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John Somers . Arte e tradição do estanho em São João del-Rei

Entrevistado por Lucinha Guimarães
Registro videográfico: Alzira Agostini Haddad
Local: residência de John Somers, Ritápolis, Minas Gerais
Museu da Pessoa . Inverno Cultural São João del Rei . setembro de 1999
 
Meu nome é John Somers; nasci na Inglaterra em 30 de março 1930 Minha família tinha uma indústria de forjas pesadas, na cidade de Halesowen, perto de Birmingham, mas nunca trabalhei na firma. Entrei com 18 anos no exército britânico, onde servi por oito anos. A minha última colocação foi na área de "Inteligência" que, como sempre nos exércitos do mundo, tem muito pouco a ver com inteligência.
Em 1954 casei -me com uma moça inglesa nascida no Brasil. Depois de muito pouca convivência com militares, ela queria voltar para o Brasil e, em 1956, eu vim também. Morava no Rio, quando ainda era a capital do país. Morei primeiro em Lagoinha, Santa Teresa, e trabalhei seis anos em empregos na cidade até sentir que já entendia um pouco do Brasil e do português.
Na minha atividade na Inglaterra tinha aprendido tcheco e em conseqüência tive muitos amigos tchecos, quando cheguei ao Brasil. Um deles viajava no interior vendendo brocas de aço para mineradores. Eu sugeri que ele procurasse alguns antiquários naquela tal das Minas; não eram lá as cidades de ouro do século XVIII? Dito feito; ele trouxe umas fotos do depósito do grande 'caballero' galhego Venerando Garcia. Na mesma noite viajei para São João del-Rei e, no dia seguinte, comprei uma grande quantidade de antiguidades, de uma só vez, do Venerando. Passei todo meu tempo livre no porão da casa, em Santa Teresa, durante dois anos, arrumando e classificando a minha compra. Nada como empatar o capital da gente para nos ensinar um assunto novo. No fim de dois anos eu sabia muito do passado do Brasil. Em 1960 tive oportunidade de alugar uma casa no Largo do Boticário, e resolvi montar um antiquário nela.
Passamos uns anos de alegria na vida semiboêmia de antiquário. A loja alcançou um certo succés d'estime, mas percebi, depois de certo tempo, que as antiguidades de Minas estavam escasseando. No começo chegava um caminhão por semana para comprar; depois por mês, depois de seis em seis meses e, no final, um por ano. Eu tinha montado uma oficina de conserto em São João del-Rei, empregando três excelentes marceneiros; acrescentei ferreiros para fazer ferragens para os móveis. O povo era muito habilidoso, e tinha muita vontade de aprender, trabalhar. Aprendemos todos juntos. Minha teoria era sempre a de trazer o móvel para o seu estado original. Pouco me interessava o giro rápido. O móvel mineiro era muito bonito, embora hoje seja muito raro encontrar uma peça boa no seu local de origem. Mesmo naquele tempo era raro encontrar no seu estado original. Móveis do estilo Dom Joào V eu não encontrei; já tinham sido todos vendidos, mas pouco me importava, porque preferi o estilo mais genuinamente mineiro, de linhas retas.
Minhas experiências como antiquário eram formativas na minha vida futura. Porque uma pessoa se apaixona pelo passado é um mistério. Mecanismo de fuga? Mais misterioso ainda é porque uma pessoa, eu no caso, chega a se apaixonar pelo passado de um povo ou de um país que não o seu. Uma possível explicação é que o Brasil que eu vi nos anos 60, era como um laboratório vivo de fatos já esquecidos na Europa. Brasil é um país luso, por mais que alguns exaltados se declarem "tropicalistas", e sendo luso, preserva detalhes herdados dos Mouros, dos Romanos, e dos pré-romanos Brigantes e Lusitani. O carro de boi, até hoje com rodas maciças, era feito pelos Lusitani. A prata no Brasil não é tratada com capricho, polida e guardada em panos quando fora de uso. Ela era um metal utilitário, e para ser limpa era esfregada com areia e limão, como faziam os Romanos, e em pouco tempo reduzida a um objeto fosco, sem brilho. Muitas vezes pratas chegavam a ser pintadas de branco, para evitar o trabalho de limpá-las. Lembro-me de móveis com puxadores de prata e castiçais de estanho, pintados de branco. Motivo maior que a preguiça era que não havia material para limpar metais no interior.Vamos citar outros exemplos do passado remoto, que ainda estavam vivas em 1960:
· o uso de cadeiras de parto, com buraco no meio, um método que já está sendo proposto de novo.
· A fabricação de arame manualmente, para fazer "jóias", hoje denominado bijuteria, pelo mesmo processo descrito por Theophilus, c. 1140
· Isolamento das fazendas do resto do mundo europeu ou metropolitano: os relógios, às vezes, tinham instruções em português arcaico de como acertá-los, caso estivesem parados, pelo movimento do sol. A fazenda podia ter um marceneiro/carapina, capaz de fazer da cabeça, sem nenhum exemplo impresso, móveis simples, mas de grande beleza. Mas se a fazenda não tinha um ferreiro, o móvel ficava sem puxadores para as gavetas. Tais móveis, às vezes, passavam de século em século, até nossos dias, sem puxadores, ou talvez esperavam 50 ou 100 anos para serem depois completados com puxadores ou fechaduras. Este estado de coisas perdurou até o final do século XIX. A prova disso está nos talheres fundidos na própria fazenda, em prata baixa, muito baixa, usando modelos franceses ou ingleses daquela data. Uma das antiguidades mais comuns eram as "caixas" de fundição para fundir colheres e garfos, e outros maiores para fundir estribos. Eu me lembro de ter visto fazendeiros chegando à cidade para depositar dinheiro no banco, usando ternos desbotados, feitos de algodão da fazenda, andando descalços, e carregando o dinheiro em sacos de algodão.
· O conceito 'fazenda', uma unidade econômica autárquica, como as villae imperii do tempo de Charlemagne. Os construtores das fazendas desenhavam uma construçao que externamente tinha a aparência de uma casa. Ao entrar na casa, porém, encontravam-se cômodos grandes ocupadas como depósitos de arroz, café, feijão, ou salas usadas para a produção de selaria, bridões, ou estribos, ou salas para fiar e tecer as roupas da família. Kubitschek queria levar estradas e automóveis para o interior para abrir o Brasil, mas o resultado era o de fazer o dinheiro, penosamente carregado em sacos para os bancos, fluir para São Paulo e as Arábias.
· Na casa do meu primo, fazendeiro no País de Gales, tinha um retrete muito sociável, levantado em cima de um riacho, com dois lugares, lado a lado, mas há muitos anos em desuso. Vi um igual na Bavária, mas ainda em uso, em 1950. Em Ouro Preto vi um dia uma casa sendo remodelada, modernizada. Um dos pedaços da sucata saídos da casa era um pranchão com três lugares.
· Instrumentos musicais eram raros, provavelmente pela sua delicadeza e fragilidade, mas eu me lembro de um contrabaixo feito de folha de flandres galvanizado (Durante algum tempo tive uma secretária, de cor, descendente de uma longa estirpe de luteiros). Claro que também havia centenas de Stradivarius, daqueles da Bohemia.
· Lembro-me de descobrir no meio das ferragens do Sr. Venerando uma lâmpada, ou castiçal, de ferro da Alemanha, c. 1450. Como, em Minas Gerais de 1700? Lembro-me de uma pinça de três dedos que joguei fora, achando que era uma bugiganga moderna de pegar gelo ou azeitonas. Muitos anos depois percebi que era utensílio raríssimo de cirurgião, para retirar bala redonda de ferido.
· As armas da milícia do interior eram muito diversificadas. Lembro-me de uma espada com cabo ajeitado, que levava a inscrição Henrique, Espadero del Rey en Colonia, que presumivelmente era usada contra os holandeses na sua guerra de independência do século XV. Quando usada em Minas, ja tinha 200 anos. A frase "sair pela culatra" é expressiva: ninguém sabia melhor do que o coitado do dono de uma espingarda que vi, da qual a culatra tinha explodido na cara do atirador.
· Quando faltavam rendas para cobrir as janelas, pintavam-se os vidros usando bonitos moldes de madeira. Já tive um molde similar, cuja única explicação era de decorar as ruas na Semana Santa com pétalas de flores.
