Melhores Práticas - Ação

1. Ouvidoria São João del-Rei e região

O problema do Lixo em São João del-Rei

Texto
São João del-Rei limpa . Eu faço a minha parte! Campanha
Caminho e descaminho do lixo em São João-del Rei
Lixo e cidadania . Coleta seletiva

Mais informações

Governo de Minas firma parceria para criação de consórcio de resíduos no Campo das Vertentes e Zona da Mata
Termo de Cooperação Técnica será firmado com 17 cidades, na sede da Associação de Municípios da Mantiqueira, em Barbacena 

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), assina nesta quarta-feira (19), às 9h, na sede da Associação de Municípios da Mantiqueira (AMMA), em Barbacena, Termo de Cooperação Técnica com a entidade e mais 17 municípios das regiões do Campo das Vertentes e da Zona da Mata, para prestar apoio na elaboração do Consórcio Intermunicipal para Gestão Compartilhada de Resíduos Sólidos.
Com a formatação destes consórcios, os municípios poderão encontrar, em conjunto, soluções para os problemas relacionados à destinação final do lixo, além de ser uma alternativa mais econômica para as prefeituras, que vão poder dividir os gastos de construção e operacionalização dos empreendimentos necessários para extinguir os lixões na região.
O consórcio vai contemplar os municípios de Alfredo Vasconcelos, Alto Rio Doce, Antônio Carlos, Aracitaba, Barbacena, Bias Fortes, Capela Nova, Cipotânea, Desterro do Melo, Ibertioga, Oliveira Fortes, Paiva, Ressaquinha, Santana do Garambéu, Santa Bárbara do Tugúrio, Santa Rita do Ibitipoca e Senhora dos Remédios.

Serviço: Solenidade de Assinatura de Termo de Cooperação Técnica entre a Sedru, AMMA e 17 municípios do Campo das Vertentes
Data: 19 de junho
Local: Auditório da AMMA, Rua José Pimentel, 280, Diniz 2, Barbacena
Informações para a imprensa: (31) 3915-9043 ou (31) 9807-3954

Fonte: Agência Minas . 17/06/2013


***

ASCAS propõe separação de lixo . São João del-Rei

O Fórum de Resíduos Sólidos, ocorrido durante a Semana de Meio Ambiente, foi especial para a Associação dos Catadores de Material Reciclável (ASCAS) de São João del-Rei. Isso porque algumas das propostas apresentadas podem representar um grande avanço na qualidade do trabalho ecológico desempenhado pela entidade. As ideias abordam: captação de recursos para a construção de um novo galpão e visitas técnicas à cidade de Lavras. Além de uma possível parceria com a Prefeitura Municipal para estender o projeto de diferenciação e separação de lixo reciclável e a aquisição de um caminhão para o transporte dos materiais.
A vice-reitora da Universidade Federal de São João (UFSJ) e coordenadora do Projeto de Assistência Permanente à ASCAS, Valéria Kemp, afirmou que o encontro gerou boas ideias. Mas é preciso colocá-las em prática e envolver a população. “Temos que sensibilizar a comunidade para contribuir com a separação do lixo reciclável”, disse a vice-reitora.

Diferenciação dos materiais
A ASCAS, em parceria com alunos da UFSJ, realiza um trabalho de conscientização popular para separar o lixo reciclável, porém a iniciativa não tem abrangência municipal. Na mesa de debates, foi proposto o envolvimento de diversos órgãos para expandir a ideia e dar início a um projeto municipal de diferenciação de resíduos. “Houve a proposta da coleta diferenciada. Mas isso ainda tem que ser negociado e ajustado. A Prefeitura coletaria, com seu caminhão, os resíduos sólidos e encaminharia à ASCAS”, informou Valéria Kemp.
Outra sugestão foi a possibilidade de adquirir um veículo para a Associação, para ajudar no transporte de materiais. Contudo, isso necessita de parcerias e ainda é só uma ideia. “Um veículo ajudaria muito no transporte do material. Há empresas que querem doar lixo reciclável, mas, pela distância, não temos como pegá-lo”, contou a vice-reitora da UFSJ.
O coordenador da coleta seletiva da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Lavras (ACAMAR), Luiz Tadeo Damaschi, apoiou a proposta. “Tem que ter caminhão, porque o carrinho atrapalha o trânsito e é desumano com os catadores. É necessário estudar uma parceria para adquirir um veículo”, defendeu Damaschi.

