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Hino Nacional Brasileiro em latim . Francisco José dos Santos Braga

I. Introdução

O Blog do Braga tem o prazer de disponibilizar aos seus leitores a versão latina do Hino Nacional Brasileiro, da lavra de Mendes de Aguiar e com comentários do autor deste blog. Outrossim, considera muito oportuna esta iniciativa, uma vez que em 7 de setembro de 2010 foi comemorado o 188º aniversário do grito do Príncipe Regente às margens do riacho Ipiranga, o que acabou configurando a libertação das amarras que prendiam a Colônia brasileira à Metrópole portuguesa. Publicar essa versão latina do Hino Nacional Brasileiro no mês em que se comemora a Independência do Brasil (de Portugal) constitui, a seu ver, uma contribuição deste Blog para o maior brilhantismo dessas comemorações oficiais.

II. Análise do Hino

Duas características do referido texto latino precisam ser mencionadas:

1. a tradução proposta por Mendes de Aguiar não é literal, fazendo largo uso de liberdades ditas poéticas

2. essa tradução é homeométrica, podendo tal versão latina do Hino ser cantada com a música da letra em português. Por tradução homeométrica entende-se aquela que é feita com “metro semelhante”, ou seja, observando-se a forma rítmica da obra poética original.

Seria, portanto, interessante verificar-se quais as principais características da letra do Hino Nacional Brasileiro para o perfeito entendimento da versão latina.

Inicialmente, deve-se frisar que tal letra se compõe de 50 versos distribuídos em duas partes rigorosamente simétricas tanto na métrica quanto no ritmo, cada uma com vinte e cinco versos, assim dispostos: doze decassílabos, sete tetrassílabos, dois heptassílabos, dois hendecassílabos e dois trissílabos.

O primeiro a aparecer é o decassílabo heróico, cuja característica é apresentar sílabas tônicas nas posições 6 e 10, obrigatoriamente, tendo mais uma ou duas sílabas tônicas complementares. Só a título de exemplo de verso decassílabo e de forma prática, observemos as sílabas tônicas indicadas em negrito, em ambas as línguas:

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

Audierunt Ypirangæ ripæ placidæ

Observe-se igualmente que as sílabas tônicas estão nas posições 2, 6 e 10, em ambas as versões (tanto em português quanto em latim).

De forma resumida, os 25 versos tanto da parte I quanto da parte II do Hino podem ser assim classificados na ordem em que aparecem:

1ª "stanza" ou estrofe: 4 versos decassílabos (heróicos)

2ª estrofe (1 verso heptassílabo, 1 hendecassílabo, 1 heptassílabo e 1 hendecassílabo)

1º refrão (3 versos tetrassílabos)
3ª estrofe (4 versos decassílabos heróicos)
4ª estrofe (3 versos decassílabos heróicos)
2º refrão (4 versos tetrassílabos, seguidos de 1 verso decassílabo heróico e 2 versos trissílabos).

Tanto a constituição das estrofes quanto a métrica utilizada servem para ambas as versões (em língua portuguesa e em língua latina).

A pronúncia que há de ser adotada é a tradicional (e não a restaurada).

Abaixo é apresentada a versão latina de Mendes de Aguiar para o Hino Nacional com todas as sílabas tônicas indicadas em negrito para melhor compreensão do que foi exposto.

Hymnus Brasiliensis*
Versão latina de Mendes de Aguiar**
Audierunt Ypirangæ ripæ placidæ
Heroicæ gentis validum clamorem,
Solīsque libertatis flammæ fulgidæ
Sparsēre Patriæ in cælos tum fulgorem.
Pignus vero æqualitatis
Possidēre si potuĭmus brachio forti,
Almo gremio en libertatis,
Audens sese offert ipsi pectus morti!
O cara Patria,
Amoris atria,
Salve! Salve!
Brasilia, somnium tensum, flamma vivida,
Amorem ferens spem ad orbis claustrum,
Si pulchri cœli alacritate limpida,
Splendescit almum, fulgens, Crucis plaustrum.
Ex propria gigas positus natura,
Impavida, fortīsque, ingēnsque moles,
Te magnam prævidebunt jam futura.
Tellus dilecta,
Inter similia
Arva, Brasilia,
Es Patria electa!
Natorum parens alma es inter lilia,
Patria cara,
Brasilia!

II

In cunis semper strata mire splendidis,
Sonante mari, cœli albo profundi,
Effulges, o Brasilia, flos Americæ,
A sole irradiata Novi Mundi!
Ceterīsque in orbe plagis
Tui rident agri florum ditiores;
“Tenent silvæ en vitam magis,”
“Magis tenet” tuo sinu “vita amores.”
O cara Patria,
Amoris atria,
Salve! Salve!
Brasilia, æterni amoris fiat symbolum,
Quod affers tecum, labarum stellatum,
En dicat aurea viridīsque flammula,
—Ventura pax decūsque superatum.
Si vero tollis Themis clavam fortem,
Non filios tu videbis vacillantes.
Aut, in amando te, timentes mortem.
Tellus dilecta,
Inter similia
Arva, Brasilia,
Es Patria electa!
Natorum parens alma es inter lilia,
Patria cara,
Brasilia!

