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Agenda Cultural

Coral Lírico de Minas Gerais - abertura da temporada 2010

Data

30/03/2010

Hora

20h30

Cidade

SJDR

Local

Grande Teatro do Palácio das Artes

Descrição

O Coral Lírico de Minas Gerais, que há mais de três décadas leva ao público de todo o país o melhor do canto lírico, abre a sua temporada de concertos de 2010 na próxima terça-feira, dia 30 de março. O grupo se apresenta às 20h30, no Grande Teatro do Palácio das Artes, com ingressos a preços acessíveis: R$ 10,00 (Plateia I e II) e R$ 5,00 (Plateia Superior), com meia entrada conforme a lei.

Neste concerto, o Coral apresenta o seu novo maestro titular - Lincoln Andrade - e executa um programa que mescla canções folclóricas do húngaro Béla Bartók com as composições românticas do austríaco Anton Bruckner. Os coralistas também apresentam clássicos do compositor italiano Mario Castelnuovo-Tedesco, que tem entre suas influências a poesia contundente de Federico García Lorca, e do compositor britânico Michael Tippett. O concerto terá ainda a participação dos solistas Lilian Assumpção (soprano), Enancy Gomes (contralto), Wellington Vilaça (tenor), Israel Balabram (baixo) e dos instrumentistas Celso Faria (violão), Gustavo do Carmo (piano), Marcos Flávio (trombone), Alaécio Martins (trombone) e Leonardo Brasilino (trombone).

 

 Coral Lrico de Minas
Gerais2010_credito Paulo Lacerda4.jpg

B. BARTÓK (1881 – 1945)

Four Slovak Folksongs
As canções folclóricas, assim como os mitos, são verdadeiros sonhos públicos. São músicas que surgem espontaneamente, mais como parte de uma paisagem cultural, menos como uma construção artística. Assim, compositores eruditos, através dos tempos, têm aproveitado essas fontes anônimas, às vezes até inconscientemente. Com o surgimento do nacionalismo, a música folclórica ganhou status e os compositores passaram a preservar tais fontes, em uma luta travada contra o desaparecimento de culturas remotas. Ainda um jovem compositor, o húngaro Béla Bartók começou a investigar a música folclórica na Europa. As expedições de campo para a coleta de material geraram um catálogo autêntico e ajudaram a lançar as bases para a ciência emergente da etnomusicologia. Em 1917, Bartók organizou as melodias dessas quatro canções para vozes mistas e piano, mostrando o típico ritmo sincopado, a melodia modal e a fascinante cultura musical impregnada de elementos húngaros, eslovacos e romenos. O contraste da melodia melancólica e evocativa da primeira canção, que relata um casamento infeliz, contrasta com os prazeres simples exaltados nas outras três.
- Wedding song from Poniky
- Song of the Hayharvesters from Hiadel
- Dancing song from Medzibrod
- Dancing song from Poniky
Gustavo do Carmo, piano

M. CASTELNUOVO – TEDESCO (1895 – 1968)
Romancero Gitano, op. 152
Em Romancero Gitano, opus 152, escrito em Los Angeles em 1951, a poesia contundente de Federico García Lorca inspira o compositor italiano Mario Castelnuovo-Tedesco a criar uma obra de forte poder emocional, refinada e rica em detalhes. Este ciclo de sete movimentos pode ser facilmente considerado como um concerto para violão, com acompanhamento coral e solos vocais ocasionais que funcionam como solos instrumentais, em formato de um concerto tradicional. A preocupação de Castelnuovo-Tedesco em ajustar o texto de Garcia Lorca é notável em toda a obra, porque cada imagem sugerida pelas palavras é trazida à vida através das notas musicais: o violão imita o fluxo sinuoso de um rio; o rasgueado do flamengo aquece a atmosfera musical; a lâmina afiada do punhal rasga o coração; o lento gotejar da água do deserto sacia a sede; a procissão alegre e flutuante enfatiza a religiosidade; o tango obriga uma reflexão sensual sobre a morte e, ao final, o bater das castanholas fortalece o ritmo. Romancero Gitano é uma obra fantástica do repertório coral e, ao mesmo tempo, uma força indiscutível na literatura para o violão.

- Baladilla de los Tres Rios
- La guitarra
- Puñal
- Processión
- Memento
- Baile
- Crotalo
Celso Faria, violão

INTERVALO
M. TIPPETT (1905 – 1998)
Five Negro Spirituals
Oratório “A child of our time”
A Child of Our Time, de Michael Tippett, é provavelmente a obra mais celebrada desse compositor britânico, baseada nos formatos do Messias de Handel e das Paixões de Bach. O início da II Grande Guerra Mundial e, particularmente, o episódio conhecido como a “Noite dos Cristais”, protagonizado por soldados alemães nazistas em perseguição violenta a trabalhadores judeus, inspiraram o compositor a escrever o oratório A Child of our Time (Uma Criança do Nosso Tempo). Tippett enriqueceu a obra com Spirituals, usando-os como perfeitos equivalentes modernos aos corais de Bach. A inserção desses Spirituals, cantados por coro misto, com divisi e quarteto solista a cappella, ofereceu como resultado uma exultante afirmação de compaixão e fraternidade contra todas as divisões de raça ou religião. Fazem parte dessa coletânea os seguintes Spirituals: Steal away, Nobody knows, Go down, Moses, By and by e Deep River.

- Steal away
- Nobody knows
- Go down Moses
- By and by
- Deep river

Solistas
Lilian Assumpção, soprano
Enancy Gomes, contralto
Wellington Vilaça, tenor
Israel Balabram, baixo

A. BRUCKNER (1824 – 1896)
Dois Motetos Sacros
Anton Bruckner, nascido em Ansfelden, na Áustria, era conhecido por sua humildade e por ser um compositor temente a Deus. Um ano depois da morte de sua mãe, fato que o marcou profundamente, ele foi apontado como mestre de capela do mosteiro de São Floriano, em Linz. Pouco depois, Bruckner terminou seus estudos teóricos com Otto Kitzler e escreveu alguns trabalhos vocais para execução imediata. Esses trabalhos refletem um compositor romântico, mas ainda influenciado pelos dogmas religiosos e modais do Movimento Ceciliano, surgido após a publicação da bula papal, que obrigava os compositores a seguirem as tradições polifônicas palestrinianas, quando escrevessem música para ser executada nas igrejas. Afferentur regi e Ecce Sacerdos magnus são motetos desse período e refletem a preocupação do compositor em associar o texto à música. Ambos os motetos foram escritos para coro misto, com divisi e três trombones, e o segundo utiliza, ainda, o acompanhamento de órgão. Afferentur regi é um moteto para ser executado em casamentos e Ecce Sacerdos magnus pode ser usado triunfalmente na ordenação de padres e bispos.

- Afferentur Regi
- Ecce sacerdos magnum

Trombones
Marcos Flávio
Alaécio Martins
Leonardo Brasilino
Gustavo do Carmo, órgão

Local: Grande Teatro do Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro)
Valor: Plateia I e II: R$ 10,00 / Plateia Superior: R$ 5,00
(meia-entrada conforme a lei)
Assessoria de imprensa: 3236-7378 / 7379
Informações: 3236-7400 / www.fcs.mg.gov.br
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