Melhores Práticas - Ação

1. Cultura e Artistas de São João del-Rei e região

Chico Lobo . Violeiro/Instituto Chico Lobo

Texto

Chico Lobo . Foto Alzira Agostini Haddad

Violeiro, compositor, cantador, Chico Lobo é natural de São João Del Rei (MG) – cidade eleita Capital Brasileira da Cultura 2007, cujo jingle oficial é de sua autoria. Artista carismático toca viola caipira desde os 14 anos. A crítica o considera um dos mais ativos e efetivos violeiros no processo de popularização da tradição musical do cenário brasileiro. É um profissional consciente do seu importante papel no universo da viola caipira e é desse modo que domina o palco - com presença e comunicação ímpares. Sobretudo, é um apaixonado pela cultura de sua terra. Foi nomeado Embaixador do Divino Espírito Santo (Festa folclórica de S.J.Del Rei) e Guarda Coroa de Santo Antônio (Congado/MG). Com a viola na mão toca e canta as folias, os congados, os catiras, as modas e demais ritmos que enfocam suas raízes mineiras e brasileiras no país e para o mundo - sempre de modo muito envolvente -, seja solo ou acompanhado por sua excepcional banda.

PRINCIPAIS REALIZAÇÕES / PREMIAÇÕES / REPRESENTAÇÕES INTERNACIONAIS

• Profissional inquieto, Chico Lobo já lançou vários CDs (vide discografia abaixo). O Cd de estréia, “No Braço Dessa Viola”, foi finalista ao Prêmio Sharp 97. E rendeu-lhe 10 espetáculos em Centros Culturais e Praças Públicas no norte da Itália. Destaca-se participação de Chico Lobo no CD “Cantoria Brasileira” - que marcou a comemoração dos 25 anos da gravadora Kuarup –, indicado ao Grammy Latino;  

• Seu 1º DVD, “Viola Popular Brasileira”, é pioneiro no gênero artístico da viola no Brasil;  

• Lançou no Brasil e em Portugal ao lado do violeiro português Pedro Mestre o 1º CD no mundo que registra o encontro da viola mãe com a viola filha - uma produção Brasil/Portugal -, que recebeu do jornalista lusitano, João Matias, a seguinte apresentação: “O Cd Encontro de Violas mostra como é possível os homens entenderem-se e de que modo a cultura serve para o desenvolvimento (e a união), dos povos... Dele “brotam conhecimento e paz...”  

• Sua carreira já o levou a inúmeros palcos do Brasil e do mundo, como: Canadá, Chile, Itália (onde retornou mais recentemente para se apresentar no Matching - Importante Feira de Negócios de Milão), Portugal (onde retornará em 2013 - 8º ano consecutivo no Alentejo) – por cidades como: Almodóvar, Beja, Castro Verde, Odemira; Serpa e outras. Também nas ilhas de: Funchal na Madeira e São Miguel nos Açores. Bem como, na China em 2010 e Bogotá 2012;  

• Há 10 anos, desde o início, integra o projeto itinerante “Causos e Violas das Gerais” do SESC MG – realizado em mais de 100 cidades mineiras levando a tradição dos causos e das violas; 

CHICO LOBO | RELEASE BIOGRÁFICO + DISCOGRAFIA – ANO 2014 2

LIVRO: “EXPO XANGAI 2010 | O BRASIL NA CHINA” –– PÁG.: 102

• Participou durante 10 anos do Grupo Aruanda com o qual mergulhou na cultura de Minas Gerais e do Brasil. Junto ao Aruanda, participou de importantes festivais de folclore;  

• Desenvolveu durante 10 anos, o espetáculo "Encontro de Raízes" - ao lado do ícone Pena Branca (irmão de Xavantinho), com quem se apresentou em diversos palcos nacionais;  