* "Hyno Nacional Brasileiro/ Versão Latina/ Por/ Mendes de Aguiar/ Dedicada/ À Congregação Salesiana". In: Revista de Língua Portuguesa, p. 13-5. Archivo de Estudos relativos ao Idioma e Literatura Nacionais. Publicação Bimestral dirigida por Laudelino Freire, nº 38 - Novembro - 1925, Ano VII, p. 14 (texto português); p. 15 (versão latina). Disponível na Seção de Obras Raras da Biblioteca Central da UnB.

Observe-se que, em novembro de 2010, a publicação da versão latina do Hino comemora o seu 85º aniversário, embora a sua composição tenha ocorrido um ano antes, mais exatamente em 13/11/1924.

**O tradutor do Hino, Joaquim Luís Mendes (ou Mendez) de Aguiar, nasceu em 1875 na Bahia e morreu em 1927 no Rio de Janeiro. Poeta e humanista, escreveu pelo menos três livros de poesias: "Sanctitatis Nova Signa" (1916), “Monásticas” (1919) e "Ausonia Carmina" (s.d.), conforme informam, em verbete específico, Coutinho e Sousa (1990 (2001), vol. 1, p. 168). Esclarecem ainda esses dois autores que Mendes de Aguiar "colaborou no Alm. Bras. Garnier, 1909, Rua do Ouvidor, Rio de Janeiro, 1906, e noutros periódicos cariocas. REF.: Bandeira, Manuel. Literatura Nacional, Rev. Brasil, Rio de Janeiro, 30 nov. 1926, p. 43; Meneses. Dic., 10; Reis. Poetas I, 34-5; Ribeiro, João. O latim. O Estado de São Paulo, São Paulo, SP, 5 nov. 1926. ICON.: Alm. Bras. Garnier, 1910, p. 442." Seu pseudônimo era Agesandro Termidêo na Arcádia Romana. É patrono da cadeira 37 da Academia Brasileira de Filologia. Escreveu inúmeras obras pedagógicas, especialmente sobre a didática do Latim. Dele conheço “Gramática Latina”, 3ª edição, Editor Jacintho Ribeiro dos Santos, Rio de Janeiro, 1925, feita em colaboração com Roberto Gomes Ribeiro, escritor de peças e crítico de teatro, tendo nascido em 1882 e suicidado em 1923, por ser portador de mal incurável. Gomes Ribeiro foi professor no Colégio Pedro II.

A referida gramática de ambos os autores está disponível na Internet no seguinte endereço: http://www.ime.usp.br/~ueda/br.ispell/latim.html

Rodrigues e Pontara (1975, p. 122-3) enriquecem com os seguintes apontamentos a biografia de Mendes de Aguiar:

" (...) 1.5. Não há, que saibamos, tradução alguma do "Hino Nacional Brasileiro", em língua moderna. A primeira tentativa de uma tradução foi a de Joaquim Luís Mendes de Aguiar, saída a lume na Revista de Língua Portuguesa, em novembro de 1925. A versão latina, porém, já estava pronta um ano antes, como é fácil deduzir-se da data em latim, aposta entre a última linha do Hino e a assinatura:

"Flumini Januarii, idibus novembribus, MCMXXIV / Mendes de Aguiar / ("Agesander Thermidæus apud Arcades Romanos").

Minha Tradução: Rio de Janeiro, (aos) 13 de novembro de 1924 / Mendes de Aguiar / ("Agesandro Termidêo entre os Árcades Romanos", isto é, na Arcádia Romana). Observe-se que ele não usa "Flumen Januarii" nem "Flumen Januarium" para a localidade do Rio de Janeiro, mas sim Sanctus Sebastianus Flumini (dativo!) Januarii (ou literalmente: São Sebastião para o Rio de Janeiro), ou a sua forma contracta: Flumini Januarii. Também já encontrei "Sebastianopolis ad Flumen Januarium," para a "cidade de São Sebastião para o Rio de Janeiro" (tradução literal).

1.6. Joaquim Luís Mendes de Aguiar nasceu na Bahia, em 1873 (sic). Foi aluno do Seminário da Bahia, mas não seguiu a carreira eclesiástica, trocando-a pelos estudos de Direito, graças aos quais tornara-se Promotor Público, numa das Comarcas do Estado de Sergipe.
Veio para o Rio de Janeiro, casando-se, em 1913, aos 40 anos de idade, com Fátima Hyarup, da qual teve seis filhos (Bento, Alda Escolástica, Luís, Beda, Viliboldo e Flávio). No Rio, trabalhou nos Colégios "Alfredo Gomes", "Paula Ferreira" e "Ginásio de São Bento". Tendo prestado concurso e logrado classificação, entrou como Livre-Docente no "Ginásio Pedro II", merecendo, mais tarde, a nomeação para Lente Catedrático.
Pertencia à "Arcádia Romana", com o nome de Agesander Thermidæus, quando morreu, no Rio de Janeiro, a 26 de fevereiro de 1927. Deixou publicados uma Gramática Latina e mais dois opúsculos de poesias: Monásticas (Niterói, 1919) e Ausonia Carmina.
Floriano Brito, prefaciando Ausonia Carmina, escrevia:

"Felizmente, há ainda entre nós exímios cultores da sintética e pulquérrima latinidade."

