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Público reclama sobre shows em ruas do centro de São João del-Rei

Descrição

Aglomerações do Inverno Cultural geraram polêmica
De um lado a promoção de um grande evento para o grande público em um local de fácil acesso. De outro, as incertezas quanto à segurança e os transtornos das aglomerações. A promoção de cinco shows nacionais durante a edição 2011 do Inverno Cultural da UFSJ, com público médio de dez mil pessoas em cada um, gerou polêmica "E muita gente nas ruas, na região central que não tem a menor estrutura para isso. A avenida não devia ser palco para shows em tantos dias. Isso deveria acontecer no Parque de Exposições", reclamou a universitária Maria Paula Santos.
Segundo o atual reitor da universidade, Helvécio Luiz Reis, os comentários populares já são pauta nas discussões da equipe organizadora de um evento que se encerrou a pouco na cidade, mas já começa a ser delineado para o ano que vem. Isso não significa, porém, que o, espaço dos shows vá mudar. "E preciso ponderar bastante. Se analisarmos bem, o Carnaval também reúne milhares de pessoas nesse mesmo local em um longo período, mas não faz o menor sentido transferi-lo para o Parque de Exposições. O Inverno Cultural não está longe disso no que diz respeito ao número de participantes", argumentou Reis.
Em outras edições do festival, a organização promoveu as maiores apresentações em locais como o campo do Minas, o Parque de Exposições e o pátio do.campus Santo Antônio, mas nenhuma dessas experiências deu certo. "As pessoas se intimidam em eventos fechados promovidos pela universidade. Os indivíduos mais simples recuam e se recusam a participar. Essa situação está na contramão do que o Inverno Cultural quer realizar: levar a cultura para o povo, para o lugar central de movimentação. Não acho que o centro da cidade seja um lugar adequado para grandes shows. No entanto, São. João não oferece uma estrutura melhor para isso", defendeu o reitor da UFSJ.

Reclamações
Paula Toller subiu ao palco pouco depois das 22h na sexta- feira, 22 de julho, maravilhada com o mar de
gente que viu à frente. "Que plateia linda, São João del-Rei!", elogiou a líder da banda Kid Abelha. Na noite
seguinte, o vocalista Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, fez comentários parecidos. "Temos mais de 15 mil pessoas nos assistindo galera. Daqui de cima consigo ver os dois lados da avenida lotados. E uma cena incrível, cara!". Para os dois ídolos da música nacional que se apresentavam, o cenário não podia ser melhor, mas lá embaixo, no aperto entre Ias afoitos e o público comum que não parava de transitar em direções opostas na lateral da Avenida Presidente Tancredo Neves, a administradora Viviane Garcia Teixeira reclamava, "Está impossível ficar aqui. Como os locais de comercialização ficam de frente para o palco, uma quantidade  enorme de pessoas tenta atravessar e, no final das contas, não sai do lugar. A calçada está sobrecarregada. Já vi gente passando mal, abafada, sem conseguir se mover. Se sair uma briga, estamos todos perdidos. Como a polícia, por exemplo, vai chegar aqui?", questionou Viviane.
Segundo Helvécio Reis, a segurança do público foi questão primordial. "O policiamento aconteceu desde o primeiro dia e foi intensificado logo após a apresentação do Seu Jorge, a partir de uma avaliação preliminar da PM. Quando O Kid Abelha se apresentou, o número de policiais já era maior e a segurança do público também. Concordo com o argumento do perigo das aglomerações, mas a presença da polícia por si só já inibe ações baderneiras", explicou o reitor.

Vandalismo
Para o operador de máquinas Flávio Rodrigues, a preocupação também deve ser voltada para o patrimônio da cidade. "As pessoas bebem, passam em frente aos prédios e chutam, quebram garrafas nas paredes. Isso é desrespeitoso e fica mais forte quando a multidão se reúne em um local como o centro da cidade. Shows assim devem acontecer fora do perímetro urbano", opinou.
No fim de semana em que ocorreram as apresentações de Kid Abelha e Capital Inicial, cercas de proteção foram destruídas na Rua Antônio Rocha em sessões de vandalismo que incomodaram muita gente. "São episódios que lamentamos, mas nada garante que a mudança no local dos shows evitaria isso. Se essa rua era trajeto habitual dos vândalos, eles provavelmente fariam a mesma coisa mesmo que viessem do Parque de Exposições. E uma questão de comportamento pessoal", ponderou o reitor.
Segundo ele, porém, as reclamações da população serão consideradas na organização do Inverno Cultural de 2012. "Todas as preocupações da comunidade externa são levadas para dentro da universidade. Vamos pensarem soluções", garantiu.

Fonte: Gazeta de SJDR, 6 de Agosto de 2011

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