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Produtos e produtores diversos de São João del-Rei e região

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Produtos locais invadem mercado de toda Minas Gerais
Por Gazeta de São João del-Rei em 05/10/2013

Dos limites do próprio município para Minas Gerais inteira. Até o final do ano, pelo menos 100 produtores rurais de São João del-Rei e Tiradentes poderão comercializar mel, queijo, derivados de carne e uma infinidade de itens desenvolvidos na agricultura e pequena industrialização familiar em todo o Estado.

São João e Tiradentes serão as primeiras cidades da região a terem produtos como queijo, mel e ovos circulando em todo Estado - Foto: Gazeta
São João e Tiradentes serão as primeiras cidades da região a terem produtos como queijo, mel e ovos circulando em todo Estado . Foto: Gazeta

O impulso comercial vem através do Sistema de Estadual de Inspeção de Minas Gerais (Sisei-MG), que vai dar a eles o aval de qualidade para que a venda da produção não se restrinja mais ao quintal de casa ou estabelecimentos locais, mas se estenda, por exemplo, às Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa-MG).
Tudo isso através de programas de auditorias, avaliação de quesitos higiênicos-sanitários e otimização produtiva que já são verificados através do Sistema de Inspeção Municipal (SIM). Aprovado por ele e recebendo o “ok” do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), quem trabalha com itens de derivação animal poderá dar o primeiro passo rumo à exportação.

Região
“Seria o ponto mais marcante em mais de 25 anos trabalhando no ramo. Não venderemos apenas perto de casa. Poderemos chegar mais longe, à capital ”, disse o produtor de queijo em São João del-Rei, José Silvano de Carvalho, que toca o negócio ao lado do pai, da mãe, de irmãos e dois funcionários contratados para auxiliá-lo. Segundo ele, com a expansão na distribuição do produto, o retorno financeiro do pequeno negócio pode aumentar em até 30% em um curto prazo.
Tendência que pode se repetir com os outros integrantes do sistema operado pela Associação Regional de Produtores do Campo das Vertentes (ARPA). A ideia é que nos próximos anos, mais 15 municípios da região possam fazer parte do Sisei. Para isso, todos precisam contar com o Sistema de Inspeção Municipal (SIM). Até agora, além de São João del-Rei e Tiradentes, outras oito cidades já têm a estrutura em funcionamento. “As demais estão em fase de implantação. Nosso trabalho será por fases para garantir que todos recebam o melhor respaldo e tenham os melhores resultados”, comentou o presidente da ARPA e representante da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplag), Marcos Fróis.

Como funciona
Há três anos atrás, São João del-Rei passou a contar com o Sistema de Inspeção Municipal (SIM). Sob a batuta da Prefeitura Municipal, a iniciativa de orientação, consultoria e checagem de qualidade de procedimentos garante que itens com selo de aprovação se destaquem no mercado local.
As cidades que contam com equipes voltadas ao SIM agora podem fazer parte do Sisei, que repetirá os mesmos padrões de avaliação, mas com maior rigidez.
No caso do Campo das Vertentes, esse trabalho ficará por conta da ARPA. “Foi uma forma encontrada pelo Governo do Estado de permitir o crescimento dos produtores e facilitar a supervisão. É a regionalização de uma atividade, de modo que possamos garantir, também, a qualidade dessas vistorias”, explicou Fróis.
Atualmente, sete municípios da região ainda não contam com o SIM, mas já estão em fase de implantação para que nos próximos anos elevem seu status e integrem o Sisei. Ainda de acordo com Fróis, Madre de Deus de Minas é a cidade mais adiantada nesse ponto, seguindo tendência das pioneiras São João del-Rei e Tiradentes.
A última, inclusive, vai impulsionar um projeto de Turismo Rural ao conseguir levar produtos para toda Minas Gerais. “É um processo delicado. Estamos conversando com os produtores, explicando procedimentos e preparando-os para o trabalho que deve começar em breve. Vamos chegar a 2014 prontos. Durante a Copa, se tudo der certo, vamos encontrar itens das duas cidades sendo consumidos na capital”, comentou.