As poesias do opúsculo Ausonia Carmina dividem-se do seguinte modo:

1º Carmina classico more (p. 1-45; 16 composições);

2º Carmina moderno more (p. 51-71; 10 composições);

3º Vatum celebrium carmina quædam ad Romanum idioma, metro moderno translata (p. 73-105; 37 composições de vários poetas e do próprio Autor).

Minha Tradução: 1º Poemas em estilo clássico... 2º Poemas em estilo moderno... 3º Alguns poemas de poetas célebres traduzidos para a língua latina em metro moderno...

Lendo-lhe uma das odes, tem-se a impressão de um dilatado recuo no tempo e no espaço. Não é um moderno a compor em versos latinos da sua lavra; é um vate contemporâneo de Horácio. Quer nos dísticos e nas sáficas, quer nos versos rimados que formam a segunda parte de Ausonia Carmina, Mendes de Aguiar é sempre impecavelmente correto. Os seus hexâmetros não discrepam jamais no meticuloso rigor das cesuras; e no pentâmetro, a mesma correção sintática. E sempre a realçar-lhe o mérito dos versos, o mais escrupuloso propósito de evitar as licenças poéticas seguindo os modelos da métrica horaciana."

Talvez seja esta a oportunidade de citar, além de Joaquim Luís Mendes de Aguiar, alguns dos importantes poetas brasileiros que escreveram em língua latina nos séculos XIX e XX: Dom Francisco de Aquino Corrêa, José Florentino Marques Leite, Antônio de Castro Lopes, Pe. Caetano Oricchio e Pe. Pedro Sarneel, dentre outros.


NOTAS DE MINHA AUTORIA:

Parte I

Audierunt ... clamorem: Ripæ placidæ Ypirangæ audierunt validum clamorem heroicæ gentis (=As margens plácidas do Ipiranga ouviram o grito vigoroso de um povo heróico).
Audĭo, -is, -īvi, -ītum, -īre (quarta declinação): ouvir.
No perfeito do indicativo em –īvi e nos seus derivados, sempre se pode omitir o v, e se, omitindo o v, houver encontro de dois i, os dois i podem contrair-se num só: audīsti em vez de audivīsti, audiērunt ao invés de audivērunt.
Ripæ placidæ: nom. pl., sujeito de audiērunt.
Ypirangæ/heroicæ gentis: gen. sing.
Validum clamorem: ac. sing., objeto direto de audiērunt.
Solīsque ... fulgorem: Tum flammæ fulgidæ solis et libertatis sparsēre fulgorem in cælos Patriæ (=Neste instante chamas luminosas do sol e da liberdade espalharam um clarão nos céus da Pátria).
Flammæ fulgĭdæ: chamas luminosas, nom. pl., sujeito de sparsēre .
Spargo, -is, sparsi, sparsum, spargěre (terceira declinação): espalhar, dispersar.
Na terceira pessoa do plural do perfeito do indicativo pode-se usar a terminação –ere em vez de –erunt. Por isso: sparsēre substituindo sparsērunt.
Solis/libertatis: gen. sing.
Cælos: ac. pl. de cælum, que no sing. é neutro e no pl. masculino.
Almo... morti!: en, (in) almo gremio libertatis, (nostrum) pectus audens offert sese ipsi morti (=Eis que, no seio benéfico da liberdade, nosso peito audaz se oferece à própria morte).

O cara Patria, / Amoris atria / Salve! Salve! (=Ó Pátria amada, / Morada de amor / Salve! Salve!).

Patria/atria: vocativos.
Atria (pl.) por atrium (sing.): morada.
Brasilia, ... vivida (=Brasil, (és) um sonho intenso, uma chama lívida).
Brasilia: voc. sing.
Amorem... claustrum: ferens (et) amorem (et) spem ad claustrum orbis (=trazendo (que traz) amor e esperança ao limite do mundo).
Si pulchri ... Crucis plaustrum: Si almum plaustrum Crucis splendescit fulgens (in) alacritate limpida pulchri caeli (=Visto que a doce constelação do Cruzeiro resplandece fulgente na alegria clara do belo céu).
Plaustrum (n. s.): constelação.
Ex propria ... natura: (Es) gigas positus ex propria natura (=És gigante estabelecido pela própria natureza).

Ex: preposição que pede ablativo.
Gigas, -āntis.
Impavida et fortis et ingens moles: nom. sing., aposto de gigas (obs.: na tradução latina).
Mōles, -is (s. f.): grande estatura
Te ... futura: e o futuro (as coisas futuras) já há de te ver grande.

Prævidebunt, pois o sujeito é neutro plural (futura).

