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Cuidados ao usar o serviço de moto-táxi

Os moto-táxi viraram um meio de transporte comum e muito requisitado em cidades como São João del-Rei. Seu preço e rapidez fazem com que a maioria das pessoas prefira optar por esse transporte. Porém, a satisfação do usuário não é completamente garantida. Muitas pessoas reclamam sobre o serviço, a falta de confiança nos motoqueiros e o abuso dos preços.
Nessa situação se encontrou a jornalista Maria de Lourdes Lara Belo, que passou por uma situação nada agradável ao utilizar o serviço de moto-táxi. Procurou uma empresa faltando 10 minutos para meia noite de 3 de junho e quando chegou a seu destino o moto taxista cobrou R$6 pela corrida, ou seja, o dobro do normal.  A jornalista, que se sentiu lesada, pois andou uma curta distância e o horário ainda não permitia que o preço fosse dobrado, questionou  o fato, mas o rapaz simplesmente pegou o dinheiro (R$5) e falou que podia ficar por isso mesmo e foi embora.  Para ela, “esse tipo de atitude depõe contra a classe, prejudicando o trabalho de quem realmente é correto com os usuários do serviço”.
A estudante Mariana de Souza Ferreira também diz passar por constantes situações desagradáveis envolvendo moto-táxis. Os estudantes formam uma grande parcela e usuários do serviço, mas, como Mariana, nem sempre satisfeitos. Segundo ela, o capacete geralmente tem um cheiro ruim e a maioria corre demais, porém diz nunca ter tido maiores problemas com a cobrança do preço. A velocidade das motos é uma preocupação corriqueira para as pessoas que utilizam o serviço e, segundo os representantes das cooperativas da classe, a saída é pedir para irem mais devagar.
Os moto-taxistas, por outro lado, afirmam que as pessoas confiam demais e se esquecem de pensar em sua própria segurança. “As pessoas não podem confiar tanto. Precisam anotar a placa da moto”, diz Éderson Assis, presidente de uma cooperativa de moto-táxi e moto-taxista há 15 anos. As orientações passadas pelos funcionários são basicamente essas: anotar a placa e o nome da empresa e perguntar o nome do moto-taxista. Sobre o preço, afirmam que é fixo e qualquer mudança feita pelo funcionário não é correta. “A corrida é R$3 até meia noite. De meia noite às 6 horas, o preço é dobrado. Só é maior o preço em casos de longas distâncias. Caso alguém cobre mais, a pessoa pode ligar e reclamar”, afirma Éderson. “Se a pessoa se sentir lesada com o preço, tem que ligar e reclamar mesmo. As pessoas trabalham como a gente. O moto-taxista será punido”, diz Geraldo Domingos, que trabalha na área há quatro anos.
Por outro lado, os moto-taxistas também fazem queixas se os usuários e o trânsito. Dizem que se alguém liga para uma empresa solicitando um moto-taxi, ela deve esperar por esse que chamou. “As pessoas ligam pra cá, mas se passar outros moto-táxis elas pegam. Isto está errado”, afirma Éderson e outros funcionários de sua empresa. Elas alertam para que, caso isso aconteça e o moto-taxista que não foi solicitado cobrar a mais, a empresa solicitada não toma nenhuma responsabilidade para si. “Existem muitas companhias com coletes de cor igual, fica difícil identificar”, justifica Éderson de Assis. Outra queixa constante é sobre o trânsito. Reclama que os veículos maiores e os próprios pedestres não respeitam as motos e, com isso, os acidentes ficam mais recorrentes.

Fonte: Folha das Vertentes, 2ª quinzena de junho de 2011 


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