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Um momento na escola que não tem prova, não tem nota e, mesmo assim, talvez seja o mais importante de todos. Chama-se “tempo da classe”

Descrição

Enquanto a gente entope as crianças de aulas extras e robótica para "vencer na vida", o país mais feliz do mundo gasta o tempo da escola ensinando o que nenhuma máquina pode fazer

Na Dinamarca, existe um momento na escola que não tem prova, não tem nota e, mesmo assim, talvez seja o mais importante de todos. Chama-se “tempo da classe”.

Uma vez por semana, crianças e adolescentes deixam de lado o conteúdo tradicional para olhar para algo que quase nunca entra no currículo: o que estão sentindo. Eles sentam em roda. Falam do que machucou, do que ficou mal resolvido, do que doeu em silêncio. Se alguém foi excluído, se houve um conflito, se algo não foi bem no recreio, aquilo ganha espaço. Não é ignorado, não é minimizado.

O professor não chega com respostas prontas. A construção é coletiva. Um aprende a escutar, o outro aprende a se colocar no lugar, e juntos vão entendendo que conviver também se aprende. Nesse meio, tem acolhimento, tem pausa, tem presença. Existe até uma palavra para isso por lá: hygge. Um jeito simples de estar junto, com sensação de pertencimento, sem competição o tempo todo.

E talvez não seja coincidência que esse mesmo país apareça sempre entre os mais felizes do mundo. Porque ensinar a lidar com o outro também é ensinar a sustentar a própria vida emocional. Enquanto isso, em muitos lugares, seguimos preparando crianças para disputar tudo. Como se o outro fosse sempre um obstáculo, nunca um aliado. Como se vencer significasse, necessariamente, alguém perder.

A gente investe em desempenho, em currículo, em resultado. Mas deixa de lado o básico: ensinar a sentir, a nomear, a atravessar frustrações sem se destruir ou destruir o outro. Porque, no fim, não é sobre formar quem chega primeiro.

É sobre formar quem consegue caminhar junto sem se perder de si.

Fonte: Instagram/Sou psicólogo com muito orgulho

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