Expectativas
Dentro do Sisei, a expectativa do IMA e da própria ARPA é que seja criada uma cadeia de otimização. “Se o produtor vende mais, vai querer aumentar sua estrutura. Pode se interessar em comprar mais vacas para produzir leite, ter mais queijo lá na frente e levar para os mercados”, explicou Fróis.
O produtor que apareceu no início da matéria, José Carvalho, também tem fé nisso. Ele tem atualmente 18 cabeças de gado que produzem 120 litros de leite por dia e garantem 350kg de queijo todos os meses. “Com mais renda, a demanda aumenta e vamos precisar até mesmo de mais gente para trabalhar. É nosso sonho. Se a gente cresce, mais gente cresce também”, comentou ele, que também preside a Associação de Queijeiros do Morro Grande, com 18 integrantes atualmente. Todos participarão ao Sisei.
Os planos da ARPA também incluem a vinda de compradores para a própria região. “Se um atacadista chega a um mercado em Belo Horizonte, encontra e gosta dos nossos produtos, pode se interessar em comprar ainda mais direto do fornecedor, vir até a região, negociar na fonte e completar compras com outros produtores próximos”, completou Fróis.
Segundo o presidente da ARPA e ex-secretário municipal de Agropecuária em São João del-Rei e Tiradentes, ainda há produtores nas duas cidades que, por enquanto, não fazem parte do SIM, mas podem integrá-lo a qualquer momento. Para isso, basta procurarem as secretarias do setor em ambos os municípios e formalizar a entrada no sistema. “Entrar no SIM e depois no Sisei não tira deles o status de produtores familiares. Eles não precisam de CNPJ, podem continuar emitindo notas na Receita e são isentos de impostos. Só há benefícios nesse aprimoramento. Vale a pena”, finalizou.

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Cardápio de Atividades, Produtos e Roteiros das Cidades Históricas de Minas

Não se assuste se você chegar em São João del Rei, em Minas Gerais e for conduzido até igrejas e casarões de estilo barroco por um guia de turismo com roupas de época.
Experiências como essa já podem ser vividas e fazem parte de um Cardápio de Atividades, Produtos e Roteiros das Cidades Históricas de Minas, que lista 30 roteiros culturais e 260 atividades turísticas de imersão na história e nos costumes dos locais visitados.
O cardápio foi elaborado tendo como foco a cultura das cidades históricas e com o objetivo de envolver a comunidade local e valorizar os atributos da região. Os roteiros valorizam a culinária, o artesanato e a identidade das 25 cidades históricas mineiras contempladas pelo projeto.
Em Tiradentes (MG), por exemplo, o cardápio propõe o Prosa e Barro com Tião Painera. O Seu Tião, como é conhecido, passava os finais de semana fazendo vasos de barro na praça de Tiradentes. Hoje, recebe os turistas em casa, em visitas agendada por telefone, para ajudá-lo a fazer vasos, ouvir histórias da sua vida e da cidade e comer uma broa caseira.
Aos 81 anos, carismático, o artesão conta que aprendeu o ofício de oleiro com seu pai. “O meu trabalho é uma lembrança dos meus antepassados. Meu pai aprendeu com meu avô e me ensinou a fazer vasos de barro quando eu tinha 14 anos”, recorda. Para Seu Tião, a arte é um ofício, frase estampada nas camisetas que o artesão vende aos turistas.
Segundo a coordenadora geral de Produtos Associados ao Turismo do MTur, Ana Cristina Albuquerque, “essa é uma forma de agregar valor ao produto turístico da região e diferenciar a oferta, fazendo com que o turista permaneça mais um dia em seu destino”. A coordenadora ressalta ainda que, por meio da atividade turística, a ação cria oportunidades de trabalho e renda para a comunidade local.
O guia Giovanni Frigo, de 48 anos, adotou o turismo vivencial como o diferencial do seu trabalho. “Ao vestir uma cartola e um fraque como se fosse um Barão do século XVIII, você permite que o turista viaje no tempo”, explica. Para Frigo, a caracterização também dá identidade a seu trabalho. “A roupa de época é a cara de Minas”. A atividade diferenciada rendeu frutos. O guia passou a dar palestras a profissionais em outras cidades e criou um curso de especialização em guiamento para pessoas especiais e para o público da terceira idade.
Os turistas podem consultar o Cardápio de Atividades tanto na versão impressa como no portal www.cidadeshistoricasdeminas.com.br. Além de informações sobre as cidades participantes, o turista pode montar o próprio roteiro.

Fonte: Mtur e no Portal Cidades Históricas de Minas

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