· Fechaduras e segredos eram uma preocupação permanente dos que tinham algo a esconder. Eu possuía um armário que tinha sido assaltado com ferramentas pesadas na moldura de cima, curvada, muita bonita. Presumivelmente o pai morreu sem contar para os filhos o segredo. O segredo era uma gaveta escondida na moldura de baixo. Um dia alguém chegou na porta da minha oficina e me ofereceu uma bonitinha caixa, ou estojo, mas faltando a fechadura. A marca da fechadura era como tivesse sido recortada, não um simples retângulo. Comprei, e fui olhar nas minhas ferragens se não tinha uma fechadura do tamanho certo. Achei, e era a fechadura original da caixa.
Mas, ao mesmo tempo em que existiam tais remanescências primitivas, existiam também fazendas do princípio do século XVIII pintadas, por fora e por dentro, com cores e pinturas de enorme charme e graça. Lembro-me de uma fazenda da qual a ermida tinha sido decorada, e a padroeira esculpida pelo Aleijadinho. Lembro-me de outra fazenda da qual a mesa de jantar era tão grande que foi feita dentro da sala. Anos depois um amigo me contou que ele nasceu naquela fazenda. Lembro-me de um armário, reduzido a um esqueleto, sem portas, sem gavetas, cujo desenho nunca tinha visto. Era de madeira brasileira, mas não desta região. Desconfio que foi feito em Portugal de madeiras brasileiras importadas, e trazido ao Brasil. Anos depois descobri que o tipo era comum na região do Porto, em Portugal. Lembro-me de uma forma de espelho de fechadura, e também chapa de puxador, que era de latão estampado mas com um vazão no centro. Mais tarde descobri que esses puxadores eram ingleses, do séc. XVIII e que tinham pinturas de esmalte de Battersea no centro. Os centros tinham sido roubados para enfeitar escravas.
Enquanto isso, a oficina expandiu para incluir o conserto de cobre e latão, a maior parte do qual comprei na Inglaterra. Sempre reparei que destas compras o estanho se vendia primeiro, e a idéia me ocorreu de comprar estanho novo na Europa para revender no Brasil. Mas não havia na Europa um único fabricante que produzia estanho nos estilos antigos e de uma qualidade cabível com a qualidade dos meus móveis mineiros. Pensei em fabricar. Custaram seis meses de leitura nos poucos livros que ainda existiam na época sobre o assunto. Consegui parcas informações, à razão de um fato por livro.
Finalmente peguei coragem e começamos a experimentar, com artigos simples como pratos e copos. Na época eu tinha um operário, Carlos Adilson, ferreiro genial, que resolvia qualquer problema, entendia tudo que eu queria, entendia de eletricidade, torno, fundição, cobre, latão, ferro, polimento, solda, o que fosse. Aí resolvi tentar algo mais ambicioso. Em 1968, a Igreja do Rosário de Tiradentes funcionava como museu. Vi lá três castiçais barrocos. Não tenho muita sorte com padres católicos, e pedi a Carlos, o mecânico, e a mais um, que era maravilhoso em desenho, apesar de nunca ter tido aulas de desenho industrial, para conseguirem do pároco o empréstimo dos castiçais para copiar. Em troca, prometi o primeiro par que conseguíssemos fazer para o padre. A experiência foi um sucesso; mas imaginem minha decepção ao saber que, no mesmo dia que entregamos, o padre enfiou os castiçais debaixo do braço e saiu batendo de porta em porta em Tiradentes tentando vendê-los.
Com uma colecão de fotos da nossa produção, de não mais de sete ou dez peças, incluindo os castiçais, fui para Inglaterra para procurar uma firma com quem poderia nos associar. Eles ficaram muito impressionados com a foto dos castiçais, e começamos a conversar. Nos intervalos das conversas, andei aprendendo na oficina deles. No fim de três semanas, a proposta deles não era viável; mas eu ja tinha aprendido tudo que nos faltava.
Este grande homem, Carlos, depois brigou à toa comigo por causa de uma ferramentinha que estava faltando, saiu da firma e, no dia seguinte, abriu sua própria fábrica, completamente montada! Foi uma grande perda para a artesania de São João del-Rei quando ele sofreu um acidente que o deixou incapacitado de trabalhar.
