Organização

Centro de Valorização da Vida . CVV . Extinto em agosto de 2010

Endereço
Funcionou na Casa mais Antiga de São João e no Albergue Santo Antônio.  
Telefone
O atendimento era sigiloso e feito apenas pelo telefone (32) 3371-4000, das 18 às 22 horas, todos os dias da semana, inclusive feriado. Ao ligar, a pessoa encontrava um “ombro amigo” para conversar.  
Atividades/Serviços
 O CVV é um serviço de apoio emocional com o intuito de prevenir o suicídio e atender pessoas com problemas, desde briga familiar à depressão, solidão. Por falta de apoio e voluntários, os organizadores decidiram, em agosto de 2010, suspender as atividades e doar o patrimônio. No momento, não há nenhuma iniciativa para tentar voltar com os trabalhos.  
Parceiros
 Albergue Santo Antônio e Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Assistência Social.  
Data de início das atividades
28 de janeiro de 2007  
Histórico da entidade
O CVV chegou ao Brasil, precisamente a São Paulo (SP), em meados de 1964, trazido, da Inglaterra, por um grupo de voluntários pioneiros. Em 2007, voluntários do CVV de Belo Horizonte vieram a São João del-Rei divulgar o programa e a ideia teve sucesso. Um grupo de voluntários foi treinado pelo CVV de BH para estar apto a fazer os atendimentos, seguindo a cartilha do projeto. Em 28 de janeiro de 2007, foi fundado o CVV desta cidade, mas com as frequentes dificuldades financeiras, encerrou as atividades em agosto de 2010.  
Número e perfil dos membros
O CVV possuía 12 voluntários, com escala rotativa, para que não se criasse preferência por um voluntário em específico. Cada dia uma pessoa ficava de plantão na sede do CVV, já que só havia um número de contato disponível. Foram membros mais atuantes do Centro: Carlos Élcio Silveira França, Cibele Arvelos Nicolau, Tarcísio Nicolau, Menaide e Junior; e Glória do CVV.  
Principais problemas/dificuldades da área atuante
O projeto encontrou dificuldades em para conseguir voluntários. “É difícil ter pessoas comprometidas e dedicadas a um projeto, no qual o único ganho é a satisfação de ajudar alguém. Muitos não se interessam. Arrumar trabalho voluntário é muito complicado. Até porque somos nós, voluntários, que pagamos conta de luz, telefone e água do CVV.”, afirmou Carlos Élcio Silveira França, voluntário e participante da Comissão de Divulgação do CVV.  
Publicações
http://www.folhadasvertentes.com.br/default.asp?pagina=integra&cd_materias=3621  
Ações
Segundo Carlos Élcio, o projeto não buscava fazer terapia ou psicanálise, mas oferecia um diálogo compreensivo, que ajudava, apenas, quem queria ajuda. “O CVV é um ouvido amigo para escutar a quem precisa falar, desabafar e não tem com quem. São problemas como brigas, decepção, aborrecimento e fraqueza. Conversamos com a pessoa e tentamos fazê-la acreditar que consegue resolver a situação. O arbítrio é da pessoa, procuramos que ela entenda e solucione seu problema. Não tomamos nenhuma decisão pela pessoa”, explica o voluntário.  
Responsável pelo órgão/cargo
Carlos Élcio Silveira França  
Observações e dados importantes que não solicitados
Por dia, eram feitos de cinco a oito atendimentos. O que resulta em, aproximadamente, 200 consultas por mês. Número, este, que aumentava em épocas festivas, pois, segundo Carlos Élcio, são, paradoxalmente, “dias em que as pessoas se sentem mais sozinhas”.

Tipo de sustentabilidade econômica
: Os voluntários bancavam as despesas de aluguel, água, luz e telefone.  
Data da coleta dos dados
17 de dezembro de 2010  

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