Agenda Cultural - Evento

Seminário de Ofícios: Saberes e Fazeres – do tradicional ao contemporâneo: palestras, exposições, oficinas

Data
06 Nov 2012  
Cidade
Ouro Preto  
Local
FAOP  
Mais informações
Apresentação

O Seminário de Ofícios: Saberes e Fazeres – do tradicional ao contemporâneo é uma ação promovida pela Fundação de Arte de Ouro Preto a fim de valorizar, divulgar e resgatar diversos tipos de ofícios. Com isso, a Faop cumpre a missão institucional de valorizar a arte em todas as suas dimensões e incentivar a preservação do patrimônio cultural.
 
O repasse cuidadoso de saberes e fazeres por meio de vivências junto aos mestres, detentores do saber tradicional, possibilita o resgate de parte de nossa história. A riqueza guardada é incomensurável e a necessidade de buscá-la, imprescindível.
 
A preservação – seja de um patrimônio material, como de um conhecimento – não deve ser focada apenas no temor de perder, mas na valorização da vivência atual de nossos saberes e fazeres tradicionais. Com isso, o Seminário de Ofícios é um espaço privilegiado do pensar, do ensinar e do fazer os ofícios tradicionais na contemporaneidade. A ideia é resgatar e divulgar as tradições e, ainda, valorizar novos saberes e fazeres. 
 
Objetivo
Valorizar e transmitir ofícios com ênfase no patrimônio cultural (seja ele material ou imaterial), no que tange o modo de fazer, bem como a transmissão desse conhecimento. 
 
Público-alvo
Profissionais da construção civil, restauradores, artesãos, designers, artistas plásticos e demais interessados nos saberes e fazeres tradicionais.

PROGRAMAÇÃO
05/11

14h às 18h – Credenciamento
Local: Biblioteca Murilo Rubião – Casa Bernardo Guimarães. 
Rua Alvarenga, 794, Bairro Cabeças

18h - Conferência de Abertura
Local: Casa Bernardo Guimarães
Rua Alvarenga, 794, Bairro Cabeças

Empreendedorismo social - Fátima Tropia
Fátima Trópia é graduada em administração de empresas na Universidade Federal de Viçosa e mestre em Gestão em Turismo e Hospitalidade na UNA | Belo Horizonte - MG e UIB | Espanha. Gestora Cultural e Consultora na área de Cultura  e Turismo, foi  Superintendente de Interiorização da Cultura na Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e responsável pela implantação do programa Criativa Birô no Estado de Minas Gerais, um programa da  Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura. Hoje ocupa o cargo de analista técnica no SEBRAE Minas.

06/11
Exposição
Ser nobre é ter identidade: Patrimônio . Tiradentes, Ouro Preto e São João del-Rei
Abertura: 06 de novembro de 2012
Horário: 9h
Local: Núcleo de Ofícios | FAOP . Rua Dom Helvécio, n° 428 - Cabeças

Tiradentes, Ouro Preto e São Joâo de-Rei são retratadas em exposição
 
A Fundação de Arte Ouro Preto | Faop recebe, durante o Seminário de Ofícios, a mostra “Ser nobre é ter identidade: Patrimônio Tiradentes, Ouro Preto e São João del Rei”. A abertura da exposição será no dia 6 de novembro, às 9h, no Núcleo de Ofícios da Faop (Rua Dom Helvécio, nº 428, Cabeças). O trabalho permanecerá exposto até o dia 10.
 
“Ser nobre é ter identidade” permeia sobre o patrimônio e a história de três importantes cidades mineiras que fazem parte da Estrada Real. Confidentes e revolucionárias nas decisões político-culturais do país, Tiradentes, Ouro Preto e São João del Rei são retratadas em painéis fotográficos que revelam seus aspectos naturais, arquitetônicos, artísticos e culturais. O ouro, as montanhas, as praças, a gastronomia típica, o cotidiano, entre outras diversas características são revelados nesse projeto organizado pela pesquisadora Alzira Agostini Haddad.
 
