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A cultura é a alma do povo e se salva por amor . Antonio Emilio da Costa

São-joanenses por naturalidade e por opção, sempre sonhamos com o zelo, o carinho, a dedicação e o comprometimento com a perenidade da delicada doçura cultural de São João del-Rei. Tarefa tão difícil nestes ásperos tempos pós-modernos, fundamentados no aqui e agora, descompromissados com o ontem, mas também com o amanhã.
Contudo, diante de algumas ações voluntariamente desenvolvidas em nossa cidade, somos iluminados por um alento: a memória e a cultura de São João del-Rei são a alma o povo desta terra e, portanto, se salvam pelo amor.
Pelo amor com que os músicos das orquestras, as irmandades, os artistas conhecidos e os anônimos, os artesãos da matéria e das linguagens, os zeladores e mantenedores das tradições populares, os cidadãos ilustres e os comuns, os autênticos e valorosos intelectuais, as pessoas comprometidas com sua origem abissal, enfim todos que verdadeiramente se batizaram nas águas do nosso Rio Jordão, que corre debaixo da Ponte da Cadeia e - diziam os muito antigos - debaixo da igreja do Carmo, acalentam sonhos, acariciam ideais, alimentam ilusões, dedicam a existência e empenham seu dia a dia para manter vivos os signos, os símbolos e os significados que nossos antepassados codificaram para ser visceralmente transmitidos de geração em geração, perpetuando a unicidade de nosso berço.
A programação da Semana Santa no Largo de São Francisco não deixa dúvidas: o trabalho da Atitude Cultural faz parte desses esforços, triplamente: abrindo espaço para que as manifestações culturais se apresentem e se valorizem, produzindo seu próprio fazer e bem cultural e divulgando para os quatro cantos do planeta quão ricos são a cultura e o povo de São João del-Rei.
Como cidadão do mundo e do meu tempo, como cidadão brasileiro e, mais, como cidadão são-joanense, me sinto orgulhoso e agradecido por saber que neste vale da Serra do Lenheiro, ora sonoro, ora mudo; ora terno, ora severo; ora generoso, ora austero; ora luminoso, ora sombrio; ora vibrante, ora sepulcral, a cultura se tece e é tecida - tecelagem de lembranças, de sonhos, de desejos e da própria vida.

*Jornalista, pós-gradudado em Gestão da Comunicação Organizacional (USP) e especializando-se como Professor de Turismo pela Universidade de Brasília.

Fonte: Gazeta de São João del-Rei . 04/09


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