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Outubro Rosa . Campanha de Prevenção ao Câncer de Mama em São João del-Rei

Descrição

O medo de descobrir uma doença muitas vezes é o pior vilão para a cura. Esse é um fator de extrema significação em casos como os de câncer de mama, tumor que segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), é causador de mais de 13 mil mortes no país todos os anos, e isso considerando apenas o sistema público de saúde. O oncologista Frederico de Castro Escaleira esclareceu dúvidas e alertou para a seguinte dica: a melhor maneira de se proteger contra o câncer de mama é a prevenção.

Escaleira explicou que a doença é mais comum em pessoas do sexo feminino, mas isso não significa imunidade dos homens. Além disso, ele lembrou que a classe de maior risco são mulheres com 60 ou mais anos, parcela que representa dois terços dos diagnósticos, contra apenas um terço para mulheres com idade inferior a 60 anos.

O oncologista destacou que a prevenção deve começar muito antes de se alcançar a idade de risco, uma vez que apesar das estatísticas, o tumor pode se manifestar em pessoas mais jovens. “O ideal é iniciar o autoexame a partir dos 35 anos e a mamografia aos 40 ou mais”, explicou, frisando ainda que a regularidade dos exames também é de extrema importância.

“Para o autoexame recomendamos que as mulheres marquem um dia do mês como uma data fixa desse procedimento. Já para a mamografia a frequência deve ser de dois em dois anos”, destacou.

Prevenção
O médico explicou que o aparecimento de algum nódulo não significa necessariamente a manifestação de um câncer. “É muito comum serem encontrados cistos, que são bolhas de água, mas não apresentam risco algum. Ainda assim, deve-se procurar o médico para a realização de exames mais específicos, afinal de contas não vale a pena ficar com a dúvida”, afirmou. Ele disse ainda que o autoexame é simples e pode ser feito durante o banho. “Basta que a mulher vá dedilhando com a ponta dos dedos ao redor das duas mamas”, explicou.

Escaleira destacou que o medo é o grande vilão quando se trata de câncer e que as mulheres devem saber driblá-lo. “Quanto antes o tumor for descoberto, maiores são as chances de cura. Diante disso, frisamos o quão importante é estar em dia e a par com a saúde e a realização dos exames”, destacou.

O médico também lembrou que o câncer é uma doença que pode acontecer por hereditariedade e, a partir disso, deu uma dica para as pessoas que já tiveram casos na família. “É importante que esse grupo de risco comece a realizar os exames de prevenção dez anos antes da idade com a qual a parente teve a doença. Por exemplo, uma mulher que teve uma tia ou prima com câncer de mama aos 40 anos deve começar a se examinar aos 30”, recomendou.

Tratamento
Segundo Escaleira, a primeira indicação após a constatação da doença é a cirurgia, que varia de caso para caso. “Se o tumor for pequeno e fatores como localização possibilitarem, faz-se a antrectomia, que é a retirada de apenas uma parte do seio. Já em casos mais elevados é necessário realizar a mastectomia, que é quando se retira a mama inteira”, explicou.

Ele ainda lembrou que o tratamento deve ser completado com quimioterapia, que protege de o tumor de reaparecer em outras partes da mama ou do corpo, como as axilas, primeiro local a ser atingido após o alastramento da doença. Outra opção que pode ser realizada simultaneamente ou alternadamente a esse tratamento é a radioterapia, que consiste na prevenção  para que o câncer não retorne para o mesmo local. Além disso, o especialista argumentou que existe o tratamento hormonal, realizado a partir de medicamentos que inibem os hormônios causadores do câncer.

Caso
A são-joanense Raquel Prudente foi uma das poucas mulheres que contraiu a doença com menos de 40 anos. Ela tinha apenas 32 quando notou um nódulo nos seios. “Essa é uma situação que a gente imagina que nunca vai acorrer conosco. Mas acontece e eu levei o maior susto quando descobri. Porém hoje, sete anos depois, me sinto outra pessoa e posso dizer que passar por isso me fez valorizar muito mais a vida”, lembrou.

Ela contou que quando descobriu a doença o tumor estava no início, o que facilitou o tratamento. “Eu fui para Belo Horizonte, porque na época esse tipo de atendimento ainda estava começando em São João. Assim que saiu o resultado dos exames o médico marcou a cirurgia e retirou o tumor”, contou a advogada, lembrando que ainda assim o tratamento em BH continuou por meses. “Após a cirurgia pensei que não precisaria fazer quimioterapia ou radioterapia, mas não foi assim. Tive que fazê-las para prevenir que a doença retornasse durante oito meses. Além disso, fiz tratamento hormonal por cinco anos”, lembrou Raquel.

A são-joanense contou que seu oncologista recomendou que seria melhor que ela não engravidasse, uma vez que os hormônios da gravidez poderiam trazer o câncer de volta. “Diante disso resolvi adotar uma menina e hoje eu sinto que não a amaria nem mais nem menos se ela fosse minha filha de sangue”, comentou.

Outubro rosa
Hoje, a partir das 9h, as Amigas da Mama realizarão caminhada pela cidade, com concentração no Largo São Francisco. No mesmo horário será aberta uma Feira de Saúde na Praça do Coreto, com aferição de pressão, distribuição de panfletos, entre outras atividades. O grupo responsável é formado por membros do Lions Clube, em parceria com a Casa da Amizade e o Rotary Club local. Segundo a presidente do Lions na cidade, Eliane Abreu, a iniciativa visa conscientizar as mulheres de que o câncer de mama tem cura e deve receber atenção. “Os índices desses casos tem aumentado e a melhor maneira de driblar esse problema é conscientizar de que quanto antes a doença é descoberta, maiores as chances de cura”, lembrou.
Ela ainda disse que todas as pessoas, incluindo os homens, estão convidadas para participar das atividades do Outubro Rosa. “Pedimos para que todos usem uma roupa rosa ou um laço nesta cor para representar a luta contra o câncer de mama”, destacou, lembrando ainda que é direito de toda mulher ter tratamento para a doença a partir do sistema público de saúde.

Segundo ela, amanhã, 21, às 20h, em frente ao Teatro Municipal, haverá uma cerimônia de encerramento da série de eventos. “Mas isso não significa que vamos parar nosso trabalho.

Continuaremos recebendo convites para palestras e visitas. Quem quiser, basta nos contatar através do telefone (0**32) 3371-2866”, explicou.

Fonte: Gazeta de São João del-Rei . 20/10/2012

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