Confira a Galeria virtual da exposição.
OFICINAS

6 a 9 de novembro | 2012
Carga Horária: Total: 12 horas | Diária: 3 horas
Local: Núcleo de Ofícios | FAOP . Rua Dom Helvécio, n° 428 - Cabeças
 
OBJETOS EM FLANDRES: FUNILARIA
Horário: 9h às 12h
Número vagas: 15 
Público-alvo: Artesãos, estudantes, agentes culturais, artistas plásticos, e demais pessoas interessadas.
Pré-requisitos do aluno: Idade mínima (13 anos), ter interesse em aprender o ofício para repasse futuro, trabalhar na área, entender os processos e significados desse trabalho como herança cultural e histórica.
Resumo: O curso terá como conteúdo o ensino “passo a passo” da elaboração de peças em flandres: vários objetos utilitários do acervo de conhecimento do mestre. Será dividido em dois blocos: o primeiro ensinará como fazer as peças: base – folhas de flandres. O segundo bloco abrange a montagem pelos alunos participantes de uma peça, cada um, segundo seu interesse pessoal. As peças em flandres remontam a um fazer antigo muito tradicional nas pequenas cidades e no meio rural dos vários recantos territoriais do Brasil.   Este conhecimento teve presença forte na utilização diária, assim como nas formas de tradição e história dos vários recantos rurais do Brasil e das muitas cidades do interior de Minas Gerais. Confeccionar utilitários em flandres – funilaria, foi algo que teve seu apogeu no uso e costumes dos povos agrários nos séculos XVIII, XIX e XX. Uma tradição que remonta a colonização do Brasil e por diversos territórios nacionais este ofício hoje se apresenta como um fazer raro, conhecimento de poucos mestres e que corre riscos sérios de extinção.  
Objetivos: Realizar oficina de sensibilização privilegiando o tema “Objetos em Flandres: Funilaria” e ter como ministrante das aulas o mestre que participou de uma das versões do projeto “Resgate Cultural” executado pela Fundação de Arte de Ouro Preto – FAOP – 6ª Edição: Resgate Cultural dos Vales do São Francisco e Jequitinhonha/2005. Irá promover o repasse de conhecimentos especiais e únicos, saberes e fazeres de pessoas a que chamamos mestres/as, que passaram toda uma vida na execução de trabalho específico - detentores de sabedorias e experiências voltadas para preservação da cultura e de valores herdados de seus ancestrais.  

Ministrante: Irênio de Souza Santana

EMPALHAMENTO DE CADEIRAS
Horário: 9h ás 12h
Número de vagas: 15
Material do(a) Aluno(a): não é necessário.
Resumo: A arte de empalhar móveis é um ofício tradicional que consiste em entrelaçar fios de palha naturais ou sintéticos para formar assentos ou encostos. 
Objetivos: Ensinar o ofício tradicional de empalhamento de móveis e resgatar esse saber.
Ministrante: Celmar Ataídes

USAR E RECICLAR – ARTESANATO SUSTENTÁVEL
Horários: 9h às 12h  e 18h às 21h
Público Alvo: Pessoas com interesse em artesanato e reciclagem.
Numero de vagas: 15 

Material do aluno(a): 9h - 1 caixa de leite itambé vazia, lavada e seca; 1 pano branco tipo saco e um copo de vidro para uso durante a aula.
18h- um objeto de madeira (de preferência uma banqueta) para a técnica de colagem.
Pré-requisitos dos alunos: Idade mínima (15 anos) e habilidade motora para uso de tesoura e pincéis.
Resumo: 9h - Oficina de reciclagem utilizando técnica de forração com tecidos para transformar embalagem cartonada de leite Tetra Pak em carteira feminina e bandeja de isopor em bandeja decorativa para usos diversos. 
18h - Oficina de reciclagem utilizando técnica de colagem e decoupagem com xerox de fotos em papel para transformação de embalagem de vidros e banquetas em novos objetos de decoração.
Objetivos: Conscientização dos participantes das oficinas sobre o reaproveitamento de materiais descartáveis na transformação de novos objetos de maneira sustentável. As inúmeras e diferentes possibilidades da reciclagem de materiais que usamos em nossa vida diária como expressão de criatividade e fonte de renda.
Ministrante: Aretuza Rabello Garibaldi - blog



PATOLOGIAS EM EDIFICAÇÕES DE VALOR CULTURAL 
Horário: 9h às 12h
Público alvo: Profissionais e alunos que atuam nas áreas de Arquitetura, Engenharia, Conservação e Restauro, Patrimônio Edificado e áreas afins.
 
Pré-requisito dos alunos: Idade mínima (16 anos) 
Número de vagas: 15
Material do aluno: Sugerimos aos alunos que disponibilizem equipamentos eletrônicos como (máquina fotográfica e computador portátil) para o registro das atividades. OBS: Os trabalhos serão realizados em grupo e caso o aluno não possua os equipamentos citados, isso não será um impedimento para realização da oficina.
Resumo: O curso auxiliará na compreensão e execução de um registro técnico patológico da edificação a partir do conhecimento da sua tipologia, técnicas construtivas e materiais empregados na sua construção, o que auxiliará com mais eficácia nas análises das degradações que atingem o monumento. Contudo, será proposto criar e realizar modelos de fichas de diagnóstico técnico do estado de conservação e possíveis soluções para sanar o problema do bem.

