Melhores Práticas - Ação

1. Cultura e Artistas de São João del-Rei e região

Projeto visa fortalecer artesanato de São João

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Há séculos o artesanato e as imagens sacras tornaram-se componentes importantes na construção da identidade são-joanense. Através das mãos de artesãos e santeiros, a cidade ganhou o mundo e adquiriu identidade própria. Nessa semana, os artistas da região dedicados a esses trabalhos receberam notícias encorajadoras da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e das superintendências de Estado do Artesanato e do Associativismo e Cooperativismo do Estado no lançamento do projeto Religiosidade e Santeiros.
A iniciativa é uma proposta do Instituto Histórico Geográfico de São João que será realizada pela secretaria com o objetivo de fomentar as produções dos artesãos e santeiros da cidade. “É um projeto muito importante, são quase R$200 mil que conseguimos com o Ministério do Turismo. O artesanato é um dos pilares fundamentais para atrair turistas, se não o trabalharmos bem, o turismo não se desenvolverá da melhor maneira”, afirmou o secretário Municipal de Cultura e Turismo, Ralph Justino.
Para o superintendente do Associativismo e Cooperativismo do Estado de Minas Gerais, Ilídio Inácio Alves, a proposta reúne elementos que poderão trazer benefícios econômicos para a cidade. “Eu considero que esse projeto tem uma dimensão que transcende São João del-Rei e a região, é através de uma iniciativa dessa natureza que há uma geração de emprego e renda e o principal: há a identificação das habilidades naturais que os artesãos de Minas têm”, comemorou.
De acordo com Justino, o objetivo do projeto é formar e incentivar os artistas locais para o resgate da tradição das produções artesanais para que os produtos da cidade voltem a ter espaço no cenário nacional. Para iniciar os trabalhos está prevista para a próxima quinta-feira, 8, uma reunião, que será realizada no campus Dom Bosco da Universidade Federal de São João del-Rei, às 14h, com os artesãos da cidade para que sejam traçadas metas de melhoria para o artesanato no município. “Inicialmente, vamos fazer um seminário para chamar os artesãos e discutirmos os problemas que a cidade têm e o que podemos planejar para que o artesanato melhore, decidiremos as diretrizes em conjunto”, explicou.
Dentre as atividades previstas no projeto Religiosidade e Santeiros estão as oficinas de melhoramento para artesãos que trabalham com madeira, ferro e reciclados. Além da realização de eventos que pretendem alavancar o turismo na cidade. “Em agosto e setembro realizaremos o Arte ao Vivo, onde os artesãos estarão nas ruas fazendo esse trabalho para o turista conhecer o processo de produção e lançaremos um catálogo que reunirá trabalhos dos artistas da cidade”, explicou Justino.
Um dos mestres que ministrará as oficinas no projeto é Sebastião Carlos Vieira de Resende. Há mais de 30 anos trabalhando com escultura em madeira, o artesão pretende, agora, dividir com os novos artistas as técnicas que garantiram visibilidade aos seus trabalhos. “O artesanato é muito importante para o turismo em uma cidade histórica. Acho muito gratificante poder mostrar o nosso trabalho, que considero um dom, e passar para os outros o que sabemos”, afirmou.
No evento de lançamento do projeto foram entregues três cartilhas que pretendem auxiliar o artesão em sua formação e produção. A primeira delas aborda a importância da associação para a manutenção e crescimento econômico do artista. “Essa cartilha pretende esclarecer os benefícios do cooperativismo e das associações. O principal benefício de se estar associado é a redução do imposto que cai para 7% na emissão de nota fiscal das obras. Para conseguir esse auxilio, o artesão precisa estar associado. A cartilha esclarece passo a passo o procedimento”, explicou a superintendente de Estado do Artesanato, Maria Amélia Dornelles D’angelo.
Segundo a superintendente, as demais cartilhas expõem trabalhos realizados por artesãos e santeiros mineiros e abordam a história do artesanato no Estado. “Uma delas é comemorativa aos 40 anos do Centro de Artesanato Mineiro, que contém trabalhos de três artistas são-joanenses, e a outra foi produzida para contar um pouco da história e particularidades do artesanato mineiro”, concluiu.

Fonte: Gazeta de São João del-Rei . 03/07/2010

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