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Melhores Práticas

A nova ferramenta que muitos políticos não vão gostar

Descrição

Ferramenta capaz de cruzar dados públicos para mapear padrões de risco financeiro envolvendo agentes públicos

Um programador brasileiro desenvolveu uma ferramenta capaz de cruzar dados públicos para mapear padrões de risco financeiro envolvendo agentes públicos. A proposta é integrar, em um único sistema, informações que já estão disponíveis em diferentes bases oficiais, mas que raramente são analisadas de forma conectada. A iniciativa chamou atenção por mostrar como o cruzamento estratégico de dados pode revelar relações e fluxos de recursos que não são facilmente perceptíveis quando analisados isoladamente.

A ferramenta reúne informações de bases como o Portal da Transparência, dados eleitorais, registros empresariais e contratos administrativos, organizando tudo em mapas de relações. Em vez de fazer acusações diretas, o sistema utiliza indicadores de risco, apontando situações que merecem análise mais aprofundada por jornalistas, órgãos de controle ou autoridades competentes. O objetivo é oferecer um instrumento técnico de apoio à fiscalização, e não substituir investigações formais.

Em demonstrações públicas, o desenvolvedor mostrou como o cruzamento de dados pode evidenciar vínculos entre emendas parlamentares, empresas contratadas e conexões societárias, revelando padrões que podem indicar conflitos de interesse ou concentração de recursos em determinados grupos. Todos os dados utilizados são oficiais e públicos, disponíveis há anos, mas que, segundo ele, nunca haviam sido integrados de maneira sistemática em uma única visualização analítica.

O projeto ainda está em fase de amadurecimento e passa por cuidados jurídicos antes de qualquer possível ampliação de acesso. A iniciativa levanta um debate importante sobre transparência: se a tecnologia permite organizar e interpretar grandes volumes de dados públicos em pouco tempo, como isso pode impactar a fiscalização e o controle social? A discussão não é apenas tecnológica, mas também institucional, envolvendo o equilíbrio entre acesso à informação, responsabilidade e rigor na análise de dados.

Fonte: Enfim, Ciências

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Um desenvolvedor brasileiro resolveu testar um limite: e se a própria tecnologia pudesse fiscalizar o poder público em tempo real?

Nesse final de semana, o jovem Bruno César viralizou ao criar uma ferramenta que cruza mais de 70 bases de dados abertas de órgãos públicos, como IBGE, SUS, TSE, Banco Central, IBAMA, Juntas Comerciais.

O objetivo é mapear conexões financeiras envolvendo agentes públicos. O sistema usa o CPF de políticos para rastrear suas conexões com familiares, empresas e prefeituras e indicar possíveis “sinais de risco” — suspeita de corrupção.

A ferramenta usa AI para comparar preços pagos com preços de mercado, identificando possíveis movimentações superfaturadas ou fora do padrão.

Para se ter ideia, a plataforma já identificou casos de possível autodirecionamento de emendas e até funcionários fantasmas. Tudo isso baseado em análise dos dados.

Por que isso importa? Porque a fiscalização de contas públicas no Brasil ainda é lenta e manual. Automatizar esse processo pode significar detectar irregularidades em tempo real — e aumentar a pressão por transparência.

O dev brasileiro afirma que ainda está adaptando o produto para evitar problemas legais. Inclusive, ele até brincou falando que “ama muito a própria vida” e que “nunca cometeria suicídio”. Pelo visto, ele sabe no buraco que está se metendo

Depois de uma revisão jurídica, a ideia é tornar o código open source, com acesso prioritário para jornalistas, ONGs e órgãos de controle. Por enquanto, ele criou uma comunidade no X para juntar pessoas interessadas em levar o projeto para frente.


Fonte: The news | Fevereiro 2026

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Jovem brasileiro cria ferramenta que rastreia a corrupção

Um desenvolvedor brasileiro criou uma ferramenta que cruza bases de dados abertas do governo para identificar padrões de irregularidades financeiras envolvendo políticos. O sistema funciona a partir do CPF de agentes públicos e mapeia conexões entre emendas parlamentares, licitações, CNPJs de familiares e transferências governamentais.

Bruno César, que se identifica como parte do movimento br/acc, desenvolveu o projeto localmente e o apresentou no X com interface que exibe grafos de relacionamento entre entidades, fontes de dados e alertas de risco. A ferramenta detectou, por exemplo, casos de autodirecionamento de emendas para prefeituras onde contratos foram executados por empresas ligadas a familiares de parlamentares, além de funcionários fantasma e escolas recebendo verbas federais.

O desenvolvedor afirma que está ajustando o produto para evitar problemas legais, substituindo termos como "corrupção" e "suspeito" por scores percentuais de risco. Após revisão jurídica, pretende disponibilizar o código como open source, priorizando acesso para jornalistas, ONGs e órgãos de controle. O sistema já identificou exposições financeiras que somam dezenas de milhões de reais em irregularidades potenciais.

A iniciativa se apoia no conceito de effective accelerationism, movimento que defende o uso de tecnologia para resolver problemas que instituições tradicionais não conseguem ou não querem enfrentar. O projeto expõe o potencial de ferramentas cívicas construídas com dados públicos já disponíveis, mas pouco explorados de forma integrada.

Fonte: notjournal.ia 2026

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