Objetivos: Propiciar conhecimentos para uma leitura eficaz das patologias identificando a origem, a causa, o dano/agente e possíveis soluções de problemas patológicos que atingem o monumento, entendendo a ação e reações dos materiais dentro dos processos construtivos que vão do tradicional ao contemporâneo. A oficina auxiliará na criação de modelos de fichas que ajudarão nos trabalhos de intervenção em edificações de valor cultural. Serão apresentados aos alunos modelos que são exigidos ou normalmente desenvolvidos nos projetos de conservação e restauro que diferenciam através da sua relevância cultural, construtiva ou tipológica.
Ministrantes: Ronaldo de Carvalho Martins e Sérgio Norberto Costa Gonçalves

ARGAMASSAS TRADICIONAIS E TÉCNICAS DE PINTURA COM CAL E TERRA
Horário: 18h às 21h
Público Alvo: Jovens e adultos, com ou sem experiência na área, mas com interesse em conhecer essas técnicas tradicionais e seus usos artísticos.
Número de vagas: 10
Pré-requistos dos alunos: Idade mínima (15 anos)
Material do(a) Aluno(a): Papel, caneta ou lápis para anotações e utilização de roupas próprias para trabalhos (evitando sandálias, chinelos, saias e bermudas).
Resumo: Apesar de viver em uma era de materiais e técnicas construtivas avançadas, a arquitetura ainda depende de técnicas tradicionais de construção na concepção da grande maioria das obras. Porém as técnicas avançadas de construção não têm as mesmas características, facilidade e custo das tradicionais. A proposta da oficina é resgatar a importância arquitetônica e artística das argamassas e técnicas de pintura com cal e terra, mostrando que ainda são viáveis para utilização e trazem no seu bojo a sustentabilidade ambiental e a economia na arquitetura. 

Objetivos: Apresentar as técnicas tradicionais e aplicações artísticas das argamassas e de pintura com cal e terra, contextualizando as técnicas dos ofícios tradicionais com os dias atuais e apresentando os conteúdos de cal, terra, argamassas e pigmentos, bem como a forma, cor e a de utilização dos materiais, técnicas e possíveis patologias.
Ministrante: Arquiteto Rodrigo Cesar Brogna

MOSAICO
Horário: 18h às 21h
Número de vagas: 15
Pré-requisitos do aluno: Idade mínima (18 anos), interesse em aprender a fazer mosaico, habilidade e aptidão para realizar trabalhos manuais.
Resumo: O mosaico é uma forma de arte decorativa milenar, que consiste na colocação de fragmentos ou cacos sobre uma superfície. Apesar do registro mais antigo datar de 3.500 a.C, a técnica teve seu apogeu na época da greco-romana, quando foi largamente usada em pisos, murais, fontes e painéis. Após um período de relativo ostracismo, o mosaico hoje desperta grande interesse artístico, sendo cada vez mais utilizado na decoração.
Objetivos: Fornecer aos alunos as técnicas básicas para fazer o mosaico, como a utilização das ferramentas, moldes e materiais.
Ministrante: Márcio Roberth

PEQUENOS OBJETOS E ACESSÓRIOS

Horário: 18h às 21h
Vagas: 15 
Pré-Requisitos do aluno: Idade mínima (16 anos completos)
Público-alvo: varejo e atacado para pessoas interessadas
Processo criativo: as técnicas e os materiais para além do óbvio.
Material do (a) Aluno (a): tesoura e alicates, bem como retalhos e restos de aviamentos (linhas, fitas, contas e etc.) que possuam em casa.
Objetivo: Criar uma coleção de pequenos objetos/acessórios com identidade própria, fundamentada no desenvolvimento do processo criativo.
Método: Prática de situações ativas de aprendizagem, como exposições dialogadas, exercícios de criação, pesquisas de mercado, trabalhos em grupo, criação de murais e portfólio, visando ao desenvolvimento do processo criativo individual, que será a base para criação dos objetos. Possibilitará ao participante criar e produzir objetos, aplicando conhecimentos sobre matérias primas diferentes, utilizando-se de técnicas variadas, visando tendências e necessidades do mercado.
Programa: harmonia das cores: como usar as cores a favor de uma coleção, a importância da identidade visual na criação de uma coleção; materiais e matérias primas: compra e uso, mostruários, custos, preço e vendas.
Ministrante: Simone Monteiro Silvestre Fernandes