• Sempre atento em descobrir e contribuir na divulgação de novos artistas, Chico Lobo idealizou e apresenta desde 2003 o Programa de TV “Viola Brasil”

pela Rede Catedral – TV Horizonte (com alcance de cerca de 20milhões de pessoas). E o programa de rádio “O Canto da Viola” na rádio Inconfidência de BH - www.inconfidencia.com.br (aos sábados pela AM88O às 13h | aos domingos pela FM100, 9 às 7h AM);  

• Preocupado com a valorização, divulgação da cultura regional e da viola caipira, Chico Lobo fundou em sua cidade natal, em 2013:

o Instituto Sócio Cultural Chico Lobo. Que já começa a dar frutos em 2014, numa parceria junto a Secretaria de Educação e a Universidade de São João Del Rei. Com o início do ensino de viola caipira e cultura regional em duas escolas da zona rural da região. Para tanto foram adquiridas 18 violas, para as aulas. Trabalho que realiza um desejo antigo e alegra o coração deste artista tão obstinado na valorização desta cultura raiz.  

• Chico Lobo é considerado um violeiro de estirpe, mestre das notas choradas e um compositor que cria obras que destroem qualquer preconceito musical;  

• Em 2009 /2007 foi o Diretor Musical do espetáculo multicultural – que reuniu artistas da Espanha, Cabo Verde, Portugal e Brasil -, “O Homem que À Terra Canta”, apresentado: no IV e VI Encontro de Culturas de Serpa e em Almodóvar (Portugal). E “Festejos da Terra”, apresentado no VII Encontro de Culturas de Serpa e novamente em Almodóvar (Portugal);  

• Em 2007 participou na Ilha da Madeira das comemorações dos 500 anos de Funchal, representando a viola de Minas. Nos anos de 2009, 2010 e 2011 participou do “Encontro de Violas de Arame” na Ilha de São Miguel, nos Açores e em Castro Verde Portugal respectivamente. Encontros esses marcados pela união dos povos e partilha, pelas cordas da viola!  

• Em 2010 representou a cultura mineira, a convite do Governo de Minas Gerais, quando participou da missão oficial à Expo Xangai 2010 onde realizou 11 shows nos pavilhões Brasil, USA, e América Square. Na ocasião mereceu destaque, por sua participação, foi convidado a ministrar um workshop e a se apresentar igualmente no pavilhão da UNESCO.  

• Em Out/2011 deu início a temporada de lançamento de seu novo cd “Caipira do Mundo” pelo selo Saravá Discos. Um cd com parceiros da MPB Nacional - que enviaram letras inéditas, para ele musicar -, como: Alice Ruiz, Arnaldo Antunes, Chico César, Fausto Nilo, Maurício Pereira, Ricardo Aleixo, Sergio Natureza, Siba, Vander Lee, Verônica Sabino, Vitor Ramil e, Zeca Baleiro.

PROJETOS ESPECIAIS / INTERCÂMBIOS CULTURAIS

• Em Abril/2014 – finalista ao PRÊMIO NACIONAL DA MÚSICA na categoria REGIONAL com duas indicações: Melhor Álbum e Melhor Grupo com o seu 1º CD Instrumental 3BRASIS;

• Em Set/2013 – lançou seu 2º DVD. Com conteúdo duplo: documentário e show. Um registro inédito, no mundo, do “Encontro das Violas – Caipira (brasileira) e Campaniça (portuguesa)”, gravado nos dois países;

• Em Abril/2013 – integra o IV Encontro de Violas de Arame em Portugal. Onde realizará, também, o show "Seara Nova e Amigos" junto a artistas do Alentejo, Punta Umbria e Granada (Espanha), São João Del Rei (Brasil), São Vicente (Cabo Verde);  

• Em Março/2013 – fundou na sua cidade natal, SJDEL Rei, o Instituto Sócio Cultural Chico Lobo (ICL);  

• Em Março/2013 – completou 50 anos de idade e 30 de carreira com espetáculo comemorativo (lotado), no Grande Teatro do SESC Palladium;  

• Em Jul/2012 representou o Brasil nos Açores – Portugal no Projeto “Violas do Atlântico”;  

• Em Abril/2012 - A convite do Itamaraty representou o Brasil na Colômbia na Feira do Livro de Bogotá;  

• Em Fev/2012 apresentou pelo 4º ano consecutivo, o projeto “CARNAVIOLA” - idealizado e patenteado junto a sua produtora Viola Brasil Produções, ao lado do escritor Tadeu Martins. Com 04 horas de músicas “quentes” do universo da viola caipira, para toda família se divertir, em Praça pública. Sucesso!  