Tellus dilecta/Brasilĭa: voc. sing.
Tellus, -ūris (s. f.): terra
Brasilĭa, -æ (s.f.): Brasil
Inter similia arva: entre regiões semelhantes.

Arvum, -i (s. n.): litoral, costa.
Natorum... lilia: Es alma parens natorum inter lilia. Entre os lírios és mãe propícia dos (teus) filhos.
Alma parens: mãe benéfica.
Natus, -i: filho.
Lilĭum, -i (s. n.): lírio.
Patria cara/Brasilia: voc. sing.

Parte II

Sterno, is, strāvi, strātum, sternĕre (terceira declinação): deitar por terra, prostrar; estender; cobrir. — se somno. Virg. 6 sterni. Deitar-se, por-se a dormir.

In cunis... splendidis: strata semper mire in cunis splendidis.

(In) cunis splendidis: em berço esplêndido.

Cūnæ, ārum (s. f. pl.): berço, ninho. Um plurale tantum (no plural: pluralia tantum) é um substantivo registrado apenas na forma plural e que não possui uma variante singular para se referir a um único objeto. Mais abaixo aparecerá outro plurale tantum: divitĭæ, -ārum: riqueza.

Mire ou mīrĭfĭce. adv. Cic. maravilhosamente, de uma maneira admirável.
Sonante mari (abl. abs.): soando o mar (ao som do mar).
Albo cæli profundi: à alvura (à luz) do céu profundo.
Album, -i: cor branca.
Brasilĭa: voc. sing.
flos: aposto de Brasilĭa

A sole ... Mundi: irradiata a sole Novi Mundi (=iluminada pelo sol do Novo Mundo).

Ceterisque... ditiores: tui agri rident ditiōres florum in orbe et cetĕris plagis, ou mais simplesmente:

tui agri (sunt) ditiores florum quam ceteræ plagæ orbis, ou ainda com a omissão do quam: tui agri (sunt) ditiores florum ceteris plagis orbis (=teus risonhos campos são mais ricos de flores do que outras regiões do orbe).

Observe-se que, na formação do comparativo de superioridade, a conjunção “quam” em latim é traduzida pelo “que” em português, o qual une os dois termos da comparação. O segundo termo da comparação (plagæ) deve estar no mesmo caso do primeiro termo (agri), logo, nominativo.

Observe-se ainda que, quando estiver no nominativo ou no acusativo, o segundo termo pode aparecer no ablativo sem o “quam”. Nesse caso, ficaria da seguinte forma: tui agri (sunt) ditiores florum ceteris plagis orbis. Foi o que ocorreu na tradução do Hino, quando Mendes de Aguiar colocou o primeiro termo da comparação no nominativo (tui agri) e o segundo termo no ablativo (ceteris plagis).

Ager, -gri: campo.

Divitĭæ, -ārum (s. f. pl.): riqueza. Observe que é outro plurale tantum presente no Hino. Também encontrado sob a forma sincopada ditĭæ, -ārum (Plaut. Rud. 542).

Dīves (rico, opulento, abundante), ditĭor, ditissĭmus: graus positivo, comp. e superl.
Tenent... amores: (en) (nostræ) silvæ habent maiorem vitam; vita (nostra) (in) tuo sino habet plures amores.

Brasilĭa: voc. sing.

Æterni ... symbolum: fiat symbolum æterni amoris (=seja símbolo de eterno amor).
Quod ... stellatum: labarum stellatum, quod affers tecum (=lábaro que trazes contigo).
Labărum, -i: lábaro, estandarte (suj. de fiat)

Affĕro, affers, attŭli, allātum, affērre (verbo irregular): levar ou trazer.
En dicat ... flammula: En aurĕa et virĭdis flammula dicat (=Eis que a chamazinha áurea e verde diga).
Flammŭla: dim. de flamma (suj. de dicat). Logo: chamazinha.
Ventura ... superatum: ventura pax et superatum decus.
Venturus, a, um: futuro.
Supĕro, as, avi, atum, āre (primeira declinação): passar além, ultrapassar.
Decus, -ŏris (s.n.): glória, honra.


Si vero tollis Themis clavam fortem (=Mas se ergues o bastão forte de Têmis).

Vērō: mas.

Tollo, -is, sustŭli, sublātum, -ĕre (terceira declinação): erguer, levantar.

Clava, -ae: clava, bastão.

Themis por Themĭdis: de Têmis, divindade grega, personificação da justiça, filha de Uranos e da Terra (Gaia). Esposou Zeus e foi mãe das Horas e das Moiras (Catul. 68, 155).

Non filios tu videbis vacillantes: tu non videbis filios vacillantes (=não verás (teus) filhos vacilarem).

Importante latinista, o Pe. Júlio Comba S.D.B. usa “tuos” ao invés de “tu” no seu livro Gymnasium (3º e 4º ano de Latim), 2ª edição, Escola Industrial Dom Bosco, Niterói, 1953, p. 171-2. É difícil afirmar se se trata de erro tipográfico. Considerando a prosódia musical, “tu” cabe melhor, no referido verso, do que “tuos”, como bem firmou Mendes de Aguiar.

