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Museu Regional de São João del-Rei

Título

Museu Regional de São João del-Rei

Data de início das atividades

29 de Julho de 1963

Responsável pelo órgão/cargo

Maria de Fátima Vasconcelos – Diretora Substituta

Endereço

Rua Marechal Deodoro, 12 - Centro

Telefone

(32) 9 9159-1827

Email

mrsjdr@museus.gov.br / mrsjdr.educativo@museus.gov.br

Website

https://museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br/

Atividades/Serviços

Atualização do Cadastro: 19 setembro de 2023:

Responsável pelo órgão/cargo: Maria de Fátima Vasconcelos – Diretora Substituta

Missão:
Preservar, pesquisar, documentar e comunicar, a memória do Campo das Vertentes em diálogo com a memória regional e nacional, sendo um espaço democrático de representação das manifestações artísticas e culturais e de estímulo à reflexão e ao pensamento crítico entre as relações sociais da comunidade.

Valores

Visão

Ser um museu referência das memórias de São João del-Rei, com ênfase em atividades educativas e culturais que dinamizam as relações sociais da região.

Público alvo para comunicação de atividades da entidade
Moradores da cidade e da região do Campo das Vertentes, turistas e demais interessados na cultura e memória regionais.

Agenda
A Agenda de Eventos é divulgada em nossos canais de comunicação e redes sociais.

Redes sociais
Facebook: Museu Regional de São João del-Rei
Instagram: @museuregionalsjdr
Youtube: @MuseuRegionaldeSaoJoaodelRei
TikTok: @museuregionalsjdr


Melhores Práticas
Diversos eventos são realizados durante todo o ano. Alguns deles são fixos no calendário como por exemplo: a Semana do Patrimônio, a Semana de Museus e a Primavera de Museus. Anualmente, outras programações são feitas, como recitais, palestras, apresentações musicais, projeções de filmes e inaugurações de exposições temporárias. Além disso, o Museu faz visitas mediadas com escolas da cidade e da região, trazendo o público infanto-juvenil para conhecer o acervo museológico.

Publicações
O Museu Regional possui publicações variadas. Dentre livros e catálogos, como o livro “Será que tem indígena aqui?”, o catálogo “Preservar pra que?”, a produção “O Painel, o Patrimônio e o Olhar da Criança” e o livro institucional. Com exceção do último, todos os outros estão disponíveis online gratuitamente. Anualmente, a equipe produz também relatórios completo de suas atividades. A intenção destes volumes é de prestar contas à sociedade, reunindo, em uma única publicação, todas as informações referentes ao período.

Além dessas publicações periódicas, a equipe organiza exposições virtuais, sendo essas divulgadas online no site do Museu. Como exemplo temos: "Oratórios: a religiosidade no cotidiano", “Largo Tamandaré: Metamorfoses” e “Gastão da Cunha: 160 anos do diplomata são-joanense”.

Dados
Passo a passo para o cidadão ter acesso às atividades ou serviços

A visitação é gratuita, aberta ao público em geral. O Museu Regional fica situado em um ponto estratégico da cidade, bem no centro histórico. Todas as linhas de ônibus que se destinam ao centro param próximo ao Museu.

Horário de funcionamento: terça à sexta-feira de 10h às 17h; sábado de 13h às 17h e domingo de 09h às 13h.

Histórico
Aberto à visitação pública a partir de 1963, está localizado na antiga residência do comendador João Antônio da Silva Mourão (1806-1866), importante comerciante da cidade no período final da produção de ouro. Situado à margem do córrego do Lenheiro, o museu ocupa uma extensa área e se sobressai em meio ao casario vizinho. A casa apresenta uma construção dentro da tradição colonial, com elementos neoclássicos apenas na decoração da fachada.

O Museu Regional de São João del-Rei (IBRAM), em Minas Gerais, expõe os aspectos do cotidiano no comportamento e nos costumes dos séculos XVIII e XIX, retratados em móveis, utensílios, meios de transporte, imagens religiosas e pinturas. O objetivo do acervo montado é contar um pouco da intimidade e do modo de viver dos mineiros no período colonial.

Além da exposição permanente, o Museu Regional recebe e realiza exposições de curta duração, abrindo espaço para artistas locais e de diversas outras regiões do país e do mundo. Também aberta a visitantes e pesquisadores, a biblioteca do Museu é especializada em arte, história e museologia, e conta com mais de 1200 volumes, entre livros, revistas, jornais e catálogos, de cunho local, regional e nacional.