• É o responsável pela Direção e Produção de CDs de Novos talentos da viola caipira, como: Fábio Sombra, Lázaro Mariano; Cláudio Araújo, Dimas Souza, Rodrigo Delage entre outros;  

• Idealizou e apadrinha dois Projetos Sociais de Escolas de Violas em Santana dos Montes (MG);  

• Lançamento de seu primeiro cd exclusivamente instrumental, “3BRASIS” ao lado do violoncelista Márcio Malard e o clarinetista Paulo Sérgio Santos.  

• Lançamento do DVD Especial – Show e Documentário reunidos em estojo especial, com cenas filmadas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Lisboa e Alentejo.

ASSISTA APRESENTAÇÕES MUSICAIS, ATRAVÉS DOS LINKS:

SHOW Comemorativo “50 Anos e 30 de Violla ||Rede Minas

1ª Parte: http://www.youtube.com/watch?v=h7qRxag3MAQ 

2º Parte: http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=4gYWJ51GA9M&feature=endscreen 

SHOW de Lançamento do CD “Caipira do Mundo” no Grande Teatro Pallácio das Artes

Parte 1: http://youtu.be/AzOmjd0kHas

Parte 2: http://youtu.be/HUQ5kCj4BPs

1. http://youtu.be/1ie-IMAMRj4... Clipe Oficial "A Mais Difícil Opção” (Chico L. e Alice Ruiz);

2. http://youtu.be/eClZBdD9U4k ...“Boi Carreador” - Participação Especial de Xangai;

3. http://youtu.be/JDkKwpB1HPk....."Vazante" – Concepção percussiva – Carlinhos Ferreira.

JORNAL DA RECORD NEWS

http://videos.r7.com/viola-no-jr-news-talentos-chic o-lobo-apresenta-suas-cancoes/idmedia/5376b7070cf25d76f2482dad.html

GLOBO MINAS –– TERRA DE MINAS

http://globotv.globo.com/rede-globo/terra-de-minas/v/violeiro-chico-lobo-fala-da-carreira-de-sucesso/2295924/

PROGRAMAS IDEALIZADOS E APRESENTADOS POR CHICO LOBO

PROGRAMA DE TV – VIOLA BRASIL: http://www.tvhorizonte.com.br/violabrasil

PROGRAMA DE RÁDIO – O CANTO DA VIOLA:

http://www.inconfidencia.com.br/modules/programacao/index.php?op=homePrograma&prog_id=10047

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Mais informações

Levantamento mapeia construtores e tocadores de viola em todo território mineiro 

Iepha-MG prepara documentação para tornar tradição em patrimônio imaterial. Instrumento é um dos elementos estruturantes da identidade mineira
Governo de Minas Gerais dá mais um passo importante para reconhecer o modo de tocar e fazer viola como patrimônio imaterial do estado. Está em andamento o mapeamento dos construtores e tocadores de viola, que são convidados a acessar o site do Instituo Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e realizar o cadastro online.
O levantamento vai permitir ao Iepha-MG mapear quantos são e quem são os responsáveis por perpetuar uma das mais tradicionais características da cultura mineira e, dessa maneira, endossar o pedido de abertura do processo de registro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Estamos convidando todos os violeiros, construtores e fabricantes de viola”, reforça a diretora de Proteção e Memória do Iepha-MG, Françoise Jean.
A diretora do Iepha-MG ainda salienta que os violeiros que quiserem efetuar o cadastro terão o apoio das prefeituras. “Aquelas secretarias de cultura que promoverem o cadastro dos violeiros nos seus municípios vão ganhar uma pontuação extra no ICMS Cultural, que se reverte em recursos de repasses de ICMS”, esclarece Françoise Jean, que também enaltece os benefícios da iniciativa para a criação de políticas públicas assertivas para o setor.

