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Moema Magalhães

Descrição

Carnaval de antigamente 2011 . entrevista com Moema Magalhães
Dados e fotos do Carnaval de antigamente Atitude Cultural 2011 . São João del-Rei

Sabe qual foi a grande contribuição de São João del-Rei para o Carnaval? A madrinha de bateria!

O carnaval de São João del-Rei, desde os idos 1930 até os dias atuais, teve muitas épocas de ouro. Ouro, aliás, foi o que incendiou a cobiça e iluminou os rumos dos bandeirantes até o vale da Serra do Lenheiro, para fundar o arraial que há exatos 300 anos foi transformado em vila e, pouco mais de 100 anos depois, em cidade.
Mas deixando os bandeirantes de lado, voltemos ao reino de Momo. Você sabe qual foi a grande contribuição mundial de São João del-Rei para o Carnaval de todos os tempos? A criação da madrinha de bateria. Isto mesmo, a criação desta "entidade" que encanta a todos, à frente dos ritmistas, se deu aqui, mais precisamente no carnaval de 1968, ou seja há 45 anos.
Segundo o grande carnavalesco são-joanense e respeitável homem da Cultura Jota Dangelo, até aquele ano nenhuma agremiação carnavalesca ou escola de samba, sequer do Rio de Janeiro, tinha em sua composição algo que se assemelhasse à madrinha de bateria. Ela foi criada por acaso, quando o casal Rômulo Magalhães e Ligia Vellasco, dirigentes da iniciante Escola de Samba Falem de Mim, sabiamente perceberam a falta de um personagem belo e mágico à frente da bateria. Alguém que encantasse:o público, nos momentos finais do desfile, e os ritmistas, na dura missão de bater, repicar, chacoalhar, reco-recar, enfim serem a locomotiva sonora da escola de samba.
A solução estrategicamente encontrada para irradiar encantamento veio  com a idéia de colocar à frente da bateria uma musa bela, graciosa e sedutora, em trajes que mostrassem sem pudor o movimento frenético de seu corpo escultural possuído pelo samba. Esta missão entregaram à filha, Moema Magalhães (foto). Assim, coube a ela o pioneirismo, a vanguarda e a honra de ser a primeira madrinha de bateria do Brasil.
Com esta inovação e ousadia, a Escola de Samba Falem de Mim fez jus ao seu enredo de 1968: O maior espetáculo da terra. E apresentou  pela primeira vez a "entidade" do mundo do samba que até então não existia e somente alguns anos depois passou a desfilar nas escolas de samba cariocas.
Veja, neste vídeo, uma homenagem do Carnaval de Antigamente/Atitude Cultural à primeira e mãe de todas as madrinhas de bateria do Brasil, Moema de Almeida Magalhães.

Fonte: DANGELO, Jota. Subsídios para a história do carnaval de São João del-Rei, de 1950 a 2000. Segunda edição. Editora Ateneu. São Paulo, 2003.
Foto: Banco de imagens São João del-Rei Transparente (http://saojoaodelreitransparente.com.br/galleries/view/265)

Fonte: Tencões e Terentenas

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Esta é Moema

PC – Diga para os nossos leitores de mais de 100 cidades o que você acha desse negócio de ser miss.

Moema – No meu caso está sendo bacana, por que recebo o apoio e o estímulo de todos.

PC – Você pode ser miss e ser a mesma Moema que põe tanto sal e pimenta e açúcar no nosso carnaval? Ou tem que mudar de estilo e personalidade?

Moema – Não mudo o meu estilo nem minha personalidade. Quanto ao sal, à pimenta e ao açúcar, depende da opinião do povo. Enquanto todos acharem que tenho tudo isso, continuarei a mesma sambista. Pois o samba faz parte de mim.

PC – Se você conseguir uma classificação significativa no dia 18 acha que isso vai complicar sua vida de estudante e alterar o ritmo da sua existência?

Moema – Acho que vai complicar um pouco minha vida de estudante, mas não deixarei que mude minha vida quanto ao essencial.

PC – Qual dos dois está mais animado com a sua escolha, o compositor e capitalista Rômulo ou a pintora e mãe de família Lígia?

Moema – Ambos estão igualmente entusiasmados.