Informações
Não é permitida a entrada de volumes, tais como bolsas e mochilas, que deverão ser guardadas nos armários localizados na entrada do Museu. É permitido tirar fotos, porém sem utilizar o flash. É muito importante frisar que não é permitido tocar nas peças do acervo.

Data da coleta dos dados: Agosto de 2023

Responsável pelas informações: Equipe do Museu Regional

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Cadastro anterior/abril de 2011

A missão do Museu Regional de São João del-Rei é servir a sociedade municipal, atuando no processo de transformação de sua identidade. Ao mesmo tempo em que atua na produção de conhecimento e proporciona lazer a sua comunidade, a partir de uma percepção crítica da realidade, se constitui em um espaço democrático de mediação cultural. Para isso, o MRSJDR conta com um Circuito Expositivo de Longa Duração e uma Sala de Exposições de Curta Duração, além de possuir uma biblioteca para consultas públicas.
Facebook: Museu Regional de São João del-Rei
Vídeo: Conhecendo Museus . Museu Regional de São João del-Rei

João Luiz Domingues Barbosa / Diretor na data do antigo cadastro

Público alvo para comunicação de atividades da entidade

Todos os moradores da cidade, turistas e demais interessados na cultura e memória regionais.

Agenda

O MRSJDR ainda está no planejamento de sua agenda 2011/2012

Melhores Práticas

Entre várias ações:

Museu abre mostra em homenagem a São João del-Rei

São João del-Rei completará 300 anos no dia 8 de dezembro. Com essa marca especial em 2013, a cidade já recebeu inúmeras demonstrações de carinho da população, mas sempre há espaço para mais. Principalmente com memória e cultura. Nesse sentido, quem quiser prestigiar e conhecer um pouco mais dessa trajetória local deve visitar o Museu Regional na cidade, que está com a exposição São João del-Rei: 300 anos de Ouro e Glórias em cartaz.

Museu fica localizado no Centro e conta com exposição em homenagem aos três séculos de São João até dezembro – Foto: Kiko Neto / Divulgação

A mostra contará com peças setecentistas e oitocentistas do acervo do espaço, com o intuito de destacar facetas históricas da cidade, como a mineração, a Guerra dos Emboabas, a imigração italiana e a Inconfidência Mineira, além de homenagear algumas personalidades são-joanenses. E não adianta dizer que a correria do dia a dia impede a visita: a exposição ficará ativa no museu até o final do ano.
De acordo com o museólogo Ryanddre Sampaio, a mostra tem como objetivo aproximar a população são-joanense do passado do próprio município. “Essa homenagem foi criada para as pessoas relembrarem a história de São João del-Rei e para apresentar tudo isso para quem ainda não teve o privilégio de conhecer o que a cidade já passou”.
Enquanto isso o Museu Regional também vai criando a sua própria biografia. “O ano de 2013 é muito especial. Além de São João del-Rei celebrar esse aniversário tão marcante, o Museu completará 50 anos de existência. Por isso essa exposição contará também um pouco sobre a casa em que todo o acervo está guardado, mas com o foco na nossa cidade”, disse Sampaio.

Laços
Outro objetivo do São João del-Rei: 300 anos de Ouro e Glórias é a busca pelo fortalecimento da relação entre o Museu Regional e a cidade. “Estamos tentando estreitar cada vez mais esse laço e espero que todos venham participar dessa homenagem tão bonita. Devemos valorizar mais o nosso patrimônio, que é muito bacana e é de todos nós”, afirmou o museólogo.
A exposição, que faz parte da programação da 11ª Semana Nacional de Museus com o tema Museus (memória + criatividade) = Mudança Social, está aberta à população, diariamente, de 9h às 18h. O Museu Regional de São João del-Rei fica na Rua Marechal Deodoro, nº 12, no Centro, às margens do Córrego do Lenheiro.

Publicações

O Museu como guardião do patrimônio cultural
A formação do Museu Regional, seus idealizadores e o contexto de formação do acervo

O Museu Regional de São João del-Rei foi oficialmente aberto ao público em 1963, mas sua história começa mais de uma década antes. O Casarão do Comendador Mourão, construído em 1859 e tombado como patrimônio arquitetônico em 1946, possui uma história de embates políticos e econômicos que marcaram a cidade.