Tradição mineira

Para o violeiro Chico Lobo, reconhecido músico mineiro com mais de 30 anos de carreira, o mapeamento é muito importante na medida em que vai catalogar tanto os mestres violeiros do interior quanto os artistas que vivem da viola. “A gente tem o reconhecimento no Brasil de que Minas Gerais é o grande celeiro dos violeiros”, frisa Chico Lobo. “É um instrumento que está no cotidiano, na vida do mineiro”, complementa.
O costume de fazer e de tocar a viola está presente em grande parte do território mineiro e dialoga com muitas outras práticas tradicionais, como as folias, congadas e demais festejos populares. Nas celebrações religiosas, por exemplo, atua como fio condutor de todo o ritual. Por sua vez, nas comunidades rurais, a música assume o papel de elemento mediador das relações sociais.
Para a violeira e professora de viola caipira, Letícia Leal, o instrumento musical tem uma sonoridade peculiar e uma forma única de tocar. “A gente, como violeiro, tem que entender isso e explorar o instrumento ao máximo para levá-lo a outros patamares. Isso a gente não consegue fazer sozinho. Então, quando você se une a outros na discussão, você consegue agregar e mostrar uma força”, acredita Letícia Leal.
Em entrevista, Letícia Leal fala um pouco sobre sua relação com a viola.
Clique aqui para ouvir trecho da entrevista com a violeira. 

Viola em debate

Para ampliar a discussão do tema, o Governo de Minas Gerais apresenta, nos próximos dias 16 e 17 de maio, o seminário Violas: o fazer e o tocar em Minas Gerais. Na abertura do evento, o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, vai detalhar o Projeto Violas. Já a presidente do Iepha-MG, Michele Abreu Arroyo, falará sobre a solicitação de abertura do processo de registro da viola como patrimônio imaterial junto ao Iphan.
Serão dois dias de imersão na história e também no universo cultural e simbólico da viola no Brasil e em Minas Gerais para compreender as relações deste instrumento com as vivências coletivas, religiosas e identitárias do povo mineiro. Além dos violeiros, o encontro terá a presença de pesquisadores, tocadores, mestres e construtores de violas para as rodadas de debates.
“A gente chegou à conclusão de que mais interessante do que a gente produzir uma pesquisa fechada aqui no Iepha-MG, seria trazer essa discussão para fora, para a sociedade. Então, é promover uma grande discussão pública com a sociedade, ouvindo os vários envolvidos para, num segundo momento, a gente construir ações de salvaguarda da viola e uma política pública voltada para essa expressão cultural da viola em Minas Gerais”, acredita Françoise Jean.

Ouça o convite especial feito por Chico Lobo.

O evento acontece no auditório do BDMG Cultural, no Circuito LiberdadeClique aqui para fazer a inscrição e aqui para conferir a programação completa do seminário.

Fonte: SEGOV - Governo de Minas - Central de Imprensa . a.imprensa@governo.mg.gov.br 12/05/2017

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Trinta anos de causos e violas 
Chico Lobo comemora aniversário de carreira revisitando sua trajetória em novo álbum e em livro de histórias
PUBLICADO EM 19/08/15 - 03h00/Joyce Athiê . Jornal O Tempo

“Uma árvore só pode ter os troncos fortes e uma copa agigantada se as raízes estiverem firmes no solo”, diz Chico Lobo, em analogia a sua carreira. “No meu caso, meu solo é a tradição. É a partir dela que eu faço a ponte com o contemporâneo”, conta o violeiro, repensando seus 30 anos de um caminho artístico que preza pelos cantos e pelos sons de uma identidade cultural brasileira a partir do interior. Para comemorar a trajetória, Chico lança seu novo CD, “Cantigas de Violeiro”, amanhã, no Teatro Bradesco.