Em 1970 separei da minha primeira mulher, que morreu em !974. Nosso filho Gregory mora em São João perto de nós, com sua esposa e dois filhos lindos.
Ao longo dos anos colecionei estanhos antigos, principalmente de estanhos que já existiam no Brasil, mas também de estanhos comprados na Europa. Cada leva de imigrantes trazia seus pertences; refugiados do Hitler trouxeram estanhos de Alemanha; Pieds-noires de Algéria traziam franceses, húngaros de 1956 traziam de países que hoje se chamam Slovakia, Hungria, Romênia. Eu comprava quando eram de qualidade ou tipos interessantes. Trazia também de Portugal. Como nossa casa estava ficando cheia demais, abri um museu, um dos dois únicos museus do mundo dedicado ao estanho. O museu foi inaugurado uma segunda vez pelo saudoso e amado são-joanense Tancredo Neves. De lá para cá abriu-se mais um museu, do grande colecionador escocês e nosso amigo Alex Neish, que formou sua coleção quando morava no Brasil, e doou-a justamente para Stratford-on-Avon, onde eu morava até vir para o Brasil.
A finalidade do nosso museu era primeiro de estabelecer critérios de qualidade para nós, ou seja, para mim e para os empregados; segundo, de demonstrar ao público que a qualidade do nosso produto não era em nada inferior aos antigos, e terceiro, de inspirar-nos com desenhos para copiar. De fato este último foi o mais fraco dos motivos. Poucos objetos de mesa dos séculos XVII e XVIII têm alguma finalidade numa mesa moderna. A coleção produzida pela fábrica obedecia uma linha estilística única, orientada por uma só pessoa, que era eu, enquanto o museu era composto de artigos sem relação entre um e outro. Hoje a firma está em outras mãos, auto-entitulados profissionais, e não sei quais os critérios que os orientam. Ouvi dizer que sua equipe não inclui nenhum entendido no assunto de história do estanho
Uma quarta finalidade do museu era a de demonstrar aos visitantes que estanho formava uma parte importante do dia-a-dia do Brasil no passado. Poucos sabem que no Brasil Colonial se fabricava estanho. Os inventários guardados no Museu Regional do Patrimônio de São João del-Rei incluem muitas menções ao estanho, e sempre em primeiro lugar, na parte que relaciona Bens Móveis.
Em 1972 casei -me com uma bela mineira Betinha, de quem muitos amigos e fregueses lembram-se, dos anos bons da firma. Betinha e eu temos mais duas filhas, com a ajuda das quais temos uma neta e mais um netinho, também lindos. Mantemos na nossa casa da foto, uma pousada onde se combinam toda a beleza do estilo colonial, com o conforto e cozinha no melhor estilo anglo-mineiro.
Já desligado do estanho, latão é agora o metal que me interessa. Como antiquário eu comprava muito latão em Portugal e Espanha. Mas nunca descobri notícia de nenhuma fabricação de latão em Portugal. Os dois, Espanha e Portugal, têm grandes quantidades de latão antigo. Em um antiquário em Lisboa, por exemplo, você encontra meia dúzia de objetos do século XV, e dúzias dos séc. XVII e XVIII. Em outro, mais de 70 candieiros do séc XVIII. Estou atualmente escrevendo um livro da história de bronze e do latão na Ibéria. Não existe ainda nenhum livro sobre o assunto. Existem, sim, na Alemanha, Holanda, Inglaterra, mas justamente dos dois países com o maior acervo, nada. Minhas pesquisas estão revelando aspectos econômicos do período completamente desconhecidos no métier. Por exemplo, Al Andalus exportava latão em folha para toda a Europa, Marrocos e Egito por, no mínimo, 300 anos. Muitos dos turíbulos ditos dos séc XIV e XV são na realidade 200 ou até 400 anos mais antigos. O livro, originalmente, planejado para ter um só volume de 300 páginas, cobrindo do ano 711 até 1900, já está com 400 páginas prontas, somente de 711 até 1090, que é justamente o período mais interessante, e com maior número de peças sobreexistentes. Mais dois volumes serão necessários para chegar ao término. Idealmente ainda me falta visitar museus em Cairo, Marrocos e mais uma dúzia de outros museus importantes na Europa. Os problemas maiores são, como sempre, dinheiro e tempo, já que, como acontece com a maioria de nós, eu também sou mortal.