Galpão
A sede da ASCAS fica na Rua Carlos Guedes, no Bairro Matosinhos. O espaço é alugado da Paróquia do Senhor Bom Jesus. O valor da locação é custeado pela Prefeitura Municipal, mas o espaço está disponível somente até outubro deste ano, pois a Paróquia pretende utilizar o local.
Para ter maior autonomia e segurança financeira, a intenção é mudar a sede para um lote na Avenida 31 de Março, na Colônia do Marçal. “Estamos em busca de financiamento para construir uma nova sede para os catadores. Conseguimos R$ 30 mil para começar, mas ainda é pouco. A Secretaria do Meio Ambiente indicou que a Prefeitura Municipal poderia nos doar os materiais, isso foi amarrado na mesa”, contou Valéria Kemp.

Trabalho dos catadores
O associado Osmar Bernardes, conhecido como Mazinho, relatou, no Fórum, seu cotidiano como catador e agente ecológico. “Comecei a catar em córregos, há 15 anos e fiquei doente. Passei, então, a recolher papelão na rua, sendo prejudicado pelo atravessador, que ficava com o lucro. Com a formação da ASCAS, ganhamos atenção, organização e aumentamos os ganhos. Tenho orgulho da minha profissão. Nosso trabalho ecológico é nobre, importantíssimo para a cidade”, contou Mazinho.

Fonte: Folha das Vertentes . 2ª quinzena de junho de 2010

***

Acúmulo de lixo é motivo de reclamação
Moradores de rua juntam resíduos debaixo da Ponte do Athletic

O acúmulo de lixo por alguns moradores de rua tem sido tema de reclamações. O excesso de detritos aglomerados por essas pessoas preocupa a população e autoridades de São João Del-Rei. Segundo o aposentador Edgar Antônio de Souza, esse entulho polui visualmente a cidade, que recebe turistas o tempo todo. “A prefeitura precisa fazer algo para retirar essas pessoas e o lixo dali”, destacou Souza. O local ao qual se refere é a Ponte do Athletic, onde alguns moradores de rua se instalaram e mantém abundância de entulho, alegando ser para revenda.
A secretaria de Assistência Social, Aline Aparecida Gonçalves, informou que a secretaria, através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), vem realizando um trabalho de conscientização dessas pessoas, na tentativa de encaminhá-las para lares. “Muitos que vivem nas ruas estão lá por uma briga familiar, excesso de bebida ou uso de drogas. A maioria deles tem para onde voltar, mas não quer fazer isso”, informou. Aline ressaltou ainda que o CREAS não pode obrigar ninguém a sair da rua. A iniciativa de mudança deve partir da própria pessoa. “Em algumas situações conseguimos o encaminhamento, como é o caso de três meninas grávidas que estão retornando para seus lares”, disse.
Não havendo a possibilidade de retirada dessas pessoas do local, a limpeza torna-se um ato complicado, conforme explica o fiscal de Meio Ambiente Paulo César Giarola. “Judicialmente o lixo é deles, não podemos simplesmente chegar lá e retirá-lo. Se isso ocorrer  eles podem até movem uma ação contra nós”, explicou. Giarola afirmou ainda que chegada a época de chuvas o lixo pode se tornar um problema ainda maior. “Normalmente essa sujeira atrai pragas e proporciona o surgimento de doenças. No período chuvoso ainda já um agravante, pois esse material pode escorrer para o córrego, causando enchentes”.
A solução encontrada pela Secretaria do Meio Ambiente foi a retirada para a venda desse material. “Já que esses moradores alegam que o lixo que está ali é para venda, iremos retirá-lo e destiná-lo para uma usina de reciclagem. Assim limpamos o local”, informou Giarola. O fiscal destacou ainda que precisa ser tomada alguma medida para que essas pessoas não fiquem sob a ponte, pois a chance de que elas voltem a acumular lixo é grande. “A medida é paliativa, já que é quase certo que irão juntar tudo novamente. Desse jeito teremos que fazer o recolhimento toda semana”.

Gazeta de São João Del-Rei . 13 de novembro de 2010

Compartilhe fotos, documentos, ação/projeto cultural . registramos colaboração e créditos 
O conteúdo desse portal pode ser reproduzido, desde que citadas as fontes e os créditos.
Mais informações/imagens, utilize o SISTEMA DE BUSCA de nosso portal

 

O conteúdo desse portal pode ser reproduzido, desde que citadas as fontes e os créditos.

www.saojoaodelreitransparente.com.br . Projeto, pesquisa, organização e concepção: Alzira Agostini Haddad . Todos os direitos reservados