Contando com a participação do grupo de dança Sarandeiros, dedicado à cultura folclórica brasileira, o show comemorativo revisita a carreira de Chico Lobo e lança olhares para o inédito. “O álbum tem algumas pérolas. Eu volto a cantar ‘Tropa’, a primeira música que toquei ao lado de Pena Branca e que, depois da nossa estreia, nos rendeu uma parceria de mais de dez anos”.

Outras parcerias afetivas também estão presentes no novo trabalho. “Trago como novidade a música ‘Breu’, que mergulha no universo do violeiro que não tem o dom divino e que precisar fazer alguns pactos para poder tocar bem. Nessa música, eu convido Tavinho Moura, artista importante para a música brasileira, para fazer uma participação ao meu lado”, explica.

Ainda no campo das inéditas, tem também um “causo”, escrito por Chico Lobo, que conta um pouco do universo mítico do interior. “Eu falo da simpatia com a cobra coral, uma prática que continua a ser realizada nos dias de hoje pelos violeiros aprendizes que devem segurar a cobra venenosa e pontear com os dedos o corpo do animal. Dizem que, assim, ele ganhará agilidade”. Quem conta essa história no CD de Chico é o ator e músico Rolando Boldrin, um dos maiores divulgadores da música sertaneja brasileira.

Em “Criação”, Chico canta com seu pai, Aldo Lobo, a mesma canção que compõe o álbum de comemoração dos 50 anos de Maria Bethânia. “Uma grande coincidência termos escolhido a mesma música para essas celebrações. Isso me alegra porque me faz pensar que tenho percorrido com sinceridade o meu caminho”. Chico conta que a participação de seu pai no CD remete ao princípio de sua carreira. “Meu pai tem uma importância muito grande na minha história artística. Ele recebia em casa as Folias de Reis, que têm a viola como instrumento principal. E eu me apaixonava toda vez que via o mestre entrando em casa. Foi a partir disso que meu pai me deu minha primeira viola, quando eu tinha 12 anos”.

Sempre dedicado ao instrumento e à cultura mineira, Chico Lobo aproveita a ocasião para lançar o livro “Conversa de Violeiro”, escrito com o carioca Fábio Sombra. “É um mergulho em tudo o que aprendi com os mestres do sertão que conheci nestes anos. Com muita liberdade e poesia, eu falo do universo mágico, místico e misterioso que envolve a viola e a cultura popular. Nesses 30 anos, foram tantos shows, tantas turnês, tanta oportunidade de levar a viola para fora do país, tanta história e aprendizado que olhar para isso tudo agora é olhar para mim”, revela Chico Lobo.

