impossível que algo sobreviva ali”, comentou Machado. Feito isso, os documentos passam pela higienização mecânica, em que uma trincha retira manchas do papel. “Só aí os técnicos vão avaliar que materiais precisam de restauração”, comentou o historiador.

Registros
No acervo em observação no Iphan estão registros de peso como o testamento-inventário de um dos delatores da Inconfidência, Inácio Correia Pamplona; do construtor das igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de São Francisco, Francisco de Lima Cerqueira; do padre e músico José Maria Xavier e até do mestre do escultor Aleijadinho, José Coelho de Noronha. Todos esses registros já foram fontes para dissertações de mestrado e teses de doutorado. “Incluindo de pesquisadores vindos de instituições internacionais. A história do Brasil passa obrigatoriamente pela Minas Coloquial e muitas raízes estão na Comarca do Rio das Mortes, cuja sede era a Vila de São João del Rei. Daí é possível medir a importância desse acervo e a necessidade de tanto cuidado com ele”, disse Machado.
Diariamente, seis usuários passam pelo Iphan em busca de informações ou acesso aos materiais. As pesquisas devem ser normalizadas no final de maio. “Pedimos desculpas às pessoas por isso, mas toda cautela é necessária. Precisamos nos dedicar agora para que mais conforto, acessibilidade e qualidade sejam oferecidos. Tudo é muito cirúrgico, preciso e dedicado”, finalizou.

Fonte: Gazeta de São João del-Rei . 01/12/2012

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Novo prédio do Iphan irá restaurar arquivos

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de São João del-Rei vai encerrar o primeiro trimestre de 2012 com inauguração de um novo prédio, restauração de arquivos históricos, projetos de reforma implementados e um mapa de eventos na agenda.

Novo prédio do Iphan irá abrigar arquivo, biblioteca e espaço para restauração de documentos - Fotos: Gazeta

Novo prédio do Iphan irá abrigar arquivo, biblioteca e espaço para restauração de documentos - Fotos: Gazeta.
Além disso, a instituição tratou de responder aos questionamentos populares sobre as condições dos prédios seculares da cidade depois das chuvas no início do ano e da tragédia de desabamentos no Rio de Janeiro. “Nossas vistorias são constantes e podemos garantir que não há riscos efetivos. Todas as nossas verificações mostram que as edificações estão seguras e não há nada que possa ser relacionado aos incidentes tristes que têm sido noticiados. A população pode ficar tranquila. Nosso foco agora é a Matriz do Pilar, que passará por processos de restauração e cuidado na parte elétrica e em alguns pontos estruturais. Nada de riscos, apenas manutenção”, frisou o superintendente da entidade em Minas, Leonardo Barreto, que passou por São João na semana passada para participar de uma inauguração no Iphan local.

Novo prédio
Na segunda-feira, 13, a sede do instituto na cidade ganhou anexo extra onde passarão a funcionar o arquivo da instituição, uma biblioteca-referência e, ainda, um laboratório de restauração documental. O edifício nas dependências do escritório técnico no centro da cidade demandou R$2 milhões. Na mesma data também foram anunciados R$400 mil em investimentos na conservação, no tratamento e na higienização do material guardado pelo Iphan. A ideia, segundo Barreto, é que toda a documentação esteja pronta e alocada até setembro deste ano. No entanto, isso não significa que o acesso aos arquivos será interrompido. “As restaurações e mudanças não impedirão que o Iphan continue aberto ao público. O trabalho será gradual exatamente para que as pesquisas não parem aqui”, explicou.
Para o gestor do Arquivo Histórico, Jairo Braga, é essa dinâmica que permitirá a expansão do escritório são-joanense junto ao público. “Mensalmente recebemos a visita de 400 pesquisadores em média. O novo prédio vai permitir que esse número aumente com conforto, segurança e tecnologia. Mas não me refiro somente a mestrandos, doutorandos e especialistas, mas ao cidadão comum que quer conhecer a história de seu Estado e seu país”, disse.

Calendário e mapa
Em maio do ano passado, impasses entre o Iphan e promotores culturais de São João del-Rei levaram à negociação de um calendário e de um mapa de eventos para a cidade. Na época, o X-Fighters, um dos maiores eventos de motocross do mundo, foi barrado pelo instituto e impedido de acontecer em frente à Igreja de São Francisco. A Red Bull, promotora do projeto, levou o circuito para Brasília, no Distrito Federal.
Segundo o chefe do escritório técnico em São João, Mário Ferrari, as propostas ainda não foram efetivadas devido a um projeto de expansão para todo o Estado. “A lista de realizações e as indicações de locais para grandes eventos passarão a funcionar em todas as cidades históricas, de acordo com cada contexto e necessidade. Toda a documentação já foi analisada e a implementação deve acontecer ainda neste semestre”, comentou.

Fonte: Gazeta de São João del-Rei . 25/02/2012


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