Entrevista: Gregory Somers

Quem é Gregory Somers:
Eu, Gregory Somers, trabalhei muitos anos com meu pai. Estudei na Inglaterra e minha formação sempre foi no ramo de arte e cultura. Desde 2002, junto com minha esposa Cida Somers, introduzi a nova cara do estanho e somos proprietários da Design by Gregory Somers. Tenho o direito de dizer que esta é a única empresa da família Somers, por ser o único Somers a trabalhar com estanho.

A família Somers:
Meu pai, John Somers, foi o precursor da indústria de estanho – Pewter no Brasil, inciando a sua produção em 1968. Ainda existe uma empresa chamada John Somers, que já não pertence a nenhum membro da família Somers. Continuamos, como pai e filho, grandes amigos. John está aposentado e se dedica mais a leitura e estudos, cuidando de sua saúde.
O que é o estanho:
O estanho que usamos é uma liga. Contém mais de 90% de estanho ligado a outros metais que dão o metal bonito e gostoso de trabalhar. O estanho é um metal nobre, o que justifica seu preço.

O que é Pewter:
Pewter é a palavra em Inglês dada para a liga de estanho. Atualmente existe uma liga incorretamente chamada de Pewter, que nada mais é do que o Alumínio. Esta nomenclatura veio de um comércio Norte Americano que foi criado na década de 80 onde uma grande quantidade de material foi fundida no México. Este Alumínio foi colocado à venda no mercado Americano concorrendo com os verdadeiros produtores de Pewter (estanho).

Qual é a sua perspectiva sobre o estanho:
O estanho (Pewter) tem um futuro maravilhoso, mesmo a linha tradicional. A beleza do metal o manterá na vanguarda, mesmo com a mudança de gosto. A minha visão é mudar lentamente para a área de Design, pois assim eu estarei sempre a frente com idéias novas, aproveitando os materiais que a natureza pode nos entregar. Esta direção complementa a minha curiosidade artística e me dará sempre novos desafios.

Mais informações
Design by Gregory Somers . Imagens
John Somers foi homenageado pela Atitude Cultural no evento Fim de Ano e Férias Cultural


Gregory, Beth e Joana Somers, respectivamente filho, esposa, filha e netos de John Somers.




A família recebe a homenagem de Alzira Agostini Haddad
Fotos: Jairo Vieira

Mais Homenageados . Atitude Cultural


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