Após ter sido parcialmente demolido na década de 1940, o sobrado foi finalmente desapropriado e ficou sob responsabilidade da Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (a DPHAN, atual IPHAN). A partir daí, o órgão federal daria início a um grande processo de reforma e restauração do prédio, que se seguiria ao longo dos anos de 1950.

Paralelamente ao momento de embate sobre a preservação deste casarão, outra discussão tomava conta das páginas dos jornais são-joanenses: a possível criação do primeiro museu da cidade e qual seria a sua localização.

A formação do museu

Ralf Flôres, que dedicou seu doutorado à história do Museu Regional, situação a idealização do museu ainda na década de 1940. Segundo ele, ainda em 1946, enquanto o Casarão do Comendador era aos poucos demolido, políticos mineiros da União Democrática Nacional (UDN) encaminharam um requerimento à Assembleia Nacional Constituinte. O documento solicitava que o Ministério da Educação e Saúde Pública fundasse um museu histórico em São João del-Rei, sob responsabilidade da DPHAN.

Esse foi o primeiro passo para formação de uma instituição museológica na cidade, mas o modo como foi idealizado não agradou a oposição – pelo menos é o que dizia a imprensa. Flôres cita o jornal ‘O Correio’, de junho daquele ano, que dizia que “a população inteira recebeu desapontada a iniciativa dos deputados udenistas […] sugerindo a criação de um museu regional, no local onde outrora existiu um velho casarão, hoje reduzido a escombros”.

A campanha pela demolição da casa continuava e a possibilidade de transformá-la em um museu acirrou ainda mais os ânimos dos interessados no prédio.

Em setembro de 1946, o diretor geral da DPHAN, o advogado Rodrigo Melo Franco de Andrade, ao solicitar autorização de restauro do prédio ao Ministro da Educação e Saúde Pública, também comunicou a decisão de que o imóvel seria adaptado para a instalação de um museu “semelhante aos que foram organizados em Ouro Preto e Sabará”.

Nas palavras do diretor, com a criação de uma “instituição cultural de manifesta utilidade pública”, a população de São João del-Rei talvez passasse a considerar “com mais simpatia e melhor compreensão a ação desta Diretoria em prol da preservação do patrimônio histórico e artístico daquela gloriosa cidade”.

Por fim, prevaleceu a vontade da DPHAN e, depois de desapropriado, a restauração que se seguiu já previa ali o funcionamento de um museu.

A influência de Lúcio Costa

O processo de restauração do Casarão do Comendador Mourão passou pelas mãos de vários arquitetos da DPHAN. Entre eles, estava Lúcio Marçal Ferreira Ribeiro de Lima Costa, que, alguns anos depois, seria o principal responsável pelo projeto urbano da cidade de Brasília.

Lúcio Costa foi pesquisador da arquitetura nacional e especialista em construções coloniais. Ele via São João del-Rei como “uma cidade depositária de elementos da arquitetura tradicional brasileira”. Dentro deste olhar purista do arquiteto, a cidade era algo muito maior e importante do que ela mesma. Nas palavras de Ralf Flôres, Lúcio Costa considerava que o conjunto urbano são-joanense estava inserido na “imensa constelação da formação da arquitetura moderna brasileira”.

Ao assumir os trabalhos no sobrado do Largo Tamandaré, Lúcio Costa planejava reconstruir o interior da casa seguindo sua planta original, com divisões de quartos, alcovas, salas e corredores. Sua visão de “museu casa” visava recriar cenários da época em que o sobrado fora construído. O projeto, no entanto, mostrou-se inviável e o arquiteto optou por outro formato de museu.

No lugar dos diversos cômodos, a proposta trazia salões amplos, quase contínuos: uma visão “moderna” inserida em uma construção quase centenária. A nova divisão espacial daria outra identidade ao futuro museu, com espaços expositivos mais próximos da “neutralidade moderna” do que da “cenografia”

No entanto, o exterior do imóvel manteve ao máximo suas características originais, valorizando aquilo que Lúcio Costa considerava um exemplar da tradicional arquitetura brasileira, com suas sequências de portas e ornamentos de fachada.