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Chico Lobo é hoje, um dos artistas mais ativos e efetivos no processo de popularização das tradições mineiras e brasileiras. Nascido entre serestas e folias, cresceu muito com a recente explosão do universo da viola, instrumento quase mágico, que ele empunha como um estandarte, propagando seu som elaborado e elevando sua poesia popular.
Sua carreira já o levou a palcos da Itália, Canadá, Portugal e Chile além de inúmeros teatros pelo Brasil afora. Seu primeiro CD de carreira “No Braço Dessa Viola” de 1996, já chamou atenção da crítica, sendo finalista do extinto Prêmio Sharp como Revelação da Música Regional Brasileira. Hoje com vários CDS lançados, o artista ainda traz em seu currículo o lançamento do seu 1º DVD “Viola Popular Brasileira”, pioneiro no gênero, da viola, no Brasil em 2005. Pela TV Horizonte de BH apresenta o programa “Viola Brasil”, único no país dedicado exclusivamente à cultura da viola caipira e dos violeiros. Mantém ainda coluna fixa na revista Viola Caipira. Em 2007 lançou o CD inédito no mundo, “Encontro de Violas” - numa co-produção Portugal/Brasil -, unindo a viola campaniça portuguesa à viola caipira brasileira, ao lado do violeiro Pedro Mestre do Alentejo/Portugal. Chico Lobo está de malas prontas, para lançar em maio desse ano o CD “Encontro de Violas”, em terras lusitanas, em vários shows ao lado de Pedro Mestre. Vale informar que essa obra (conceitual) é o 1º registro no mundo do encontro da viola “mãe” (campaniça), com a viola “filha” (caipira).Entendemos por Música de Raiz, aquela que guarda ainda no seu conceito, na sua forma, as tradições de um Brasil rural. De um Brasil interiorano que canta valores como: amizade, fé, “cumpadricidade”, omo Chico Lobo gosta de definir, que canta nossas tradições, nossas crenças.
Nosso país possui regiões distintas de manifestações culturais que constitui uma riqueza maravilhosa. E que encontra pontos em comuns, bem definidos, a expressão do cotidiano da vida do interior cantada nas cordas da viola, da sanfona, dos tambores. Com a vinda para os grandes centros urbanos - de grande parte da população rural (mais de 60%), em busca de melhores condições de vida -, a música de raiz ficou escondida e esquecida. Que rumo tomará a música rural? Hoje graças a Deus ainda existem artistas sinceros e autenticamente ligados às origens. E que são fundamentais, no processo de preservação, divulgação. E na atualização da chamada, música de raiz brasileira.
Nessa perspectiva, de valorizar a nossa verdadeira cultura do interior, é que se agregou às comemorações da Semana Santa no Largo São Francisco pela Atitude Cultural, durante quatro anos o Encontro de Música de Raiz. Na primeira edição, o violeiro sanjoanense, recebeu Pena Branca - ícone da música de raiz; na segunda edição Lobo recebeu Gabriel Sater, jovem violonista filho de Almir Sater. Na terceira edição Chico Lobo recebeu Fernando Sodré - considerado uma das grandes revelações da viola.
Na quarta edição do Encontro de Musica de Raiz Chico Lobo recebeu o multiinstrumentista Rogério Delayon e o Duo Fabiana Lima e Bruno Andrade.

Contato: 031 9636 6580/3459 8026/3459 8164

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Aulas do projeto 'Viola na Escola' são iniciadas em São João del Rei, MG

Estudantes do ensino fundamental na zona rural terão aulas do instrumento.
Participam as escolas do Emboabas e Padre Miguel Afonso Andrade Leite.
 

Viola na Escola São João del Rei (Foto: Antônio Celso Toco Prefeitura SJDR/Divulgação)
Violeiro Chico Lobo participou do lançamento . (Foto: Antônio Celso Toco Pref. SJDR/Divulgação)

A partir desta quarta-feira (19), duas escolas municipais na zona rural de São João del Rei, no Campo das Vertentes, contam com o projeto "Viola na Escola", que oferece aulas sobre a música de raiz por meio da moda de viola. Serão beneficiados cerca de 290 alunos do ensino fundamental da Escola Municipal do Emboabas e Escola Municipal Padre Miguel Afonso Andrade Leite, no distrito de Cajuru.

As primeiras aulas na Escola Municipal do Emboabas foram às 10h, e na Escola Municipal Padre Miguel Afonso Andrade Leite, no distrito de Cajuru, será às 13h30.

O projeto musical, que  integra o Programa Mais Educação do Governo Federal, foi implantado em algumas escolas da cidade no final de 2013. Os estudantes terão aula normal pela manhã e as aulas de viola irão integrar as atividades da tarde, duas vezes por semana. Serão disponibilizadas 18 violas para os alunos das duas escolas.

O "Viola na Escola" surgiu da ideia do violeiro são-joanense Chico Lobo, uma referência para músicos de todo o país. O projeto foi lançado nesta terça-feira (18) por meio de uma parceria entre o Instituto Chico Lobo e a Prefeitura de São João del Rei. A Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) também participa do projeto e três alunos do curso de licenciatura em Música serão os monitores.