TEAR MINEIRO
Horário: 18h às 21h
Público Alvo: Pessoas interessadas em conhecer a técnica. 
Vagas: 15
Pré-requisitos dos alunos: Idade mínima (16 anos)
Material do (a) Aluno (a): Não é necessário.
Resumo: A oficina irá ensinar as instruções e noções básicas para confecção de tecidos em tear de pedal.
Objetivos: Produzir tecidos com possibilidades de criações diversas como jogos americanos e tapetes.
Ministrante: Manoel Feliciano Silveira 

FORRO DE TAQUARA
Horário: 9h às 12h
Público-alvo: Interessados em aprender 
Número de vagas: 10
Pré-requisitos do aluno: Idade mínima (18 anos)
Material do aluno: não é necessário
Resumo: A oficina irá resgatar como fazer o tradicional forro de taquara. Terá em seu programa o passo a passo das formas de fazer.
Objetivos: Ensinar a técnica de confecção do forro de taquara, trazer um ofício que poderá se tornar um trabalho que promova sustentabilidade e renda a seus participantes.
Ministrante: Mateus Lucio da Silva
 
10 de novembro, sábado| 2012

10h - Conferência de Encerramento
Local: Núcleo de Ofícios | FAOP
Rua Dom Helvécio, n° 428 - Cabeças

Resgate Cultural - Maria Alice Braga
Bacharel em Ciências Econômicas pela PUC MG e Bacharel em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Coordenadora do Projeto Resgate Cultural da Fundação de Arte de Ouro Preto: Vales do Rio São Francisco e Jequitinhonha: Ações de Sustentabilidade, Estrada Real, Bacia do Rio Itabapoana e Artesanato Mineiro. Foi responsável pela coordenação, produção, pesquisa e realização de diversos projetos e oficinas como: Museu de Arte Popular de Caeté, Museu Casa dos Ottoni do Serro, Projeto “Museu Vivo do IPHAN”, Projeto “Pesquisa das Fazendas Históricas para o Circuito Villas e Fazendas de Minas”. Oficina “Educação, Cultura e Patrimônio” para professores da rede pública municipal e estadual em 08 municípios participantes do Projeto “Trem das Artes” promovido pelo Instituto Artivisão, Projeto “Cultura do Sebrae Minas - Gestão de Recursos Culturais - A CULTURA DE MINAS NA CULTURA DOS NEGÓCIOS”, Projeto Mercado Criativo – comercialização e venda dos produtos de todos os pontos de cultura de artesanato do Brasil no evento produzido pela TEIA em BH, Oficinas no Vale do Jequitinhonha para o Projeto “Vale: Vozes e Visões – A Arte Universal do Jequitinhonha e Oficinas dos Distritos: Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana-Fórum das Artes. Foi professora Titular da FAOP na disciplina Gravura em Metal e Xilogravura  e é professora de Arte Educação no Instituto Santo Antônio de Pádua. 

Cesar Teixeira

Pós-Graduado em Especialização em Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas na Universidade de Brasília - UnB e na Especialização “Lato Sensu” em Educação Infantil no Centro Universitário de Belo Horizonte – UNI-BH. Possui um curso de extensão em Estratégias de Aprendizagem à Distância pelo Centro de Educação à Distância da Universidade de Brasília e aperfeiçoamento para Gestores da Educação no CEPEMG – Centro de Estudos e Pesquisas Educacionais de Minas Gerais. É bacharel em Ciência da Computação na Universidade Federal de Ouro Preto e técnico em informática Industrial, na Escola Técnica Federal de Ouro Preto. Como educador, realizou oficinas nas áreas de literatura, artes visuais, arte educação, além da curadoria infanto juvenil do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana - Fórum das Artes. Desenvolveu também atividades dinâmicas em oficinas pedagógicas abrangendo conteúdos recreativos. Como artista, participou por cinco anos consecutivos de mostras coletivas na Galeria de Arte Nello Nuno.Coordenou o Núcleo de Arte da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade|FAOP de 2007 a 2011, atuando na direção de todos os cursos de livre docência oferecidos, além de propor e executar atividades culturais extensionistas e de pesquisa nas áreas de atuação do Núcleo. Participa, ainda, das decisões da FAOP no âmbito de sua área, promovendo discussões e reflexões sobre a arte contemporânea. Atuou também  na coordenação do programa ARO, oferecido como piloto no ano de 2007. Atualmente é chefe de gabinete da FAOP. Em 2012 participou do Mine d'Art em Sentier na França como artista convidado representando a FAOP onde realizou a intervenção artística "A Árvore da Vida" com as técnicas dos tradicionais tapetes de serragem.
 
Mostra dos trabalhos nos ateliês
Exposição das peças resultantes do trabalho executado por todos os participantes, em um ambiente que evidencia os valores e as histórias dos Mestres.
 
Confraternização

Fonte: Fundação de Arte de Ouro Preto  

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