Alguns dos ornamentos, infelizmente, se perderam durante a demolição, principalmente no último pavimento, que possuía relevos sobre as janelas centrais.

O gradil das sacadas também teve de ser todo refeito. As grades originais já haviam sido vendidas antes da desapropriação do prédio e não puderam ser recuperadas. Ainda hoje, as grades originais podem ser vistas ornamentando outras casas da cidade.

O acervo

O acervo começou a ser adquirido antes mesmo do fim da restauração do prédio, ainda em 1952. Lúcio Costa sugeria que as peças tivessem ligação com o período em que o sobrado fora construído ou que tivessem o estilo daquela época.

A pesar da proposta se basear em um recorte bem definido de tempo e estilo, o processo de aquisição mostrou-se conturbado e a coleção ganhou características variadas, abrangendo obras não apenas do período imperial, mas também do colonial.

Peças de arte sacra, elementos arquitetônicos, móveis, utensílios domésticos, instrumentos de trabalho e outros objetos compõem o acervo original, que continua sendo acrescido de outras peças.

A restauração foi concluída em 1958, mas o Museu Regional de São João del-Rei só foi oficialmente aberto ao público em 1963, sob a direção do Monsenhor José Maria Fernandes.

Somado ao conjunto arquitetônico da cidade, tombado em 1938, o Museu Regional de São João del-Rei com seu significativo acervo constituído de bens simbólicos do patrimônio da cultura nacional, vem cumprindo a sua missão de preservar, pesquisar, documentar e comunicar a memória de São João del-Rei em diálogo com a memória regional e nacional.

FONTES CONSULTADAS:

Ofício 1.310, de 4 de setembro de 1946. Processo 80.308/46 (DPHAN, Rodrigo Melo Franco de Andrade).

São João del-Rei: Tensões e Conflitos entre o Passado e o Progresso (dissertação de mestrado de Raf. J. C. Flôres, 2007).

A Casa do Comendador João Antonio da Silva Mourão atual Museu Regional de São João del-Rei (Especialização em História da Arte e da Arquitetura no Brasil de Til Pestana, 1990).

publicado: 04/03/2020 12h49, última modificação: 02/04/2020 09h38
Fonte: Museu Regional de São João del-Rei

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O IBRAM possui uma publicação, “Museália”, onde os trabalhos do MRSJDR possuem espaço de divulgação. Em breve estaremos lançando um boletim digital para circulação online.

Revitalização do Museu Regional estima a arquitetura colonial mineira

Dados

Associação dos Amigos do Museu Regional de São João del-Rei - AMAREI

Passo a passo para o cidadão ter acesso às atividades ou serviços

Todas as linhas de ônibus que se destinam ao centro param próximo ao museu. Horário de funcionamento: exposição de longa duração: terça-feira a domingo de 12:30h a 17:30h; exposição de curta duração: diariamente de 09:00h as 19:00h. Valor do ingresso: de terça a sábado: R$ 1,00; domingo: visitação gratuita (a biblioteca não possui expediente nos finais de semana).

Perfil dos membros

Dez servidores públicos federais e quinze funcionários terceirizados de diversas formações.

Parceiros

Associação de Amigos do Museu Regional de São João del-Rei - AMAREI

Histórico




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Aberto à visitação pública a partir de 1963, está localizado na antiga residência do comendador João Antônio da Silva Mourão (1806-1866), importante comerciante da cidade no período final da produção de ouro. Situado à margem do córrego do Lenheiro, o museu ocupa uma extensa área e se sobressai em meio ao casario vizinho. A casa apresenta uma construção dentro da tradição colonial, com elementos neoclássicos apenas na decoração da fachada.
O Museu Regional de São João del-Rei, em Minas Gerais, expõe os aspectos do cotidiano no comportamento e nos costumes dos séculos XVIII e XIX, retratados em móveis, utensílios, meios de transporte, imagens religiosas e pinturas. O objetivo do acervo montado é contar um pouco da intimidade e do modo de viver dos mineiros no período colonial.

Principais problemas/dificuldades da área atuante

Falta de vínculo com os demais pontos turísticos da cidade

Info

Não é permitida a entrada de volumes, tais como bolsas e mochilas, que deverão ser guardadas nos armários localizados na entrada do Museu.

Data da coleta dos dados

07 de abril de 2011

Responsável pelas informações

Ryanddre Sampaio de Souza / Museólogo

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