Fonte G1 Zona da Mata MG


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Chico Lobo é indicado a prêmio nacional
Por Gazeta de São João del-Rei em 17/05/2014

Mais de 30 anos se dedicando à viola caipira, 15 CD’s e dois DVDs não foram suficientes para o violeiro são-joanense Chico Lobo, que continua produzindo trabalhos aclamados com acordes e parcerias inusitadas. O seu mais novo CD, o primeiro unicamente instrumental, 3Brasis, é mais uma mostra dessa trajetória em parceria com dois músicos: o violoncelista  Márcio Mallard e o clarinetista Paulo Sérgio Santos.

Sonho do são-joanense Chico Lobo foi realizado ao lado do violoncelista Márcio Mallard e do clarinetista Paulo Santos - Foto: Divulgação

Sonho do são-joanense Chico Lobo foi realizado ao lado do violoncelista Márcio Mallard e do clarinetista Paulo Santos – Foto: Divulgação

Segundo Lobo, 3Brasis  é um sonho realizado que já começou a ganhar projeção antes mesmo de ser lançado: considerado pelo próprio violeiro como o mais maduro da carreira, o CD foi indicado a duas categorias do 25º Prêmio da Música Brasileira.

A união
Para Chico Lobo, 3Brasis é resultado de uma gestação artística sonhada desde o início da carreira, mas só concretizada agora. Segundo ele, o motivo da demora é o amadurecimento da ideia, para que não se tornasse um trabalho comum. E deu certo. “Queríamos juntar instrumentos eruditos à viola. Tanto o violoncelo quanto o clarinete não são vistos normalmente no universo dela”, disse.

Com convite feito e ‘sim’ dado, os três músicos começaram a tecer o 3Brasis, mesclando parte dos temas instrumentais da viola sertaneja de Chico Lobo  com a personalidade dos dois músicos e de seus respectivos instrumentos. “O violoncelista, Márcio Mallard, toca na Orquestra Brasileira, toca com a cantora Maria Betânia e é um dos grandes profissionais do país. Já o Paulo Sérgio Santos toca no Quinteto Villa-Lobos e é considerado o maior clarinetista nacional”, ressaltou Lobo.

O trabalho do trio durou aproximadamente um ano entre idas e vindas ao Rio de Janeiro, local onde as músicas foram gravadas e em seguida disponibilizadas para o comércio nacional com a parceria de uma grande gravadora nesse processo. De acordo com Lobo, para artistas independentes, esse apoio na distribuição é um passo a mais.

Indicação
Para a alegria dos músicos, o 3Brasis, mesmo sem ter sido lançado para o grande público e em shows, foi indicado a não só uma, mas duas categorias do 25º Prêmio da Música Brasileira.

O trabalho de Chico e de seus parceiros foi incluído entre os finalistas nas categorias Melhor Álbum Regional e Melhor Grupo Regional, concorrendo com artistas de todo o país. “Foi uma alegria enorme. Eu me lembro que quando nós recebemos essa notícia, logo pela manhã, a minha produtora começou a chorar”, afirmou o são-joanense.  E completou: “Quando nós, que fazemos uma música de identidade verdadeiramente brasileira, mais cultural e não voltada para a grande mídia, recebemos uma indicação desse nível, ficamos extremante alegres”, disse.

Entre os concorrentes estavam artistas já consagrados e novos músicos que estão ganhando espaço no cenário nacional. Algo que agradou ao violeiro são-joanense. “Concorremos com o Quinteto Violado, que existe há mais de 40 anos; e com a cantora Aline Bastos, de Macapá, que vem cada vez mais ganhando proporção no país, entre outros”, destacou Lobo.

A cerimônia de premiação aconteceu na noite da última quarta-feira, 14, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Para Chico Lobo, o ápice de uma história. “Eu vejo que, ao fazer uma música de identidade cultural da viola e persistir nesse universo que escolhi há 30 anos, estou no caminho certo”, explicou.