Vacīllo, -as, -āvi, -ātum, -āre (primeira declinação): vacilar, hesitar, tremer.

Aut ... mortem (=Nem, adorando-te, os que temem a morte).

III. História do Hino Nacional Brasileiro

Por um lado, a atual letra do Hino Nacional completa no próximo mês de outubro 101 anos, pois foi em outubro de 1909 que apareceu o poema de Joaquim Osório Duque Estrada (29/04/1870-05/02/1927), o autor da letra do Hino. Embora esse texto não tenha por objetivo uma discussão aprofundada sobre a música de nosso Hino, o que requereria tratamento em separado devido à sua complexidade, extensão e implicações, cabe aqui fazer leves incursões nesse assunto devido à ingerência da partitura na letra de Joaquim Osório Duque Estrada.

A tarefa de ajustar a partitura musical (existente desde 1831 e da autoria de Francisco Manuel da Silva) aos versos de Duque Estrada coube a Alberto Nepomuceno (06/07/1864 -16/10/1920), o que foi feito magistralmente pelo exímio maestro cearense. Heitor (1950, p.146-9) assim se expressa quanto ao trabalho complexo a cargo de Nepomuceno: "Quando no segundo lustro dêste século," (refere-se ao XIX), "pois, Alberto Nepomuceno começou a preocupar-se com o problema da adoção de nova letra para o Hino de Francisco Manuel, que durante os primórdios do regímen republicano deixara de ser cantado, para tornar-se uma simples marcha instrumental, como talvez já fôra outrora, ao tempo de sua composição, teve de aplainar todas essas dificuldades. E mais uma por êle formulada: era o caso da ligação instrumental existente entre as duas estrófes do canto. Quando o Hino fôsse cantado sem acompanhamento, como deveriam proceder os cantores? Suprimir essa espera reduzindo-a a 2 tempos? Ou deveria o novo texto poético do Hino Nacional considerar essa ligação instrumental como melodia vocal e a ela adaptar palavras?

Veremos como foram resolvidos êsse e os casos precedentes.

1º) Métrica — A poesia de Osório Duque Estrada, composta estritamente sôbre o modêlo fornecido por Alberto Nepomuceno, adotou os versos decassílabos para o período inicial do Hino, fazendo-os seguir de outros, de diferentes medidas, conforme as necessidades das frases musicais;

2º) Estrófes — As duas quadras, de 7 e 4 sílabas, respectivamente, existentes no primeiro Hino, foram substituídas pelos 25 versos, sem refrão (sic), que constituem a primeira parte da nova poesia;

3º) Tonalidade — Alberto Nepomuceno, para o canto, transportou a uma 4ª inferior a melodia de Francisco Manuel, evitando que ela ultrapassasse o ré da 4ª linha da clave de sol;

4º) Simplificação da melodia — Quanto às transformações necessárias, na primitiva linha melódica, para torná-la de caráter mais vocal, Alberto Nepomuceno, com o seu agudíssimo senso de artista, adotou a versão hoje em uso e consagrada pelo citado Decreto-Lei nº 4.545. Damos abaixo essa versão, em confronto com o autógrafo de Francisco Manuel da Silva, existente na Biblioteca da Escola Nacional de Música, assinalando com chaves numeradas todas as passagens que, na versão de Alberto Nepomuceno, divergem do original do autor. Algumas dessas divergências têm origem, apenas, na diferente métrica das estrófes primitivas e das atuais; e várias delas já haviam sido consagradas pelo uso, antes, mesmo, da intervenção do compositor de Abul. (Obs.: Neste ponto, sugiro que o leitor se reporte ao livro, pois aqui Heitor ilustra as duas versões das partituras: a original, de Francisco Manuel, em si bemol maior, e a proposta por Nepomuceno, em fá maior, simplificada, ao mesmo tempo que assinala em ambas as 21 chaves supracitadas.)

5º) Ligação instrumental — Quanto a este problema, comportando duas soluções (manter essa passagem como ligação instrumental, sem canto; ou adaptar a ela palavras para serem cantadas), nem todos os músicos brasileiros daquêle tempo, e de nossos dias, tinham as mesmas preferências. O problema comporta discussão, pois de um lado e de outro há conveniências e prejuízos. Vingou a segunda solução, adotada por Nepomuceno. Mesmo dentro dessa solução, entretanto, um novo problema se apresentava, pois seria impossível fazer cantar, textualmente, aquêles compassos de ligação, em sua forma instrumental. Nepomuceno teve de forjar, sôbre a harmonia dêsses compassos, a linha vocal constante da chave nº 10. (Obs.: Idem, correspondendo ao momento em que se canta "Ó pátria amada, / Idolatrada, / Salve! Salve!")

Os textos definitivos do Hino Nacional publicados pelo Diário Oficial revalidaram essas soluções, por fôrça expressa da Lei, que diz: "é mantida a adaptação vocal de Alberto Nepomuceno, em fá maior" (Parágrafo Único do Art. 7º do Decreto-Lei nº 4.545). Apenas no caso da chave nº 9 (Obs.: a sílaba "mor" no verso: Desafia o nosso peito a própria morte!) foi dada preferência ao original de Francisco Manuel, conservando-se a apogiatura existente no 1º tempo do compasso."