PC – Como é que fica o seu noivo em tudo isso? Está aguentando firme?

Moema – Naturalmente. Ele sempre me apoiou e está do meu lado em tudo. Se não fosse assim, eu não estaria no concurso.

PC – Você acha que ele aguentará até o fim?

Moema – Com certeza. Ele sabe que não haverá motivos para se contrariar, pois para mim ele é mais importante que tudo.

PC – Você está aprendendo todos os pormenores para enfrentar o júri, ou vai mesmo com essa graça e essa elegância e essa beleza toda, na base da coragem?

Moema – Espero enfrentar tudo com a graça e elegância que estiverem ao meu alcance, isto é, com personalidade. Naturalmente, segundo as instruções próprias do concurso.

PC – Sabemos que você tem recebido a colaboração de algumas entidades e pessoas, para ajudar na sua representação da cidade. Mas estamos desconfiados de que esses estímulos não são suficientes. Se você não fosse quem é, não pudesse complementar as despesas, como se sentiria?

Moema – Tenho recebido variada colaboração. Mas realmente tais estímulos não são suficientes. Se eu não pudesse complementar as despesas, não poderia entrar em um concurso como esse, que exige boa representação da cidade.

PC – Você gostaria que muitos são-joanenses fossem a B. Horizonte para levar o apoio pessoal no dia do concurso? Acha que isso vai ajudar na hora agá?

Moema – Sim, gostaria muito. É muito importante receber esse apoio da presença dos conterrâneos. O calor das pessoas amigas faz com que a gente se sinta mais confiante.

PC – Você sabe que duas empresas de ônibus, a Sandra e a Unida, são bem capazes de oferecer transporte especial gratuito para levar são-joanenses a BH, só para estimular sua vitória? Como se sentirá se isso acontecer?

Moema – Claro que seria ótimo. Eu me sentiria quase em casa. É o aspecto psicológico, você sabe.

PC – As pessoas mudaram com você, depois da sua escolha?

Moema – Não. Os amigos continuam firmes e carinhosos. Recebo muitos cumprimentos, mas ninguém mudou comigo.

PC – Você sabe que é simpática e parece simples? Ou pensa o contrário?

Moema – Por natureza, procuro ser agradável e gentil com todos. Se me acham simpática, fico feliz.

PC – Essa é uma experiência quente. Você está pronta para o que der e vier? Por exemplo, um fracasso total em BH? Sabe que isso não tem importância nenhuma e que esses concursos costumam causar desilusões?

Moema - Estou acostumada a competir. Quanto se entra num concurso, deve-se estar preparada para o fracasso ou a vitória. É o que der e vier. Bola pra frente.

PC – Sabe que o artigo que publicamos a seu respeito já foi lido em Portugal, no Líbano, na França, na Argélia e na Rumânia? E em quase todos os estados? E que milhares de conterrâneos estão torcendo de longe?

Moema – Oh, como fico feliz com isso.

PC – Já ouviu dizer que sua mãe, que ainda é muito jovem, quando tinha a sua idade era ainda mais bacana do que você?

Moema – Muitas Vezes. Acredito. E ainda acho que ela é muito bonita.

PC – Está achando nossas perguntas muito cretinas?

Moema – Nada disso. Gosto de perguntas diretas, claras e válidas.

PC – Diga alguma coisa sobre qualquer assunto. No dia 18 de junho é sua hora e a sua vez. Fale algo mais.

Moema – Então vou agradecer a todos que cooperaram comigo de todas as maneiras, para que eu pudesse representar a cidade. Prometo fazer tudo que for possível para trazer um título de lá. Desejo agradecer especialmente aos organizadores do concurso, sr. Raimundo Rocha e sra. Cenira Rocha, pelo estímulo, pela dedicação e pelo carinho. E também muito obrigado à imprensa, pela cobertura que tem oferecido à minha presença no concurso.

Jornal Ponte da Cadeia (sem data)
Arquivo: Família Cenyra Rocha

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Entrevista com a garota que vai representar a cidade no dia 18. Perguntas rápidas e cruas. Respostas objetivas e quentes. Vamos lá . Jornal Estado de Minas (sem data)
Arquivo: Família Cenyra Rocha

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