Lobo deixou o evento sem os troféus, mas levou muito mais do que o prêmio físico para casa. “Mesmo não tendo ganhando, fiquei extremamente  feliz por ter sido indicado, em duas categorias, entre os melhores do país. E o que vale mesmo é ter estado presente naquela noite mágica, entre os maiores artistas nacionais, representando o meu trabalho e a música de São João del-Rei”, se orgulhou.

Show de estreia
A estreia oficial de 3Brasis, nos palcos, acontecerá no próximo dia 29, às 21h, no espaço cultural do Grande Theatro Cine Brasil, em Belo Horizonte. O local, que foi reformado recentemente, tem mil lugares e contará com apoio do CREA Cultural.

O show terá cerca de 1h20, apresentando o CD na integra. A entrada custará R$30 e o dinheiro arrecadado com a bilheteria será revertido a uma instituição social. “É uma forma de retribuir à vida por parte do que eu recebi”, finalizou Chico Lobo.


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Parcerias levam viola a escolas da Zona Rural
Por Gazeta de São João del-Rei em 21/02/2014

Um sonho por trás de notas que soam das cordas de uma viola. Aliás, de 18 violas. Por enquanto. O som caipira chega agora a duas instituições de ensino da Zona Rural de São João del-Rei, beneficiando cerca de 300 alunos do Ensino Fundamental. Todo esse repertório é executado graças ao Projeto Viola na Escola, iniciativa do Instituto Chico Lobo em parceria com a Secretaria de Educação são-joanense e a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

Lobo (dir.) se apresenta ao lado dos monitores da UFSJ que ensinarão lições de música aos estudantes - Foto: Gazeta
Lobo (dir.) se apresenta ao lado dos monitores da UFSJ que ensinarão lições de música aos estudantes – Foto: Gazeta


Esses devaneios que se transformam em realidade já eram antigos para o violeiro natural da cidade dos sinos, Chico Lobo. Para ele, o Viola na Escola significa bem mais do que levar música às instituições de ensino. “A ideia do trabalho é a valorização e a recuperação de uma cultura que pertencia à Zona Rural”, afirmou o músico.
Duas escolas estão sendo contempladas com o projeto: a Escola Municipal do Emboabas e a Escola Municipal Padre Miguel Afonso Andrade Leite, do Distrito de Cajuru.. “Vivemos um momento de progresso, de globalização. Vários sentimentos que eram nobres no interior foram perdidos numa avalanche de aculturação que acontece. Então, essa iniciativa leva o aprendizado da viola não só como instrumento musical, mas o aprendizado da cultura raiz”, afirmou Lobo.
Segundo a secretária municipal de Educação de São João del-Rei, Maria Mercês Corrêa, a iniciativa cumpre uma das metas educacionais do município, que é promover arte nas instituições de ensino. “É um dispositivo legal implementar a musicalização na escola”, explicou. “O intuito é resgatar essa cultura, a viola raiz, a música sertaneja. É valorizar o cidadão do campo”, completou.

Aulas
Integrando o Mais Educação, os alunos ficarão em tempo integral na escola, participando das oficinas em horário independente das aulas tradicionais. Elas serão ministradas por alunos da UFSJ, parceira do projeto. “A universidade contribui com três monitores, que são alunos em fase avançada do curso de Música”, explicou Vladmir Agostinni Serqueira, professor da instituição.
As violas, que foram doadas por uma empresa de São Paulo, ficam sob a responsabilidade das escolas que recebem o projeto. Dessa forma, estão disponíveis para utilização dos alunos além do horário curricular. De acordo com a diretora da Escola Municipal de Emboabas, Maria Perpétua Oliveira, o aprendizado musical será conteúdo interdisciplinar. “Estamos resgatando a música sertaneja e trabalhando em cima das canções. Tudo será feito em conjunto com outras disciplinas, para aprimorar o aprendizado como um todo”, contou.
As duas instituições beneficiadas tiveram aulas inaugurais do Viola na Escola na última quarta-feira, dia 19.

 
Histórico da entidade
Vídeo Apresentação de Chico Lobo  

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