A Academia Brasileira de Letras possui um manuscrito da letra do Hino Nacional com autógrafo de Duque Estrada, datado de 3 de agosto de 1922, o qual lhe fora ofertado pelo próprio autor, em sessão de 21 de setembro de 1922. Com efeito, desde 1915 Duque Estrada era membro da Academia, para a qual foi eleito, na vaga de Sílvio Romero, tendo sido o segundo ocupante da cadeira nº 17, que tem como patrono Hipólito da Costa.

Às vésperas do centenário da Independência, no dia 6 de setembro de 1922, o Decreto nº 15.671 declara oficial a letra do Hino Nacional Brasileiro, escrita por Joaquim Osório Duque Estrada. Tal poema, agora oficial, apresenta algumas variantes, conforme visto acima, mas, grosso modo, segue o original de 1909.

Outra intervenção legal foi a promulgação do Decreto nº 259, de 1º de outubro de 1936, pelo Presidente Getúlio Dornelles Vargas, que além de tornar o canto do Hino Nacional obrigatório "nos estabelecimentos de ensino mantidos ou não pelos poderes públicos, e nas associações de fins educativos e outros" (caput do art. 1º), consagrou, no art. 2º, "para a execução do Hino, de Francisco Manoel da Silva, a orquestração de Leopoldo Miguez e a instrumentação, para bandas, do 2º tenente Antonio Pinto Junior, do Corpo de Bombeiros do (então) Distrito Federal, no tom original: de si bemol; e, para canto, em fá, trabalho de Alberto Nepomuceno."

Mariz (2000 (1921), p. 68-9) assim descreve a situação do Hino alguns anos mais tarde: "Por influência de Villa-Lobos, o governo Getúlio Vargas tentou disciplinar a interpretação do hino, que se vinha abastardando sobremaneira. O Decreto-lei nº 4.545, de 31 de julho de 1942, provocou vivo debate, em que os inimigos de Villa-Lobos chegaram até a dizer que pretendia substituir a obra-prima de Francisco Manuel por uma composição dele... É curioso frisar que um estudo prévio detectara 59 erros na execução costumeira do Hino nacional: 27 de ritmo e 32 de entoação." O que, de fato, ocorreu é que, de acordo com Heitor (1950, p.142-4, em capítulo intitulado "A Pretendida 'Revisão' do Hino Nacional"), "transitava, em 1937, pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei, elaborado por uma Comissão de técnicos designada pelo Ministro da Educação e Saúde, para regular o canto do Hino Nacional Brasileiro. (...) Os 59 erros assinalados por Villa-Lobos à Comissão referem-se à execução, isto é, são vícios adquiridos pelo povo ao cantar desleixadamente o Hino, e não faltas do próprio texto. Isso estava bem claro no Relatório que a Comissão apresentou ao Ministro e foi divulgado, oportunamente, pela imprensa."

Finalmente, o Hino Nacional do Brasil foi oficializado pela Lei dos Símbolos Nacionais nº 5.700, de 1º de setembro de 1971.

Vale ainda acrescentar que a música composta por Francisco Manuel da Silva serviu para acompanhar outros textos poéticos conhecidos, cujo primeiro é da autoria de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Heitor (1956, 48-50) se refere ao fato de que "numerosas produções em verso, intituladas hinos, eram oferecidas ao povo, para estimular as paixões cívicas. (...) A de que estamos tratando, e que é conservada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, tinha o seguinte título: Ao grande e heróico dia sete de Abril de 1831. Hino oferecido aos brasileiros por um seu patrício nato. Não há a menor dúvida de que era cantado com a música de Francisco Manuel que constitui o atual Hino Nacional Brasileiro, pois a Biblioteca da Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil possui um autógrafo do compositor no qual essa letra se acha sob as pautas da música. O que ainda não pôde ser esclarecido é se o compositor escreveu a música para a circunstância ou se ela preexistia e teve essa letra adaptada para as jornadas de Abril. A impropriedade da música para o metro e o tipo de estrofes usados pelo poeta parece decidir a favor da segunda hipótese. Basta lembrar que os decassílabos da letra atual, arranjada por Osório Duque Estrada, estritamente de acôrdo com a frase musical e suas acentuações, eram, naquele tempo, supridos por versos de sete sílabas; e que a forma de estrofe e refrão da poesia repelia o monotematismo da música, no qual o refrão de quatro sílabas vinha entoado sôbre a repetição da frase inicial. Jamais o compositor teria adotado essa forma musical para aqueles versos, se por êles se tivesse guiado para criar a melodia." Baseando-se num relato dos acontecimentos do dia 7 de Abril de 1831 (dia da Abdicação do Imperador D. Pedro I a favor de seu filho), Heitor conclui que "a 7 de Abril a música fôra apenas executada pelas bandas; a 14 podia ser cantada com a nova letra." Em outra parte, Heitor (1950, p. 138-9) diz que "no texto primitivo do hino ('oferecido aos brasileiros por um seu patrício nato', muito provavelmente o desembargador Ovidio Saravia de Carvalho e Silva) há estrofes ultrajantes para os de alem-mar como:

Arranquem-se aos nossos filhos
Nomes e idéias dos Lusos...
Monstros que sempre em traições
Nos envolveram confusos; (...)"
e cujo refrão "que permaneceu incorporado à música mesmo depois de haver sido abandonada a letra alusiva à revolução de Abril", diz o seguinte:
Da Pátria o grito
Eis se desata;
Desde o Amazonas
Até o Prata.

Noutro texto, o próprio Heitor (1950, p. 140) flexibiliza a sua afirmação acima citada através do seguinte comentário: "É preciso notar, entretanto, que a mais velha cópia conhecida do Hino Nacional é um arranjo para orquestra, datado de 1834 ou que, pelo menos, traz a inscrição: 'Hino para o dia 6 de Abril de 1834' (entenda-se: para comemorar, em 1834, o 3º aniversário da Abdicação)", concluindo que a música do atual Hino Nacional Brasileiro foi feita "para comemorar a Abdicação, o mais tardar em 1834".
Pelo interesse que provoca em todo cidadão brasileiro a história do seu Hino Nacional e em virtude da análise aprofundada dessa questão num estudo de Marcelo Duarte, intitulado “História do Hino” e publicado pela revista Almanaque Brasil, da TAM, sem referências adicionais, abaixo transcrevo esse interessante artigo, na esperança de lançar algumas luzes sobre as curiosas vicissitudes por que passou o nosso Hino Nacional até atingir a sua forma definitiva como o conhecemos hoje.


História do Hino

Por Marcelo Duarte

Em 1831, Dom Pedro anunciou que estava deixando o trono de imperador do Brasil para seu filho e voltaria a Portugal. Foi a oportunidade que o músico Francisco Manuel da Silva estava esperando para apresentar a sua composição. Ele colocou a letra de um verso do desembargador Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva e o hino foi cantado pela primeira vez no dia 13 de abril de 1831, na festa de despedida de Dom Pedro I. Durante algum tempo, porém, a música teve o nome de "Hino 7 de Abril", data do anúncio da abdicação.

A letra de Ovídio Saraiva foi considerada ofensiva pelos portugueses. Eles foram chamados até de "monstros". Por isso, ela foi esquecida em pouco tempo, mas a partitura de Francisco Manuel da Silva começou a ser executada em todas as solenidades públicas a partir de 1837. Para comemorar a coroação de Dom Pedro II, em 1841, o hino recebeu novos versos, de um autor desconhecido. Por determinação de Dom Pedro II, a música passou a ser considerada o Hino do Império e deveria ser tocada todas vezes em que ele se apresentasse em público, em solenidades civis e militares, mas sem letra. Era também tocada no exterior sempre que o imperador estivesse presente. Francisco Manuel ficou bastante famoso. Recebeu vários convites para dirigir, fundar e organizar instituições musicais. Mas o Brasil continuava com um hino sem letra.

Quando a República foi proclamada, em 1889, o governo provisório resolveu fazer um concurso para escolher um novo hino. Procurava-se algo que se enquadrasse no espírito republicano. Primeiro escolheram um poema de Medeiros e Albuquerque, que tinha sido publicado no jornal Diário do Comércio do Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1889. É aquele que começa com o verso "Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós". A letra se encontrava à disposição dos maestros que quisessem musicá-la. No primeiro julgamento, dia 4 de janeiro de 1890, 29 músicos apresentaram seus hinos. A Comissão Julgadora selecionou quatro para a finalíssima. No dia 15 de janeiro, numa sessão em homenagem ao Marechal Deodoro no Teatro Santana, perguntaram ao novo presidente se ele estava ansioso pela escolha do novo hino. Ele disse: "Prefiro o velho". Cinco dias depois, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, uma banda marcial composta de 70 figurantes, fanfarra e coro de 30 vozes regida pelo maestro Carlos de Mesquita executou as músicas finalistas. Na ordem, os hinos de Antonio Francisco Braga, Jerônimo de Queirós, Alberto Nepomuceno e Leopoldo Miguez. Nessa primeira audição, segundo o regulamento, estavam proibidos os aplausos. Após um curto intervalo, a banda executou de novo os quatro hinos. Aí, sim, o público pôde se manifestar. O mais aplaudido foi o do maestro Miguez, que também foi escolhido pela Comissão Julgadora. O presidente Deodoro e quatro ministros deixaram o camarote oficial e voltaram em seguida. O ministro do Interior, Aristides Lobo, leu o decreto que conservava a música de Francisco Manuel da Silva como hino nacional. Mesmo sem a partitura, a orquestra tocou a música e a platéia delirou. Como prêmio de consolação, a obra de Medeiros e Albuquerque e de Leopoldo Miguez ficou conhecida como o Hino da Proclamação da República. Só que o problema persistia: o Brasil tinha um hino sem letra. Mas, se a música já era tão bonita, por que precisava de uma letra? Por mais que alguém se habitue a uma música, se ela não tiver letra, fica mais difícil de ser memorizada.

Só em 1909 é que apareceu o poema de Joaquim Osório Duque Estrada. Não era ainda oficial. Tanto que, sete anos depois, ele ainda foi obrigado a fazer 11 modificações na letra. Duque Estrada ganhou 5 contos de réis, dinheiro suficiente para comprar metade de um carro. O Centenário da Independência já estava chegando. Aí o presidente Epitácio Pessoa declarou a letra oficial no dia 6 de setembro de 1922. Como Francisco Manoel já tinha morrido em 1865, o maestro cearense Alberto Nepomuceno foi chamado para fazer as adaptações na música. Finalmente, depois de 91 anos, nosso hino estava pronto!

Até aqui o texto do artigo de Marcelo Duarte.

Cabe agora uma observação sobre o seu interessante texto. É sobre o compositor Leopoldo Miguez (1850-1902), o primeiro Diretor do Instituto Nacional de Música , este instituído pelo Decreto nº 143, de 12 de janeiro de 1890, ato do governo provisório da República para criar o Instituto Nacional de Música em substituição ao Conservatório de Música inaugurado em 13 de agosto de 1848, portanto, durante o Império, e cujo primeiro Diretor tinha sido Francisco Manuel da Silva (21/02/1795-18/12/1865), o compositor do Hino Nacional.

Fundamental mesmo para a oficialização do Hino Nacional foi o Decreto nº 171, de 21 de janeiro de 1890, que dispõe sobre dois hinos: o art. 1º estabelece que "é conservada como Hino Nacional a composição de Francisco Manoel da Silva" (ainda sem letra oficial na ocasião), enquanto o art. 2º reza que "é adaptada sob o título de Hino da Proclamação da República a composição musical do maestro Leopoldo Miguez, baseada na poesia do cidadão José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque."

Pois bem: após obter esses trunfos do governo provisório da República, Leopoldo Miguez empreendeu uma viagem à Europa para visitar conservatórios e recolher sugestões para serem aplicadas ao ensino, adquirindo, na mesma ocasião, instrumentos, aparelhos de acústica e livros para o Instituto. Miguez também foi o responsável pela compra de um grande órgão de tubos da marca Wilhelm Sauer, que ofereceu ao Instituto, com o prêmio que ganhou pelo primeiro lugar no concurso que escolheu, senão o novo Hino Nacional, pelo menos o Hino da Proclamação da República.

Em 1937, o Instituto Nacional de Música torna-se Escola Nacional de Música.

Em 1954, Joanídia Sodré, que foi sua Diretora por mais de 20 anos, adquiriu o grande órgão Tamburini para o Salão Leopoldo Miguez, em substituição ao antigo Sauer, doado por Leopoldo Miguez.

Bibliografia

Aguiar, J.L.M.: "Hyno Nacional Brasileiro/ Versão Latina/ Por/ Mendes de Aguiar/ Dedicada/ À Congregação Salesiana", in: Revista de Língua Portuguesa, p. 13-5. Archivo de Estudos relativos ao Idioma e Literatura Nacionais. Publicação Bimestral dirigida por Laudelino Freire, nº 38 - Novembro - 1925, Ano VII.

Aguiar, J. L. M. e Ribeiro, R. G.: Gramática Latina. 3ª edição, Editor Jacintho Ribeiro dos Santos, Rio de Janeiro, 1925 (disponível na Internet no seguinte endereço: http://www.ime.usp.br/~ueda/br.ispell/latim.html

Comba, J.: Gymnasium (3º e 4º ano de Latim). 2ª edição, Escola Industrial Dom Bosco, Niterói, 1953.

Coutinho, A. e Sousa, J. G.: Enciclopédia de Literatura Brasileira. 2ª edição ampliada, revista, atualizada e ilustrada sob a coordenação de Graça Coutinho e Rita Moutinho. São Paulo: Global Editora, 2001.

Duarte, M.: "História do Hino", revista Almanaque Brasil, da TAM.

Heitor, L.: 1. Música e Músicos do Brasil : História - Crítica - Comentários (ilustrado com 46 exemplos musicais, Editora da Casa do Estudante do Brasil, Rio de Janeiro, 1950 (disponível no Espaço Cassiano Nunes da Biblioteca Central da UnB);

2. 150 Anos de Música no Brasil (1800-1950), Livraria José Olympio Editôra, Rio de Janeiro, 1956.

Mariz, V.: História da Música no Brasil. 5ª edição revisada e ampliada, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2000.

Rodrigues, M. R. e Pontara, C.: "As versões latinas do Hino Nacional Brasileiro e do Hino à Bandeira Nacional", in: Revista de Letras, UNESP, vol. 17 (1975), p. 117-130.

Fonte: Blog do Braga
Francisco José dos Santos Braga é membro da Associação Amigos de São João del-Rei

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Mais informações:
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"Maestro" e literato Abgar Campos Tirado, glória de São João del-Rei . Por Francisco José dos Santos Braga

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